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		<title>[Livro e Filme] Drive</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 02:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Drive]]></category>
		<category><![CDATA[Driven]]></category>
		<category><![CDATA[James Sallis]]></category>
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		<description><![CDATA[Personagem principal sem nome próprio, carros rigorosamente descritos pela marca, modelo e cor. Escritura categoricamente fenomelógica, aprofundamento introspectivo sem freios cronológicos. Narrativa em estreita focalização interna e narrador em destacada terceira pessoa. Linearidade marcada pelas sequências com ampla utilização de chamadas e respostas, ordem da narrativa extremamente antilinear com capítulos individuais que vão e voltam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive_livro.jpg" alt="" width="452" height="693" /></p>
<p>Personagem principal sem nome próprio, carros rigorosamente descritos pela marca, modelo e cor. Escritura categoricamente fenomelógica, aprofundamento introspectivo sem freios cronológicos. Narrativa em estreita focalização interna e narrador em destacada terceira pessoa. Linearidade marcada pelas sequências com ampla utilização de chamadas e respostas, ordem da narrativa extremamente antilinear com capítulos individuais que vão e voltam no tempo. <strong>Drive</strong>, do escritor norte americano <strong>James Sallis</strong>, é um romance cheio de contradições, um <em>hardboiled</em> suspenso a partir de uma atmosfera rarefeita em que a ação é congelada por um estranho olhar alienado.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/sallis.jpg" alt="" width="452" height="340" /></p>
<p>Nomade por destino, errante por necessidade, motorista por vocação, <strong>Driver</strong> (como é chamado no livro) não tem um filosofia de vida própria, mas sim alguns princípios pessoais como uma ovelha desgarrada que age por puro instinto de sobrevivência. Circundando o protagonista, um verdadeiro desfile de personagens marginais, presenças inquietastes e impalpáveis como fantasmas. Até mesmo a mãe de <strong>Driver</strong>, gentil e taciturna, mas capaz, em uma fúria assassina, de perfurar a garganta do marido. E personagens como o velho <strong>Doc</strong>, lendário fornecedor de drogas semi legais para as pessoas em Hollywood e médico clandestino de imigrantes e marginais. E para encerrar o desfile, <strong>Nino</strong> e <strong>Bernie</strong>, mafiosos do Brooklyn que se mudaram para Los Angeles porque Nova York não era mais cidade para eles e a Califórnia não &#8220;soava nada mal&#8221;.</p>
<blockquote><p>Não muito tempo depois, enquanto ele se sentava com as costas apoiadas numa das paredes de um Motel 6 nem ao norte de Phoenix, observando a poça de sangue crescer em sua direção, o Piloto poderia imaginar que havia cometido um erro terrível.</p></blockquote>
<p><strong>Drive</strong> não se lê, se visualiza. Como se fosse um roteiro escrito por <strong>Walter Hills</strong>, impossível não visualizar o homônimo protagonista de <strong>The Driver</strong> (Caçador da Morte), do diretor, drenado pelo rugido lacônico de <strong>Monte Hellman</strong> e sua obsessiva atenção aos detalhes técnicos dos anti herois de <strong>Two-lane Balcktop</strong> (Corrida Sem Fim). Desta forma, era quase impossível que o romance de <strong>Sallis</strong> não chegasse às telas do cinema. E não surpreende que a adaptação tenha sido feita por <strong>Nicolas Winding Refn</strong>, a matéria narrativa parece adequar-se perfeitamente a poesia do diretor dinamarquês: &#8220;<em>a arte é um ato de violência</em>&#8220;. Assim como a primazia existencial da intuição: &#8220;algo que lhe permite fazer conexões&#8221;. Um <em>hardboiled</em> que sob o escudo de lâminas de aço abriga uma graça terrível e excruciante. A melancolia de <em>Driver</em>, uma complexidade de sentimentos e reflexões sobre o próprio destino acompanha o leitor através de uma América que pulsa de forma vibrante ou se contrai lentamente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive-movie-poster.jpg" alt="" width="452" height="669" /></p>
<p>A versão cinematográfica foi capaz de transportar o romance para o cinema. Refn fez um bom uso dos recursos cinematográficos e soube passar para as telas todo clima sugerido no livro. O filme acentua seus aspectos românticos. <strong>Driver</strong> (interpretado por <strong>Ryan Gosling</strong>) se apaixona por <strong>Irene</strong> (<strong>Carey Mulligan</strong>) e para defendê-la se expõe em primeira pessoa. No livro, ao contrário, o protagonista demonstra já nas primeiras páginas um potencial psicótico que se potencializa e torna-se evidente antes que a ocasião se apresente. Mas <strong>Drive</strong> é um filme honesto, <strong>Refn</strong> foi gravar nos EUA sem se prostituir (não literalmente, é claro), mantendo intacto o próprio modo de fazer cienema e não renunciando a nenhum dos ingredientes que fizeram objeto de admiração entre os europeus: brutal e violento, romântico e inimista, mas acima de tudo, hiperrealista. O diretor trouxe seu silêncio e seu estilo penetrante tipicamente europeu alternado com perseguições frenéticas pelas estradas perdidas lynchianas, com momentos de violência inesperados e uma extraordinária tendência para o <em>splatter</em>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive-ryan-golsing-carey-mulligan-heist-film-canne1.jpg" alt="" width="452" height="301" /></p>
<p>A atmosfera anos 80, a partir dos créditos iniciais, se mostra rarefeita tornando-se depois, passo a passo enquanto os minutos se passam, sempre tensa e elétrica. A fotografia de <strong>Thomas Siegel</strong>, eloquente mas não exagerada, quase contida, excede um pouco no envelhecimento das imagens em algumas ocasiões, mas vai de encontro com a escolha de gravar quase completamente em digital. A escolha do protagonista também foi de grande valia para o filme apesar de uma trama não muito original, que se molda perfeitamente a situações de filmes e diretores que fizeram a história do cinema americano, de <strong>Brian de Palma</strong> a <strong>David Lynch</strong>. <strong>Ryan Gosling</strong> se mostra o artista perfeito no papel certo: completamente inexpressivo como se imagina o protagonista do livro, se funde com o próprio personagem em um interpretação sem excessos, se colocando entre melhores atores de sua geração. Obviamente o motorista solitário que interpreta é o próprio símbolo do filme, o melhor entre os vários personagens, alguns muito bons e outros nem tanto, mas acima da média graças a dilatação dos diálogos, sempre muito convincentes. A trilha sonora ao estilo oitentista se encarrega do resto, prova de uma cinematografia que faz da elegância formal sua força, completa a história e acompanha as melhores cenas até o grande final. Em particular, três músicas caracterizam o filme:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nightcall</strong>, de <strong>Kavinsky &amp; Lovefoxxx</strong>, abertura do filme<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/18/livro-e-filme-drive/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LtC64YfY61A/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Real Hero</strong>, de <strong>College</strong> (feat.<strong> Electric Youth</strong>)<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/18/livro-e-filme-drive/"><img src="http://img.youtube.com/vi/boFhHOjljs0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;">A clássica cena do elevador com<strong> Under Your Spell</strong>, de <strong>Desire</strong> (Aviso: contém spoilers! Ouça somente a música logo abaixo do vídeo)<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/18/livro-e-filme-drive/"><img src="http://img.youtube.com/vi/EgI88jAVf5c/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>O filme complementa visualmente o livro, mas para quem assistiu o filme primeiro, o romance de<strong> James Sallis</strong> é uma ótima oportunidade para se aprofundar em alguns detalhes que não foram mostrados no cinema, como o aprofundamento maior na vida do personagem e sua história. Neste caso o livro também complementa o filme de forma bastante harmônica.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/driven.jpg" alt="" width="452" height="693" /></p>
<p>No início de abril, foi lançado um novo romance que dá sequência de a história de <strong>Drive</strong>. Entitulado <strong>Driven</strong>, o livro foi escrito pelo próprio <strong>Sellis</strong> graças ao sucesso obtido com a película de <strong>Refn</strong> e imagina-se que ganhará uma versão para o cinema. E como sempre, é impossível não se perguntar se a continuação será capaz de manter o nível do filme. Especula-se que o filme será transportado novamente para as telas novamente com a dupla <strong>Refn</strong> e <strong>Gosling</strong>. Não seria conveniente mudar o ator protagonista nem o estilo do diretor. De qualquer, a questão fica no ar, levando em conta que a tumultuada agenda e a finalização de <strong>Only God Forgives</strong>, o novo filme de <strong>Refn</strong> também estrelado por <strong>Ryan Gosling</strong>. Sobre o novo livro de <strong>Sallis</strong>, adiantamos a breve sinopse oficial fornecida pela editora americana:<em> &#8220;Seis anos depois &#8211; Phoenix. Surgido do nada, alguém quer Driver morto. Quem? Por quê? Grande erro&#8230;&#8221;</em><br />
Agora é esperar para ler e consequentemente, ver.</p>
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		<title>[Mostras] John Cassavetes e Wong Kar-wai</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[John Cassavetes]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Wong Kar-Wai]]></category>

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		<description><![CDATA[Este mês, São Paulo recebe mostras de dois cineastas de estilos, eras e nacionalidades distintas, mas muito importantes em seus meios e de trabalhos dignos de apreciação. A primeira dela é a Mostra John Cassavetes, organizada pela Cinemateca Brasileira. Iniciou-se no dia 15 de maio e se estenderá até o dia 20 do mesmo mês. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/johnewong.jpg" alt="" width="429" height="295" /></p>
<p>Este mês, São Paulo recebe mostras de dois cineastas de estilos, eras e nacionalidades distintas, mas muito importantes em seus meios e de trabalhos dignos de apreciação.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/john.jpg" alt="" width="400" height="299" /></p>
<p>A primeira dela é a <strong>Mostra John Cassavetes</strong>, organizada pela <a href="http://cinemateca.gov.br/">Cinemateca Brasileira</a>. Iniciou-se no dia 15 de maio e se estenderá até o dia 20 do mesmo mês. Diversos trabalhos importantes do saudoso diretor serão exibidos nesses dias, como seu primeiro longa, <strong>Shadows</strong> (Sombras), de 1959, filme bastante improvisado e de grande importância para o cinema, pois foi um dos primeiros filmes americanos totalmente independente a receber notoriedade, e também por retratar um assunto muito tabu na época: o racismo. Além de <strong>Shadows</strong>, também serão exibidos clássicos aclamados de <strong>Cassavetes</strong>, como <strong>A Woman Under the Influence</strong> (Uma Mulher Sob Influência) e<strong> Opening Night</strong> (Noite de Estreia). <a href="http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=2">Clique aqui</a> para acessar a programação completa, com a lista de horários e o endereço da Cinemateca.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/woman.jpg" alt="" width="450" height="237" /><p class="wp-caption-text">Cena de A Woman Under the Influence (1974)</p></div>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/wong.jpg" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p>Já a segunda mostra, <strong>Wong Kar-wai</strong>, é um projeto menor do SESC, mas igualmente interessante, que exibirá dois filmes do diretor; <strong>Chung Hing Sam Lam</strong> (Amores Expressos), de 1992, e <strong>2046</strong> (2046 &#8211; Os Segredos do Amor), de 2006. Segundo o site do CineSESC, ambos os filmes serão exibidos em 35mm, realçando o trabalho estético do diretor, o que é muito importante nos dias atuais, onde salas de exibição preferem o formato de cópias digitais, muitas vezes exibindo uma película de qualidade de imagem bem inferior. <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=9782">Clique aqui </a>para acessar o subsite oficial da mostra, que será exibida no SESC Santana (Avenida Luiz Dumont Villares, 579), com a lista de horários em que os filmes serão exibidos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/2046.jpg" alt="" width="450" height="170" /><p class="wp-caption-text">Cena de 2046 (2006)</p></div>
<p>Vale a pena garantir a presença em ambas as mostras; se já está familiarizado com os trabalhos dos diretores, poderá contar com a experiência única de ver seus trabalhos no cinema, e incentivar a criação de outras mostras do gênero no país. E caso não conheça, está aí uma ótima oportunidade!</p>
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		<title>[Jogo] Resident Evil: Operation Raccoon City</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Biohazard]]></category>
		<category><![CDATA[Operation Raccoon City]]></category>
		<category><![CDATA[Resident Evil]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda esse ano, será lançado o sétimo (contando com Code: Veronica) capítulo da cronologia principal de Resident Evil (Biohazard no Japão), uma das sagas mais famosas dos games. Criado em 1996, o primeiro jogo mesclou elementos do adventure Alone in the Dark e do obscuro RPG Sweet Home, do NES, com filmes B de terror, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/REOPC.jpg" alt="" width="450" height="461" /></p>
<p>Ainda esse ano, será lançado o sétimo (contando com<strong> Code: Veronica</strong>) capítulo da cronologia principal de <strong>Resident Evil</strong> (<strong>Biohazard</strong> no Japão), uma das sagas mais famosas dos games. Criado em 1996, o primeiro jogo mesclou elementos do <em>adventure</em><strong> Alone in the Dark</strong> e do obscuro RPG <strong>Sweet Home</strong>, do NES, com filmes B de terror, suspense e gore. O resultado foi um dos jogos mais originais da época e bem sucedido o suficiente para criar uma franquia inteira, e até mesmo criar um gênero próprio: o <em>Survival Horror</em>. Porém, desde 2005, com o lançamento de <strong>Resident Evil</strong> 4, a série tem deixado o elemento de horror cada vez mais de lado. Se <strong>RE4</strong> ainda possuía elementos de horror e suspense, ainda que bastante voltado à ação, <strong>Resident Evil</strong> 5 parecia um simples jogo de ação genérico, mudança que desagradou a muitos fãs. Com o lançamento de <strong>Resident Evil</strong> <strong>6</strong> previsto para outubro deste ano, dois side stories foram lançados para não deixar fãs tão ansiosos (ou receosos) com a espera; um deles é <strong>Revelations</strong>, para o <strong>Nintendo 3DS</strong>, que faz parte da cronologia oficial, ambientando-se entre <strong>RE4</strong> e <strong>RE5</strong>. O outro é <strong>Operation Raccoon City</strong>, lançado para<strong> Xbox 360</strong>, <strong>Playstation 3</strong> e <strong>PC</strong>, analisado nesse post.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc2.jpg" alt="" width="450" height="247" /></p>
<p><strong>Operation Raccoon City</strong> se passa entre o segundo e o terceiro capítulo da série, ambientados na cidade que dá nome ao jogo, destruída no fim de <strong>Resident Evil</strong> <strong>3: Nemesis</strong>. Porém, aqui nenhum dos protagonistas da série está disponível de forma jogável; um dos diferenciais de <strong>OPC</strong> é poder controlar soldados da Umbrella, empresa responsável pela criação dos zumbis e diversos monstros que aparecem na série. Há também a força especial dos Estados Unidos, também jogável, mas em missões distintas. O modo online é o principal atrativo do jogo, onde podemos controlar personagens da série principal, como <strong>Leon</strong>, <strong>Claire</strong>, <strong>Jill</strong>, <strong>Ada</strong> e até alguns personagens sumidos, como <strong>Carlos</strong> e <strong>Nicholai</strong>. Foi anunciada uma enorme variedade de armas, o que empolgou diversos fãs, que imaginaram que poderiam explodir zumbis das mais variadas formas. Também foi amplamente divulgado que seria possível matar <strong>Leon</strong> e <strong>Claire</strong>, protagonistas de <strong>Resident Evil</strong> <strong>2</strong> e<strong> 4</strong>, dessa forma alterando todo o percurso do jogo. Afinal, o jogo não faz parte do <em>canon</em> e toda modificação no enredo poderia ser feita, determinando interessantes pontos de vista distintos para a série.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc4.jpg" alt="" width="450" height="226" /></p>
<p>Porém, <strong>Operation Raccoon City</strong> não cumpre muito do que prometeu. A começar pelo título: esse não é um <strong>Resident Evil</strong>. Os jogos <strong>Resident Evil</strong> que conheço são jogos que, apesar das modificações recentes, possuem elementos de horror e sobrevivência ao caos, não é à toa que deram nome ao gênero <em>Survival Horror</em>. Mas tudo que vi em <strong>Operation Raccoon City</strong> é um jogo de ação dos mais genéricos, cansativos, de jogabilidade previsível e sem absolutamente nada de especial. Os personagens, diferente daqueles que estamos acostumados a ver na série, não possuem carisma nenhum; são meros soldados genéricos e estereotipados, difíceis de ter o mínimo de apego. Logo na primeira missão podemos ver o quão falha essa mudança no gênero foi, apresentando um duelo entre os soldados da <strong>Umbrella</strong> e os mercenários da <strong>UBCS</strong>, que faz com que o jogador se sinta jogando algum<strong> Call of Duty</strong>, mas em terceira a pessoa. Nunca, em nenhum <strong>Resident Evil</strong>, algum humano foi morto, mas aqui é o primeiro objetivo que devemos cumprir. Os monstros que tornaram a série conhecida aparecem muito posteriormente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc3.jpg" alt="" width="450" height="253" /></p>
<p>É também no início do jogo que podemos ver o quanto a mudança na jogabilidade não deu certo. Pra começar, a mira de qualquer arma (que por sinal são todas iguais, tornando a tal variação inútil) é exatamente igual e confusa, muitas vezes queremos atirar em um inimigo mas acabamos acertando a parede própria. É bastante claro que <strong>Operation Raccoon City</strong> foi feito às pressas e não teve o mínimo de cuidado necessário para um jogo do gênero. Mesmo os gráficos estão muito abaixo da média, inferiores até ao <strong>Resident Evil</strong> <strong>5</strong>, capítulo anterior da série principal que foi lançado há três anos! E como se não bastasse, depois de tanta expectativa quanto à possibilidade de matar <strong>Leon</strong> e <strong>Claire</strong>, essa chance só acontece no último segundo do jogo&#8230; dessa forma, a única modificação na história é o final. Bem diferente do que qualquer fã da série esperava.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc6.jpg" alt="" width="450" height="253" /></p>
<p><strong>Operation Raccoon City</strong> não é um <strong>Resident Evil</strong>, e nem mesmo um bom jogo de ação. É um desrespeito aos fãs da franquia e do gênero <em>Survival Horror</em>. Parece até irônico que a mesma série que iniciou o gênero <em>Survival Horror</em> tenha o enterrado de forma tão cruel anos depois. Após terminar de escrever essa matéria, farei questão de desinstalar esse jogo do meu computador. Deveria até pedir meu dinheiro de volta no <em>Steam</em>, mas seria perda de tempo&#8230; assim como também foi uma grande perda de tempo jogar essa porcaria genérica que só mancha ainda mais a imagem da <strong>Capcom</strong> e o status atual da franquia <strong>Resident Evil</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:<img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="1star" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/1star.png" alt="" width="11" height="13" /></strong></p>
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		<title>[Diretor] Béla Tarr</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Béla Tarr]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; A genialidade não pode circundar-se de outra genialidade para exprimir a si mesma para tornar-se prefeita em sua forma, e portanto, tornar-se compreensivel. Característica intrinseca de alguns diretores que deixaram sua marca indelével na história do cinema, como o diretor húngaro Béla Tarr, mencionado pela crítica como um dos herdeiros mais significativos do grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/BlaTarr.jpg" alt="" width="452" height="573" /></p>
<p>A genialidade não pode circundar-se de outra genialidade para exprimir a si mesma para tornar-se prefeita em sua forma, e portanto, tornar-se compreensivel. Característica intrinseca de alguns diretores que deixaram sua marca indelével na história do cinema, como o diretor húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, mencionado pela crítica como um dos herdeiros mais significativos do grande cineasta russo <strong>Andrei Tarkovsky</strong>. Com seu extremismo filosófico, existencial e estético, o cinema de <strong>Béla Tarr</strong>, de fato, radicaliza as reflexões de Tarkovsky sobre o tempo como um lugar de especulações intelectuais e formais. As três terminologias usadas para definir seu cinema &#8211; filosófico, existencial e estético &#8211; são exatas para enquadrar sua personalidade. Em seu percurso artístico, contudo, <strong>Tarr</strong> percorre paralelamente ainda mais reflexões. O seu cinema é, em primeiro lugar, uma investigação filosófica que faz alusão à ontologia e à fenomenologia do século XIX, mas também à crise do Iluminismo do século XVIII; existencial, pois tem a condição humana sempre como centro do seu discurso; e  estético, devido a seu vivo e constante experimentalismo no meio cinematográfico. Um filme <strong>Béla Tarr</strong>, com sua duração excessiva, seu radicalismo e seu pessimismo apocalíptico é, de qualquer forma, sempre uma experiência extrema.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/Btarr.jpg" alt="" width="452" height="302" /><p class="wp-caption-text">Béla Tarr durante as gravações de A Torinói Ló</p></div>
<p>Com 10 filmes realizados, a filmografia do diretor se encerrou em 2011 com <strong>A Torinói ló</strong> (O Cavalo de Turim), vencedor do Prêmio do Juri no Festival de Berlim. Tarr declarou ter abandonado o cinema porque estava cansado e alegou ter concluído seu percurso com sua última obra. De fato, seu percurso artístico se mostra absolutamente completo e dotado de uma força e uma coerência interna absolutamente impressionantes. Desde seu primeiro filme <strong>Családi tuzfeszék</strong> (Ninho Familiar), <strong>Béla Tarr</strong> percorreu um caminho de incessante crescimento artístico, encontrando em seu caminho preciosos colaboradores como o escritor <strong>László Krasznahorkai</strong> e o compositor <strong>Mihály Víg</strong>, que o acompanharam até seu último filme. Mesmo não realizando uma filmografia tão vasta, sintomas da dificuldade produtiva e de um emprenho e uma habilidade cada vez maiores em suas realizações, o cineasta atingiu uma notoriedade e um peso cultural que não podem passam despercebidos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/satantango_4-1.jpg" alt="" width="452" height="331" /><p class="wp-caption-text">Mihály Víg e Béla Tarr no set de Sátántangó</p></div>
<p>A obra de <strong>Béla Tarr</strong> é dividida didaticamente em dois períodos: uma primeira fase ainda &#8220;realista&#8221; que inclui o já citado <strong>Családi tuzfeszék</strong> (Ninho Familiar), <strong>Panelkapcsolat</strong> (Pessoas Pré-Fabricadas), <strong>Macbeth</strong> (adaptação feita para a TV húngara) e <strong>Öszi almanach</strong> (Almanaque de Outono); e um segundo período, caracterizado pelo encontro com o escritor <strong>Krasznahorkai</strong>, na qual seu estilo se definiu completamente: preto e branco em detrimento das cores, longos planos sequência e personagens que se transformam em figuras simbólicas e absolutas. É este o período das grandes obras de sua maturidade: <strong>Kárhozat</strong> (Condenação), <strong>Sátántangó</strong>, <strong>Werckmeister Harmóniák</strong> (As Harmonias de Werckmeister), <strong>A Londoni férfi</strong> (O Homem de Londres) e <strong>A Torinói Ló</strong> (O Cavalo de Turim). Essa divisão, em parte adequada enquanto individualiza a inegável transição de seu cinema e o encontro com <strong>Krasznahorkai</strong> (autor do livro <strong>Sátántangó</strong>, no qual <strong>Béla Tarr</strong> se inspira), pode fazer com que não se valorize a preciosa  rede de alusões que constituem a riqueza e a complexidade do cinema de <strong>Tarr</strong>. Impossível, por exemplo,  não associar as características humanas entre <strong>András</strong>, protagonista de <strong>The Outsider</strong>, com algo de <strong>János</strong>, de <strong>Werckmeister Harmóniák</strong>. Ou então o longo plano sequência no final de <strong>Panelkapcsolat</strong> que parece uma antecipação das bem mais famosas sequências dos tempos mortos de <strong>Kárhozat</strong> e <strong>Sátántangó</strong>.  As alusões são múltiplas e complexas, e vão do campo formal ao conceitual. De um ponto de vista filosófico, o cinema de <strong>Béla Tarr</strong> é desde sempre um meio para capturar a condição humana em sua contínua degradação, conseguindo com o tempo, expandir essa análise do micro-cosmo húngaro (<strong>Családi tuzfeszék</strong> e <strong>Panelkapcsolat</strong>) para uma análise universal (com <strong>Sátántango</strong> e <strong> A Torinoi Ló</strong>) em um percurso não linear e cheio de nuances.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/tarr_berlin.jpg" alt="" width="452" height="302" /><p class="wp-caption-text">Béla Tarr no Festival de Berlim. Ganhador do Urso de Prata por A Torinói Ló</p></div>
<p>Filmes como <strong>Családi tuzfeszék</strong> e <strong>Panelkapcsolat</strong>, em especial, colocam em cena um cinema influenciado tanto pela <em>New Wave</em> tchecoslovaca, quanto pelo extremismo realista dos primeiros filmes de <strong>John Cassavetes</strong>, embora o diretor tenha declarado nunca ter assistido um filme do diretor americano quando produziu seus primeiros filmes. De qualquer forma, nesses filmes, <strong>Béla Tarr</strong> realiza um <em>cinéma-vérité</em> no qual o documentário e a ficção se sobrepõem e caminham juntos o tempo todo e os contínuos enquadramentos em primeiríssimo plano fazem com que a câmera pareça encostar nos personagens. Neste período o cineasta já estava consciente de seus intentos: denunciar o eterno desespero do ser humano, preso, em parte voluntariamente, a uma condição que não mais suporta e não consegue se adequar.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/TheManFromLondon.jpg" alt="" width="452" height="283" /><p class="wp-caption-text">A Londoni férfi, 2007</p></div>
<p>Em <strong>Családi tuzfeszék</strong>, um jovem casal vive esmagado psicológicamente pela convivência com os pais em um apartamento minúsculo. Insatisfeitos com o prórpio relacionamento, resolvem pateticamente o problema com a aquisição de uma máquina de lavar roupas, símbolo de um mal maior, referência clara a Hungria pós comunista, mas sem deixar de salientar o próprio drama da existência humana. O tempo traduzido em enquadramentos particularmente longos, se faz imediatamente o principal elemento para explorar a fundo os personagens e suas tristes realidades, permitindo que atuem continuamente sem pausas e traduzam de forma crua e direta sua própria verdade. Não existiam ainda os longos planos sequência que lhe renderam o título de herdeiro não só de <strong>Tarkovsky</strong>, como também de <strong>Theo Angelopoulos</strong>, mas essa fixação insistente da câmera já existia em seus primeiros filmes, mostrando o verdadeiro ideal de seu cinema. Basta constatar que a mesma câmera curiosa e indagadora foi usada em seu último filmem, <strong>A Torinói Ló</strong>, ao mostrar em pungentes primeiros planos o cavalo que, mais que seus donos, já era consciente do fim iminente.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/familynest.jpg" alt="" width="452" height="340" /><p class="wp-caption-text">Családi tüzfészek, 1979</p></div>
<p>Outra peculiaridade do cinema de <strong>Béla Tarr</strong> é o branco e preto. As únicas exceções são <strong>The Outsider</strong>, <strong>Macbeth</strong> e <strong>Öszi almanach</strong>. Em <strong>The Outsider</strong>, <strong>András</strong> (apelidado de <strong>Beethoven</strong> devido aos seus dotes musicais) é um verdadeiro <em>outsider</em> que não não consegue se integrar e vive a margem da sociedade. Mas o que conta, tanto aqui como em seus filmes sucessivos, não é a história em si, mas o ambiente, a situação e os sentimentos. Em <strong>Outsider</strong> já encontramos a terra molhada pela chuva incessante que se torna pântano que simbolicamente imobiliza os personagens, como no sucessivo <strong>Sátántangó</strong>. Mas os ambientes e sutuações passam a se tornar  protagonistas principalmente em <strong>Öszi almanach</strong>, de 1984. O filme se passa inteiramente no interior de um apartamento (descrito pelo próprio diretor como um labirinto) e foi o primeiro passo em direção ao abandono da narrativa clássica. Com apenas 5 atores em cena, a trama  gira em torno da velha dona da casa. A convivência os levam a um massacre psíquico onde os sentimentos são fassbinderianamente substituídos por interesses econômicos. Mas <strong>Öszi almanach</strong> é também o filme que estabelece a colaboração entre <strong>Béla Tarr</strong> e o compositor <strong>Mihály Víg</strong>. A trilha sonora diegética aqui se coloca como um elemento constitutivo necessário e determinante para a poesia do diretor, convidando o espectador a contemplação hierática do enquadramento.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/almanac.jpg" alt="" width="452" height="258" /><p class="wp-caption-text">Öszi almanach, 1984</p></div>
<p>Entre <strong>Panelkapcsolat</strong> e <strong>Öszi almanach</strong>, <strong>Béla Tarr</strong> dirigiu <strong>Macbeth</strong>, uma ambígua adaptação feita para a TV húngara não muito bem sucessedida, mas útil como experimentação para seus complexos planos sequência. O filme, de fato, possui apenas duas sequências, um de 5 minutos e outra de 67, na qual os personagens saem e entram continuamente do quadro. O encontro de <strong>Béla Tarr</strong> com o escritor <strong>Láskló Krasznahorkai</strong> de deu em meados dos anos oitenta. Antes de adaptar <strong>Sátántangó</strong> para as telas, <strong>Tarr</strong> e <strong>Krasznahorkai</strong> escreveram juntos o roteiro de <strong>Kárhozat</strong>. O filme radicaliza ainda mais o uso do tempo esvaziado pela ação, constituindo uma narrativa fragmentada em que a própria trama se perde devido a duração das sequências. <strong>Kárhozat</strong> é novamente uma análise da miséria humana, mas desta vez filtrada através do gênero noir. Na pelicula, a chuva incessante, o branco e preto contrastado e os diálogos poéticos se tornam a marca distintiva e definitiva do diretor húngaro, que aqui atinge sua perfeição formal. <strong>Tarr</strong> voltará o campo do noir mais uma vez vinte anos depois com <strong>A Londoni férfi</strong>, filme baseado em um romance de <strong>Georges Simenon</strong>. Em <strong>A Londoni férfi</strong>, um dos mais potentes do cinema de <strong>Béla Tarr</strong>, o protagonista assiste de uma janela um fato que acaba determinando sua vida. A distancia entre a ação e o olhar e a diferença entre os dois torna-se o núcleo do filme e marca novamente o impasse psicológico e existencial do protagonista.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/damnation-1.jpg" alt="" width="452" height="347" /><p class="wp-caption-text">Kárhozat, 1987</p></div>
<p>É porém, de 1994, a aclamada obra prima do diretor que lhe rendeu notoriedade e prestígio internacionais. Com <strong>Sátántangó</strong>, mais um vez, <strong>Tarr</strong> coloca em discussão seu cinema, e desta vez, centraliza de forma absoluta o discurso ontológico, filosófico e cinematográfico sobre o tempo. O distânciamento entre o contingente a favor do universal iniciado com <strong>Öszi almanach</strong> se dá de forma definitiva neste filme, que se estrutura nos moldes de um romance clássico do século XVIII.  O filme que possui pouco mais de 7 horas de duração e apenas 150 seqüências, marcou a retomada da forma épica tradicional e o papel do narrador, assim como a originalidade na concepção do mundo e o realismo mágico metafísico baseado na obra de <strong>Dostiévsky</strong>. <strong>Sátántango</strong> é portanto, um passo a frente em direção à metafísica da narrativa, que atingirá seu ápice em <strong>A Torinói Ló</strong>. Mais uma vez o que conta são as sensações e situações. A pequena comunidade protagonista é de novo o símbolo da humanidade atacada pela inércia. O falso profeta <strong>Irimiás</strong> (<strong>Jeremias</strong>, como no Antigo Testamento, mas com características físicas que se assemelham a figura de <strong>Jesus Cristo</strong>) chega e engana a população, conduzindo-a para uma situação ainda pior que a que se encontram. No filme, <strong>Tarr</strong> leva ao limite o conceito de tempo intensivo da sequência e também complica a narrativa, muitas vezes repetindo eventos já mostrados sob uma perspectiva alternativa, em um percurso que segue, como sugere o nome, os movimentos do tango, ao ponto em que a história procede e retrocede continuamente despistando o espectador. Porém, o que mais se destaca em <strong>Sátántango</strong> é seu pessimismo áspero traduzido por um emblemático final.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/satantango.jpg" alt="" width="452" height="272" /><p class="wp-caption-text">Sátántangó, 1994</p></div>
<p>O discurso filosófico sobre o fim do mundo em <strong>Sátántangó</strong> foi retomado novamente em <strong>Werckmeister Harmóniák</strong>, de 2000, e no mais recente, <strong>A Torinói Ló</strong>. Contudo, no primeiro filme foi inserido um novo elemento a filmografia de <strong>Béla Tarr</strong>: o protagonista <strong>János</strong> é, de fato, o único personagem &#8220;positivo&#8221; no universo do diretor. Uma figura inocente e dotada de uma certa simpatia inexistente em todos os outros personagens. <strong>János</strong> é o carteiro de uma pequena cidade que assiste impotente à catástrofe anunciada pelo príncipe de um grupo de espetáculo que chega a cidade, um ser deformado que professa o caos e a desordem. Os cidadãos então se enfurecem em um frenesi controlado pela polícia que instituirá um regime ditatorial. ADa mesma forma que o cavalo de <strong>A Torinói Ló</strong>, a  baleia empalhada trazida pela trupe tem um papel simbólico no filme, contrapondo-se a insensibilidade humana. E assim como o asno de <strong>Au Hasard Balthazar</strong> (A Grande Testemunha), de <strong>Robert Bresson</strong>, tanto o cavalo quanto a baleia permanecem impotentes diante das ações humanas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/wm.jpg" alt="" width="452" height="265" /><p class="wp-caption-text">Werckmeister Harmóniák, 2000</p></div>
<p>Com <strong>A Torinói Ló</strong>, <strong>Tarr</strong> encerra sua filmografia através de um discurso que rivaliza com <strong>Sátántangó</strong> no pessimismo e desespero. O filme é baseado em uma famosa história de <strong>Nietzsche</strong>, segundo a qual o filósofo, antes de enlouquecer, teria abraçado um cavalo açoitado em uma praça de Turim. No filme, <strong>Béla Tarr</strong> se se utiliza da anedota para construir uma parábola filosófica fora do tempo e da História. Totalmente ambientado em uma fazenda, <strong>A Torinói Ló</strong> descreve os últimos dias da humanidade sob o ponto de vista do dono do cavalo, isolado com a filha no meio do nada, onde não mais a chuva, mas o vento incessante, passa a corroer os homens e as coisas. Em uma estrutura invertida do Gênesis bíblico, durante seis dias o mundo desaparece. Dois seres humanos que esperam a morte, aprisionados em uma existência da qual não conseguem escapar. Emblemática é a seqüência em que os dois tentam literalmente sair do enquadramento, mas são obrigados a refazer seus passos e resignar-se até o final inevitável.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/TheTurinHorse.jpg" alt="" width="452" height="297" /><p class="wp-caption-text">A Torinói Ló, 2011</p></div>
<p>A ressonância do cinema de <strong>Béla Tarr</strong> dentro e fora do cinema é hoje de fundamental importância. Seu trabalho já influenciou outros diretores como <strong>Gus Van Sant</strong>, que com os fimes <strong>Gerry</strong>, <strong>Elephant</strong> e <strong>Last Days</strong> homenageou explicitamente a obra de do cineasta húngaro. Mas, citações a parte, a obra de <strong>Béla Tarr</strong> sobrevive de forma parecida com a de <strong>Andrei Tarkovsky</strong>, em um espaço histórico particular. Embora desenvolvida no período pós moderno, onde tudo parece já feito ou falado, o cinema de <strong>Tarr</strong> continua obstinado a colocar e a colocar-se perguntas desesperadas sobre a existência, com uma lucidez e um fascinio que o torna único na história do cinema.</p>
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		<title>[Música] The Knocks</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 01:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Bandas]]></category>
		<category><![CDATA[Electropop]]></category>
		<category><![CDATA[The Knocks]]></category>

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		<description><![CDATA[The Knocks é uma banda cujo gênero pode ser definido como electro pop, formada por Ben &#8220;B-Roc&#8221; Ruttner e James &#8220;Mr. JPatt&#8221; Patterson. A dupla novaiorquina começou produzindo canções para outros artistas, até tornarem-se um ato musical de fato. O nome The Knocks tem uma origem curiosa; é uma referência à época em que vizinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2468" title="knocks" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/05/knocks.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p><strong>The Knocks</strong> é uma banda cujo gênero pode ser definido como <em>electro pop</em>, formada por<strong> Ben &#8220;B-Roc&#8221; Ruttner</strong> e <strong>James &#8220;Mr. JPatt&#8221; Patterson</strong>. A dupla novaiorquina começou produzindo canções para outros artistas, até tornarem-se um ato musical de fato. O nome <strong>The Knocks</strong> tem uma origem curiosa; é uma referência à época em que vizinhos batiam em suas portas (&#8220;knocks&#8221;) para reclamar que a música estava sendo tocada alta demais.  Até o momento só possuem um EP, Magic, além de alguns singles como o recente<strong> Learn to Fly</strong>, e um simpático cover que fizeram de <strong>Midnight City</strong>, do <strong>M83</strong>, colaboração com a cantora<strong> Mandy Lee</strong>.<br />
Abaixo vocês podem assistir a alguns clipes e ouvir músicas da banda, ótima para se ouvir para dançar ou em momentos descontraídos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Make it Better</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/09/musica-the-knocks/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1BDWXcXJQ7k/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Brightside</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/09/musica-the-knocks/"><img src="http://img.youtube.com/vi/dItMzMXCfKE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Midnight City</strong> (<strong>M83</strong> Cover feat. <strong>Mandy Lee</strong>)<br />
<iframe src="http://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F35263039&amp;auto_play=false&amp;show_artwork=true&amp;color=0060b3" frameborder="no" scrolling="no" width="100%" height="166"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Magic</strong> (feat. <strong>Gary Go</strong>)<br />
<iframe src="http://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F28598705&amp;show_artwork=true" frameborder="no" scrolling="no" width="100%" height="166"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Learn to Fly</strong><br />
<iframe src="http://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F45606792&amp;show_artwork=true" frameborder="no" scrolling="no" width="100%" height="166"></iframe></p>
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		<title>[Filme] My Week With Marilyn</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Marilyn Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[My Week With Marilyn]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Curtis]]></category>

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		<description><![CDATA[O post de hoje é por conta de Bruno RF, amigo e colaborador ocasional do blog. Parágrafos adicionais escritos por mim. Simon Curtis é um diretor britânico relativamente desconhecido, que anteriormente só havia trabalhado em projetos pequenos, com exceção da série David Copperfield da BBC. My Week With Marilyn foi o seu primeiro longa metragem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweekposter.jpg" alt="" width="450" height="650" /></p>
<p>O post de hoje é por conta de <a href="http://facebook.com/brunodrf">Bruno RF</a>, amigo e colaborador ocasional do blog. Parágrafos adicionais escritos por mim.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweek1.jpg" alt="" width="450" height="191" /></p>
<p><strong>Simon Curtis</strong> é um diretor britânico relativamente desconhecido, que anteriormente só havia trabalhado em projetos pequenos, com exceção da série <strong>David Copperfield</strong> da <strong>BBC</strong>. <strong>My Week With Marilyn</strong> foi o seu primeiro longa metragem a atingir o sucesso comercial, contando com nomes como <strong>Michelle Williams</strong>, <strong>Kenneth Branagh, Judi Dench</strong> e<strong> Emma Watson</strong>. Baseado nos livros <strong>The Prince, The Showgirl and Me</strong> e <strong>My Week With Marilyn</strong>, de <strong>Colin Clark</strong>. Os livros de <strong>Clark</strong> são autobiográficos e contam como ele, um aspirante a cineasta, participou das gravações de <strong>The Prince and the Showgirl</strong>, dirigido por <strong>Laurence Olivier</strong> e estrelado por <strong>Marilyn Monroe</strong> e pelo próprio <strong>Olivier</strong>. O filme é &#8220;conhecido&#8221; por ter sido um fiasco, critica e comercialmente, ainda que estrelasse alguns dos maiores nomes da época. Seus bastidores, porém, se tornaram muito mais famosos do que a película em si. É essa história que <strong>Clark</strong> (interpretado por<strong> Eddie Redmayne</strong>) presenciou e relatou em seus livros &#8211; porém, não da forma que todos esperavam.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweek6.jpg" alt="" width="450" height="191" /></p>
<p>Em <strong>My Week With Marilyn</strong>, a proposta inicial soa muito interessante; afinal, seria a primeira vez que poderíamos ver os problemáticos bastidores de um filme tão difícil de realizar, através dos olhos de um simples assistente. Também seria interessante observar a desmistificação de <strong>Marilyn Monroe</strong>, sendo mostrada como a <strong>Norma Jeane</strong> que ela era fora dos filmes &#8211; uma mulher insegura, depressiva, infeliz. Jamais digna de pena, porém uma figura definitivamente trágica, que talvez só precisasse se sentir amada por alguém. Ambos os livros de <strong>Clark</strong>, porém, retratam <strong>Marilyn</strong> com um exagero absurdo, tanto em sua personificação como <strong>Marilyn</strong> como na pessoa por trás das câmeras. Toda a complexidade de seu caráter tornou-se pano de fundo para uma história de amor que não existiu; segundo o filme, praticamente todos os famosos dramas pessoais de <strong>Monroe</strong> aconteceram nessa semana de gravação, algo no mínimo inacreditável.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweek4.jpg" alt="" width="450" height="191" /></p>
<p>O filme segue a mesma linha: ele começa de forma interessante, com representações de<strong> Laurence Olivier</strong> (<strong>Kenneth Branagh</strong>, em um de seus melhores papeis),<strong> Vivien Leigh</strong> (<strong>Julia Ormond</strong>) e<strong> Sybil Thorndike</strong> (<strong>Judi Dench</strong>, que consegue roubar a cena em cada uma de suas frases). Por sua aparência e caracterização, <strong>Michelle Williams</strong> parece não ter sido a escolha mais adequada; ela demonstra sua habilidade como atriz ao interpretar a personagem de forma interessante, ainda que exagerada como o roteiro exige, dessa forma não conseguindo transmitir a empatia necessária para o papel. <strong>Eddie Redmayne</strong> e <strong>Emma Watson</strong>, por outro lado, estão simplesmente passáveis, em especial <strong>Redmayne</strong>, que claramente não consegue colocar-se no papel de protagonista que o foi exigido.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweek5.jpg" alt="" width="450" height="191" /></p>
<p>Já nas questões técnicas do filme, não há do que reclamar: os figurinos, a maquiagem e os cenários foram muito bem construídos, talvez para distrair o espectador com a artificialidade da direção e do roteiro. Roteiro esse que é absolutamente inacreditável, pois coloca o protagonista <strong>Colin Clark</strong> como a testemunha de algumas das frases mais marcantes de <strong>Monroe</strong>, como <em>&#8220;Should I be <strong>her</strong>?&#8221;</em> e <em>&#8220;People always see <strong>Marilyn Monroe</strong>. As soon as they realize I&#8217;m not her, they run&#8221;</em>. A ótima premissa inicial é deixada de lado para dar lugar a uma historinha melosa, clichê e previsível de amor, que mais parece ter saído da cabeça de uma garota mimada de 13 anos escrevendo uma <em>fanfic</em> ruim com Edward Cullen, ou substituindo a personagem de Julia Roberts no insosso Notting Hill por um dos maiores ícones da história. Ela se apaixona por ele, ela pergunta se ele a ama, ele a descarta por &#8220;ser melhor para ambos dessa forma&#8221;, ela vai atrás dele. O maior desrespeito do filme é <strong>Marilyn</strong> tornar-se uma personagem unidimensional e digna de pena nos devaneios amorosos inexistentes de <strong>Clark</strong>, algo que ela nunca foi.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/myweek3.jpg" alt="" width="450" height="191" /></p>
<p><strong>My Week With Marilyn</strong> acaba sendo uma grande decepção em todos os sentidos, e também uma grande vergonha. Que direito essa pessoa tem para usar a imagem de outra pessoa e denegrí-la dessa forma, e pior, ganhar dinheiro com isso? <strong>Colin Clark</strong> era um grande babaca e aproveitador &#8211; tanto que só lançou os livros após a morte de <strong>Olivier</strong>, que poderia muito bem negar todos os &#8220;fatos&#8221; relatados -, e é uma pena que tantas pessoas tenham comprado sua história com tanta facilidade. Se o intuito do filme era mostrar um &#8220;outro lado de <strong>Marilyn Monroe</strong> que as pessoas não conheciam&#8221; (lado esse que já era de conhecimento público, considerando o quanto fazem questão de falar que <strong>Norma Jeane</strong> era uma pessoa doente), acabou alcançando um objetivo muito mais cruel: o de denegrir ainda mais a imagem de uma pessoa falecida há quase cinquenta anos, sem o menor propósito para tal, que não teve como ter paz nem depois de sua morte.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:<img class="aligncenter size-full wp-image-1219" title="rating1-5stars" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating1-5stars.png" alt="" width="19" height="13" /></strong></p>
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		<title>Mostra Ingmar Bergman</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 20:48:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Ingmar Bergman]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Ingmar Bergman]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem mora no Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, uma excelente notícia: o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) inicia em maio a Mostra Ingmar Bergman, onde durante um mês serão exibidos 51 filmes do aclamado diretor sueco. Quem não conhece o trabalho do diretor terá a chance de assistir pela primeira vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bergman1.jpg" alt="" width="450" height="298" /></p>
<p>Para quem mora no Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, uma excelente notícia: o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) inicia em maio a <strong>Mostra Ingmar Bergman</strong>, onde durante um mês serão exibidos 51 filmes do aclamado diretor sueco. Quem não conhece o trabalho do diretor terá a chance de assistir pela primeira vez alguns dos melhores filmes já produzidos para o cinema, e para os que já conhecem o seu trabalho, será muito prestigiante assistí-lo no cinema e colaborar com um dos melhores projetos culturais que o CCBB já produziu.</p>
<p>E não para por aí; a mostra também terá um curso de cinema dividido em oito aulas com o jornalista e crítico de cinema <strong>Sérgio Rizzo</strong>, e contará com a presença de <strong>Liv Ullmann</strong>, que atuou em dez filmes do diretor e também dirigiu filmes escritos por ele. <strong>Mostra Ingmar Bergman</strong> começará no dia 8 de maio no Rio de Janeiro, onde os filmes serão exibidos na Rua Primeiro de Março, 66, e vai até o dia 10 de junho; após essa data, a mostra será exibida em São Paulo, e posteriormente em Brasília. O ingresso custa somente seis reais, não há desculpa para não ir em uma exposição tão imperdível!</p>
<p><a href="http://www.mostraingmarbergman.com.br">Clique aqui</a> para acessar o site oficial da <strong>Mostra Ingmar Bergman</strong> e ver a todas as datas de exibição dos filmes.</p>
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		<title>[Música] Björk</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 13:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno e Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Björk]]></category>

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		<description><![CDATA[A matéria de hoje foi escrita pelo nosso amigo Filipe, em sua primeira colaboração para o blog. Muitos de vocês já devem ter ouvido falar da Björk, certo? Dona de um alcance vocal incrível e um gênero musical único, a cantora islandesa já vendeu mais de 20 milhões de álbuns no mundo inteiro e é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A matéria de hoje foi escrita pelo nosso amigo <a href="http://facebook.com/filiperamirez">Filipe</a>, em sua primeira colaboração para o blog.</p>
<hr />
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjork1.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Muitos de vocês já devem ter ouvido falar da <strong>Björk</strong>, certo? Dona de um alcance vocal incrível e um gênero musical único, a cantora islandesa já vendeu mais de 20 milhões de álbuns no mundo inteiro e é considerada uma excelente referência de música experimental; definição essa que é um tanto vaga, já que a artista passou pelos mais diversos gêneros pela sua carreira, do trip-hop ao rock, passando por música étnica e até alguns flertes com o punk rock no início de sua carreira.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjork3.jpg" alt="" width="450" height="552" /><p class="wp-caption-text">Óin!</p></div>
<p>Desde criança, <strong>Björk</strong> <strong>Guðmundsdóttir</strong> tinha grande paixão pela música, cantava desde os cinco anos e iniciou aulas de piano aos onze, ainda na escola primária. Um de seus instrutores mandou um demo de <strong>Björk</strong> fazendo um cover de <strong>I Love to Love</strong>, de <strong>Tina Charles</strong>, para a única estação de rádio da Islândia na época, a RÚV. Esse foi o primeiro passo para seu sucesso, já que a gravação foi tocada em rede nacional e graças a isso <strong>Björk</strong> conseguiu um contrato com uma gravadora local, a Fálkinn. Seu primeiro disco foi gravado em 1977, quando <strong>Björk</strong> tinha apenas doze aninhos de idade. Mesclando folk, música tradicional islandesa, pop, disco (?), covers (inclusive um de <strong>Beatles</strong>, <strong>The Fool on the Hill</strong>, completamente em islandês) e até mesmo canções escritas pela garota prodígio, o disco&#8230; não traduz exatamente a qualidade do material que <strong>Björk</strong> lançou depois de adulta. Sim, é bem ruim, mas vale pela curiosidade e também por sua raridade, já que foi lançado em edição limitadíssima até na Islândia (cerca de 7 mil cópias foram produzidas) e é quase impossível de encontrar o vinil para vender fora de lá. Quando teve a oportunidade de gravar um segundo álbum, <strong>Björk</strong> se recusou, dizendo que não gostava que outras pessoas se aproximassem dela por interesse só por ela ter gravado um disco, e com o dinheiro que ganhou com a gravação, comprou um piano.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjork4.jpg" alt="" width="450" height="389" /></p>
<p><span id="more-2419"></span></p>
<p>Na adolescência, <strong>Björk</strong> foi influenciada pelo movimento punk, pintou os cabelos de vermelho e formou bandas como <strong>Spit and Snot</strong>, formada só por garotas; <strong>Exodus</strong>, um grupo de<em> jazz fusion</em>; e após se formar na escola de música, Jam-80, com o baixista <strong>Jakob Magnússon</strong>. <strong>Jam-80</strong> tornou-se <strong>Tappi Tíkarrass</strong> após algum tempo. Por que esse nome? Simples; o pai do baixista disse que a música deles se ajustava como &#8220;rolha no cu de uma cachorra&#8221;. Simpático ele, né? Pois bem, essa também é a tradução do nome<strong> Tappi Tíkarrass</strong>, obviamente um ótimo nome para uma banda de punk rock. Influenciada por cantoras como <strong>Nina Hagen</strong>, <strong>Björk</strong> demonstrava energia e agitação nos palcos dos shows, talvez para disfarçar o fato de que a banda era muito ruim e não é à toa que durou só um ano, tempo suficiente para gravar um EP,<strong> Bítið Fast Í Vítið</strong>, e um álbum, <strong>Miranda</strong>. Após o fim da banda, <strong>Björk</strong> formou a banda <strong>KUKL</strong> (feitiçaria em islandês), dessa vez mais voltada para o rock gótico, e chegou a lançar dois álbuns. A qualidade sonora era melhor que a banda anterior da cantora, mas ainda não explorava todo seu potencial. <strong>KUKL</strong> durou dois anos e dois álbuns, e um dos motivos foi o fim da gravadora com quem tinham contrato. Os ex-integrantes da banda se juntaram ao grupo de arte surrealista Medusa e formaram um coletivo de arte chamado <strong>Smekkleysa</strong> (tradução: &#8220;Mau Gosto&#8221;&#8230; eles tinham criatividade para nomes, não?). O coletivo criou uma subdivisão musical, inicialmente também chamado <strong>KUKL</strong>, mas que rapidamente mudou o nome para <strong>The Sugarcubes</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/sugarcubes.jpg" alt="" width="450" height="448" /><p class="wp-caption-text">Sugarcubes</p></div>
<p><strong>Sugarcubes</strong> foi a primeira banda de <strong>Björk</strong> a fazer sucesso fora da Islândia, pois seu primeiro single, <strong>Ammæli</strong> (aniversário) acabou tornando-se um hit surpresa no Reino Unido, principalmente após ser aclamado como o Single da Semana pela extinta revista britânica<strong> Melody Maker</strong>. Tornaram-se um exemplo de banda &#8220;<em>cult</em>&#8221; e conseguiram contrato com a gravadora One Little Indian, com quem <strong>Björk</strong> possui contrato até hoje. Durante o tempo com os <strong>Sugarcubes</strong>, a cantora gravou três álbuns, todos eles alcançando o top 20 de álbuns mais vendidos do Reino Unido. Ela também colaborou com o grupo de jazz <strong>Trio Guðmundar Ingólfssonar</strong>, com quem gravou o álbum <strong>Gling-Gló</strong>, e com vocais para canções de bandas como <strong>808 State</strong> e <strong>Current 93</strong>. Mas com o tempo a cantora viu que o que queria mesmo era cantar solo, experimentar seus próprios projetos, e a banda acabou em 1992. Todos os integrantes continuam amigos e ainda são empresários da <strong>Smekkleysa</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/debut.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Debut (1993)</p></div>
<p>O fim do <strong>Sugarcubes</strong> marca o verdadeiro início da bem sucedida carreira solo de <strong>Björk</strong>, que ignorou completamente sua estreia em 1977 ao anunciar seu &#8220;primeiro álbum solo&#8221;, <strong>Debut</strong>, em 1993. Particularmente falando, é difícil não concordar com ela, visando que aqui ela fez o que realmente quis fazer e deve ser considerado o primeiro álbum de <strong>Björk</strong> como uma artista. O primeiro single do álbum, a dançante<strong> Human Behaviour</strong> (que contém sampling de uma canção de<strong> Tom Jobim</strong>! Sério!) fez grande sucesso, e seu clipe, dirigido pelo cineasta ídolo-indie <strong>Michel Gondry</strong>, foi transmitido frequentemente em canais de TV em toda a Europa, tornando rapidamente a cantora islandesa a um reconhecimento ainda maior. Mesclando instrumentações distintas e gêneros, como <em>dance, trip hop, jazz, electronica</em> e até um pouquinho de trilhas de filmes de Bollywood (como as cordas em <strong>Venus as a Boy</strong>), <strong>Debut</strong> foi aclamado como álbum do ano pela revista da <strong>NME</strong> e chegou a ganhar Disco de Platina nos Estados Unidos. Graças a esse álbum, <strong>Björk</strong> ganhou dois prêmios BRIT Awards &#8211; Melhor Cantora Feminina e Melhor Estreia Internacional. Em 1994, o álbum de remixes <strong>The Best Mixes from the Album </strong><strong>Debut</strong> <strong>for All the People Who Don&#8217;t Buy White Labels</strong> (que nominho fdp!) foi lançado, contendo&#8230; bem, o próprio nome já diz.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Human Behaviour</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KDbPYoaAiyc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Venus as a Boy</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/xaWW2uEBhf0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Violently Happy</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/UGSVTCjVXwc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/post.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Post (1995)</p></div>
<p style="text-align: left;"><strong><em></em></strong>O sucessor de <strong>Debut</strong>, <strong>Post</strong>, foi lançado em 1995 e apresentou profundidade musical ainda maior. Começando com a retumbante <strong>Army of Me</strong>, o álbum também possui elementos prevalescentes de dance music e techno, mas também flerta com <em>trip hop</em>,<em> jazz,</em> industrial e até <em>afrobeat</em>. <strong>Post</strong> também apresentou a canção de maior sucesso comercial já gravada por <strong>Björk</strong>, um cover do jazz standard<strong> It&#8217;s Oh So Quiet</strong>, por sua vez cover de uma canção alemã chamada <strong>Und jetzt ist es still</strong>. O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=htobTBlCvUU">clipe da canção</a> foi dirigido por<strong> Spike Jonze</strong>, e o single atingiu o quarto lugar nas tabelas de singles mais vendidos do Reino Unido. <strong>Post</strong> apresentou instrumentações orquestradas mais prevalescentes, e de certa forma resultou num álbum mais intimista que o interior, e na minha opinião um de seus melhores álbuns, ainda que não tão bom quanto seu <strong>Debut</strong>. <strong>Post</strong> foi aclamado de forma quase unânime pela crítica, figurando em listas como &#8220;melhores discos de todos os tempos&#8221; da Rolling Stone, &#8220;melhores álbuns dos anos 90&#8243; da Pitchfork Media (quem liga pra eles?) e &#8220;100 grandes álbuns lançados entre 1985 e 1995&#8243; da SPIN. Ainda em 1995, <strong>Björk</strong> veio ao Brasil pela primeira vez, onde fez um show que eu era muito novo para assistir mas que adoraria voltar no tempo só para ver como foi. Assim como <strong>Debut</strong>, <strong>Post</strong> também originou um álbum de remixes, o simpático Telegram, que também contém uma faixa inédita, <strong>My Spine</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Army of Me</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/BeAZ9DQZFz8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hyperballad</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6CSiU0j_lFA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Isobel</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/AGjGh74n_9U/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Nessa época, <strong>Björk</strong> colaborou com artistas como como <strong>Tricky</strong>, <strong>Plaid</strong> e<strong> Evelyn Glennie</strong>, antes de gravar seu terceiro álbum solo oficial. Esse período também foi muito marcante na vida pessoal da <strong>Björk</strong>, pois<strong> Ricardo López</strong>, um fanático doente pela cantora mandou uma carta com uma bomba de ácido para ela, o que causaria a deformação total de sua face caso a atingisse, o que felizmente não ocorreu pois o conteúdo do pacote foi investigado pelos correios. Ao localizarem o remetente, encontraram o homem morto e um longo vídeo (mais de 18 horas de gravaçã0), onde ele declarava todo seu &#8220;amor&#8221; por ela, faziacomentários racistas contra o namorado da cantora na época (o produtor <strong>Goldie</strong>), desenvolvia a carta com a bomba de ácido, saía para enviar, voltava, raspava a cabeça, pintava o rosto e se suicidava com um tiro. Quanto a ele, foi tarde. Mas a cantora ficou muito traumatizada com esse evento e desde então restringe muito seu contato com fãs, o que é uma pena. No mesmo ano, <strong>Björk</strong> se envolveu com uma briga com uma paparazzi no aeroporto, que a havia recepcionado em Bangkok. Ela partiu pra cima da repórter e não estava nem aí para as câmeras, socou legal a cara dela! Depois <strong>Björk</strong> explicou que a paparazzi estava a stalkeando há um bom tempo, e como já sabemos, ela tem bons motivos para ter pavor de stalkers.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/homogenic.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Homogenic (1997)</p></div>
<p>Esse período violento de sua vida parece ter influenciado bastante a sonoridade de <strong>Homogenic</strong>, seu terceiro álbum, lançado em 1997; <strong>Björk</strong> abandonou o dance em favor de canções experimentais, melódicas e orquestradas, de enorme carga emocional, e que acabou se tornando o álbum mais aclamado de sua carreira. <strong>Homogenic</strong> foi descrito pela cantora como um tributo à sua terra natal, ainda que a capa pareça mais uma homenagem ao Japão do que à Islândia. Essa palavra não existe em inglês, mas <strong>Björk</strong> achava que sim quando o intitulou, e acabou criando uma palavra nova nos dicionários da língua inglesa. O álbum teve cinco singles; <strong>Jóga, Bachelorette, Hunter, Alarm Call</strong> e <strong>All is Full of Love</strong>, essa última em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u0cS1FaKPWY">uma versão diferente do álbum</a> (e na minha opinião melhor). Os <em>b-sides</em> dos singles também não fazem feio, como a excelente <strong>Scary</strong> e a melancólica<strong> So Broken</strong>, diretamente inspirada nos eventos envolvendo <strong>López</strong> e toda a cobertura da mídia sobre o acontecimento. Embora seja bem menos comercial que o anterior, <strong>Homogenic</strong> também foi um grande sucesso de público e de crítica, e até hoje figura em listas de melhores álbuns de todos os tempos por aí. Mais do que merecidamente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jóga</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/BBju9Sdh94k/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Bachelorette</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/mZEWtivQTTg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hunter</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/DnW77jmr-Xg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/selmasongs.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Selmasongs (2000)</p></div>
<p>Em 2000, <strong>Björk</strong> estrelou <strong>Dancer in the Dark</strong>, desconstrução dos musicais dirigida por<strong> Lars Von Trier</strong>. A cantora já havia aparecido em filmes anteriormente, como a protagonista do raro <strong>The Juniper Tree</strong>, e uma pontinha em <strong>Prêt-à-Porter</strong> de<strong> Robert Altman</strong> (também muito ruim e uma mancha na carreira de um diretor bom). Mas esse é o único filme onde <strong>Björk</strong> demonstra que atua tão bem quanto canta, na pele da autista <strong>Selma</strong>, que junta dinheiro para a operação de seu filho, para que ele não sofra da mesma doença degenerativa que ela, que está quase cega devido à doença. Um filme bastante trágico, mas maravilhoso. Porém, o trabalho extenso no filme e desentendimentos com <strong>Von Trier</strong> fizeram com que a artista anunciasse o fim de sua carreira no cinema (ela voltou atrás estrelando um dos filmes experimentais do marido, o qual falarei mais tarde). A trilha sonora do filme foi adaptada e regravada por <strong>Björk</strong>, em um EP chamado <strong>Selmasongs</strong>, ótima seleção de algumas das melhores faixas do filme.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>I&#8217;ve Seen It All</strong> (ao vivo no Oscar 2001)<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/RnEJUio2DiE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>107 Steps</strong> (cena do filme)<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/b5PQYsbHlYU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/vespertine.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Vespertine (2001)</p></div>
<p>No ano seguinte, eis que <strong>Björk</strong> gravou mais um álbum, <strong>Vespertine</strong>, o completo oposto de <strong>Homogenic</strong>; um álbum introvertido e melancólico. Nesse belíssimo álbum, a cantora reinventou-se novamente ao apresenter um universo intimista e vulnerável, remetente ao inverno islandês, tão frio e ao mesmo tempo tão aconchegante. Na capa desse álbum, <strong>Björk</strong> usa o vestido de cisne feito por<strong> Alexander McQueen</strong> (RIP), que também utilizou no Oscar 2001 e ganhou grande notoriedade ao utilizá-lo na cerimônia. Talvez o mais belo álbum de sua carreira, <strong>Vespertine</strong> explora novos horizontes musicais e mais uma vez demonstra o grande talento da artista islandesa ao explorar novas sonoridades e instrumentações (um dos &#8220;instrumentos&#8221; é o som de gelo se quebrando, como pode ser ouvido em <strong>Aurora</strong>). Talvez por ser seu trabalho menos comercial até então, <strong>Vespertine</strong> originou apenas três singles: <strong>Pagan Poetry, Hidden Place</strong> e <strong>Coccon</strong>. Talvez o marketing tenha sido interrompido graças ao fato da cantora ter engravidado novamente na época. Uma canção que não fez parte do álbum, a excelente <strong>It&#8217;s In Our Hands</strong>, foi incluída como parte de seu <strong>Greatest Hits</strong>, lançado em 2002. <strong>Björk</strong> não aprovou a track listing dessa coleção, optando por fazer sua própria no box set de b-sides e raridades <strong>Family Tree</strong>, lançado no mesmo ano. Atendendo aos pedidos dos fãs, em 2003 <strong>Björk</strong> lançou<strong> Live Box</strong>, outro box set, quatro CDs contendo canções de seus quatro álbuns principais ao vivo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hidden Place</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/m4iKM51_Ruc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Pagan Poetry</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lgFajP3vLro/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Coccon</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5q1BvSZNbUg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>It&#8217;s In Our Hands</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/YmXZaPROUaA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/medulla.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Medúlla (2004)</p></div>
<p>Quando todos acreditavam que ela já tinha explorado todos os caminhos musicais possíveis, eis que <strong>Björk</strong> anuncia <strong>Medúlla</strong>, álbum gravado em três países diferentes (Islândia, Brasil e Espanha) e inteiramente a capella; ou seja, praticamente todos os sons ouvidos no álbum são totalmente feito por vozes, tirando algumas raras rexceções. <strong>Medúlla</strong> também é considerado pela cantora como seu álbum mais político, abordando uma temática contra o falso patriotismo e o racismo que a América adotou após os ataques terroristas de 11 de setembro.Apesar de não ser o seu melhor álbum, <strong>Medúlla</strong> é muito criativo (como era de se esperar da nossa querida esquimó) e é muito interessante de se ouvir, apenas não o recomendaria para apresentar seu trabalho; se bem que na mesma época <strong>Björk</strong> apresentou a canção Oceania, principal single de <strong>Medúlla</strong>, nas Olimpíadas de 2004, um dos grandes êxitos de sua extensa carreira. Vale destacar também o clipe de<strong> Triumph of a Heart</strong>, um dos mais fofos e engraçados que já vi.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Oceania</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CT9jNIukU0c/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Triumph of a Heart</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/yvgVsxaqYgA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Who Is It</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/acVo-kTzIgo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/drawing.jpg" alt="" width="450" height="446" /><p class="wp-caption-text">Drawing Restraint 9 (2005)</p></div>
<p>Logo após <strong>Medúlla</strong>, <strong>Björk</strong> voltou atrás do que havia dito anteriormente sobre nunca mais aparecer em um filme ao atuar em <strong>Drawing Restraint 9</strong>, película experimental dirigida por seu marido <strong>Matthew Barney</strong>. <strong>Björk</strong> também compôs algumas canções para a trilha sonora do filme, mas nem todas são escritas por ela. As faixas são extremamente experimentais, se adequam perfeitamente ao filme, mas a trilha é muito difícil de ser ouvida, e embora suas canções não sejam nada ruins, o álbum não é composto somente por ela (ainda bem, se a&#8230; &#8220;música&#8221;&#8230; <strong>Holographic Entrypoint</strong> desse álbum fosse coisa dela imediatamente eu deixaria de ser seu fã; trata-se de uma faixa inteiramente narrada em japonês por <strong>Shiro Nomura</strong>, reminescente do estilo <strong>Noh</strong> do teatro japonês, um resultado definitivamente artístico, mas impossível de se ouvir).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="  " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/volta2-2.jpg" alt="" width="450" height="449" /><p class="wp-caption-text">Volta (2007), capa da versão latino-americana.</p></div>
<p>Após um breve hiato, eis que <strong>Björk</strong> retornou com o álbum <strong>Volta</strong> (retornou com volta, sacaram, sacaram? dããã), produzido por&#8230; <strong>Timbaland</strong> e <strong>Danja</strong>? Ok, a primeira impressão foi péssima. Mas a cantora se justificou, disse que tinha curiosidade em trabalhar com ele, que o álbum não seria hip hop e que não seria tão diferente assim de seus trabalhos mais antigos. Mas peraí, como assim &#8220;tão diferente assim&#8221;? Até então nenhum dos álbuns dela eram iguais! E como se não bastasse, a capa é a<a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/volta.jpg"> mais ridícula a já aparecer em um de seus álbuns</a>, o que é muito triste, considerando que todos eles possuíam capas lindas. Bom, o susto passou e o primeiro single, <strong>Earth Intruders</strong>, foi lançado. Uma canção interessante, que contém participação do coletivo musical<strong> Konono No. 1</strong> (enterrado lá no fundo da produção, graças à produção porca do <strong>Timbaland</strong> e <strong>Danja</strong>; recomendo que procurem suas canções, são bem interessantes), mas nada demais se comparado aos seus outros trabalhos. E é assim que <strong>Volta</strong> pode ser resumido. O álbum mais fraco da carreira da cantora, infelizmente. E não só por causa do <strong>Timbalão</strong> que só produziu duas canções (<strong>Intruders</strong> e a chatinha <strong>Innocence</strong>, além de ter co-escrito <strong>Hope</strong>, uma das mais passáveis do álbum), mas ao contrário dos outros trabalhos da cantora, que fluíam naturalmente, <strong>Volta</strong> parece artificial e forçado; mesmo em seus clipes, que costumavam ser tão bons, deram uma boa enfraquecida nessa fase de sua carreira. Destaco as faixas <strong>The Dull Flame of Desire</strong> (o Bruno tem preguiça do <strong>Antony Hegarty</strong>, que canta a música em questão com ela, mas a música é bonita, eu gosto!), <strong>Wanderlust</strong> e <strong>Declare Independence</strong>. Três faixas em um álbum de dez, que poderia ser muito melhor. Pelo menos ela retornou ao Brasil nessa época, onde fez ótimos shows no extinto Tim Festival, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Earth Intruders</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/s-V_CtrVj5U/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Declare Independence</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4z7NN4n8CTY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Wanderlust</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KIiY-bYomoI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/orca.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Mount Wittenberg Orca (2010)</p></div>
<p>Entre 2008 e 2010, <strong>Björk</strong> lançou apenas dois singles sem álbum: <strong>Nattúra</strong>, cujo lucro das vendas foi doado para a fundação Nattúra, uma campanha Islandesa de proteção ao ambiente, e <strong>The Comet Song</strong>, tema do filme <strong>Moomins and the Comet Chase</strong>, onde todo o dinheiro das vendas foi doado para vítimas de inundações no Paquistão. Ainda em 2010, <strong>Björk</strong> colaborou com a banda <strong>Dirty Projectors</strong> para o EP Mount Wittenberg Orca, também um projeto de caridade. Todas as vendas do EP foram doadas para a National Geographic Society, para o projeto de criação de áreas de proteção para a vida marinha. Como projetos musicais, nenhum deles é tão interessante, mas os esforços da cantora para proteger o meio ambiente e as ações comunitárias são atitudes muito nobres, que fizeram com que ela subisse ainda mais no meu conceito.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/biophilia.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Biophilia (2011)</p></div>
<p>E finalmente em 2011 surge um álbum novo, <strong>Biophilia</strong>, composto quase inteiramente em um iPad. A minha experiência anterior com um álbum feito no iPad não havia sido tão boa (o insosso<strong> The Fall</strong>, do <strong>Gorillaz</strong>), então acabei ficando meio receoso quanto à qualidade final do álbum, principalmente depois da decepção com <strong>Volta</strong>. E eis que <strong>Crystalline</strong>, o primeiro single, foi lançado e me encheu de esperanças, era melhor do que quase tudo do álbum anterior. Mas as outras canções que <del>vazaram</del> saíram posteriormente não me despertaram tanto interesse. O resultado final acabou sendo o álbum que menos ouvi dela, pois apesar de ser um álbum bonito, não possui grandes momentos (talvez com uma ou outra exceção) e está meio longe de se parecer com a <strong>Björk</strong> que gravou álbuns grandiosos como <strong>Post</strong> e <strong>Vespertine</strong>, soando até mesmo meio repetitivo em alguns momentos. Mas <strong>Biophilia</strong> possui um conceito criativo e sem sombra de dúvidas é melhor do que <strong>Volta</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Crystalline</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MvaEmPQnbWk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Moon</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/br2s0xJyFEM/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hollow</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://moonflux.com/2012/05/04/musica-bjork/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Wa1A0pPc-ik/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjork5.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Infelizmente, a cantora cancelou sua apresentação no Sonár Festival no Brasil, bem em cima da hora. O cancelamento teve uma boa causa; <strong>Björk</strong> descobriu um nódulo na garganta recentemente e precisa operar. Mas tive o prazer de vê-la no Chile, e posso dizer que tive sorte! Vamos torcer para a recuperação da cantora, que dê tudo certo e que ela possa vir para cá novamente em breve. Desnecessário dizer, sou um grande fã dela e coleciono tudo que posso sobre ela. Abaixo vocês podem podem ver um trabalho que fiz com ela, vetorizando uma de suas fotos:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjorkfilipe2.png"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjorkfilipe.png" alt="" width="450" height="657" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Enfim, depois de tanto blablabla, acredito que tenham se interessado pelo menos um pouquinho em conhecer seu trabalho, se é que ainda não conhecem. A música de <strong>Björk</strong> é envolvente, chamativa, única, e até seus trabalhos mais fracos são dignos de atenção. Portanto, o que estão fazendo aqui ainda? Vão atrás da discografia completa (incluindo os <em>b-sides</em> dela, que são tão maravilhosos quanto as faixas dos álbuns), não vão se arrepender nem um pouco! Mas só pra encerrar, escutem uma pequena raridadezinha para compensar ter lido isso tudo. Um curioso cover que <strong>Björk</strong> fez de <strong>Travessia</strong>, de <strong>Milton Nascimento</strong>, para a compilação <strong>Red Hot + Rio</strong>, mas que nunca foi lançada oficialmente. Ouçam!</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bjork6.jpg" alt="" width="450" height="282" /></p>
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		<title>[Diretor] Sharunas Bartas</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 00:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Lituano]]></category>
		<category><![CDATA[Šarūnas Bartas]]></category>
		<category><![CDATA[Sharunas Bartas]]></category>

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		<description><![CDATA[Contemplativo e inimista, o cinema de sensorial de Sharunas Bartas é o reflexo da evolução da história do cinema da Lituânia. Genericamente, a produção cinematográfica lituana se divide em duas fases: o cinema pré 1990 e o cinema pós 1990, ano em que o país proclamou sua independência da União Soviética. À partir da Segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bartas1.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Contemplativo e inimista, o cinema de sensorial de <strong>Sharunas Bartas</strong> é o reflexo da evolução da história do cinema da Lituânia. Genericamente, a produção cinematográfica lituana se divide em duas fases: o cinema pré 1990 e o cinema pós 1990, ano em que o país proclamou sua independência da União Soviética. À partir da Segunda Guerra, a Lituânia sofreu uma repressiva dominação por parte da União Soviética, que abrangeu também a cultura, reduzida a um eficaz meio de propaganda. Nesse sentido, o cinema teve um papel significativo. Controlado pela União Soviética, os únicos filmes produzidos, pelo menos até 1953, ano da morte de <strong>Stalin</strong>, foram <em>newreels</em> (cine-jornais) ou ficções (na verdade russas) cujo escopo era mostrar como a Lituânia havia se adaptado às regras soviéticas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/tresdias.jpg" alt="" width="450" height="340" /><p class="wp-caption-text">Trys dienos (1991), filme que tornou o diretor reconhecido</p></div>
<p>A primeira geração de diretores que tiveram um certo espaço para propor um cinema pessoal é, portanto, a que passou a dirigir filmes após o ano de 1953. Neste momento a produção cinematográfica se direcionou de um lado para um cinema voltado para o inverso infantil, evitando assim o risco da censura, e de outro lado, voltado a uma identidade nacional apesar da censura. Se tratava de documentários, que através de seus autores, se tornaram um dos testemunhos mais precisos da história Lituana. Até 1990 foram produzidas 7 ficções, 40 documentários e 3 animações. Algumas ficções conseguiram exprimir de alguma forma a identidade do país, porém, o financiamento desses filmes vinham da União Soviética e estavam vinculados a aprovação de Moscou. Após a independência, deu-se inicio a novas formas de financiamento que permitiram o desenvolvimento da indústria cinematográfica, não mais submetida à União Soviética, mas a produtores locais e estrangeiros. O mercado cinematográfico então se abriu às co-produções, promovendo o cinema lituano no exterior, abrindo ainda mais possibilidades de financiamentos. Com a entrada da Lituânia na Europa, os financiamentos estatais, que na realidade era insuficientes para sustentar o cinema nacional, foram reforçados com as ulteriores co-produções com países estrangeiros, fazendo com que o cinenema do país tivesse visibilidade nos festivais europeus mais significativos: Cannes, Veneza e Berlim. Desta forma, os primeiros filmes de <strong>Sharunas Bartas</strong>, <strong>Arunas Matelis </strong>e <strong>Audrius Stonys</strong> os tornaram notoriamente conhecidos na Europa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/koridorius.jpg" alt="" width="450" height="338" /><p class="wp-caption-text">Koridorius (1994); minimalista, P&amp;B e sem diálogos muito antes de The Artist</p></div>
<p><strong>Sharunas Bartas</strong> é um dos diretores mais produtivos da última década. Seus filmes são o maior exemplo do cinema reflexivo e filosófico, uma das principais características do cinema lituano. Se trata de um cinema que tende a abandonar as referências concretas à realidade para direcionar os personagens a um universo quase exclusivamente emotivo, descrevendo seu destino sombrio com uma atmosfera que dispensa os diálogos e as referências temporais. Na realidade, a ausência de diálogos, os long shots, as imagens paisagísticas e o ritmo lento são características de um cinema que opta por privilegiar as sensações emotivas e visuais através da pureza da imagem. A Europa conheceu o cinema de <strong>Bartas</strong> através de suas participações em festivais; <strong>Trys dienos</strong> (Três Dias) foi indicado ao European Film Festival, <strong>Few of Us</strong> (Poucos de Nós) foi premiado em Berlim e <strong>A Casa</strong> apresentado em Cannes. Mas o trabalho do artista ainda continua desconhecido fora desses circuitos por se distanciar da lógica comercial, que não vai de encontro com um cinema que se caracteriza também por sua obscuridade.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/fewofus.jpg" alt="" width="450" height="340" /><p class="wp-caption-text">O contemplativo Few of Us (1996)</p></div>
<p>Quem conhece o cinema de <strong>Sharunas Bartas</strong> não poderia ficar menos surpreso com seu último filme <strong>Indigène d&#8217;Eurasie</strong>, no qual o diretor trilha o caminho do <em>noir</em>, sem perder de vista seu modo de apresentar as coisas, mas dessa vez com diálogos e ações, uma novidade, levando em conta que em seus filme precedentes praticamente não existem diálogos ou ações, ou se há uma ação, está é um lento processo. Seus personagens falam pouco mas conseguem fixar a atenção do espectador na tela enquanto observa o vazio. Não dizem um palavra, nem mesmo um aceno. Às vezes tentam, como no filme <strong>Freedom</strong> (Liberdade), mas não conseguem se entender porque falam idiomas diferentes, como se falar naquela situação não servisse para nada, assim como o diálogo entre Lituânia e União Soviética. Como se tudo já fosse dito e as palavras não fossem suficientes para explicar a enorme dor de viver, o vazio da existência, a apatia, a desilusão na qual se encontram. Se animam apenas quando há uma festa, então bebem, se embebedam e cantam. São personagens presos em si mesmos, dominados por uma profunda tristeza, sem a esperança que as coisas possam melhorar porque não fazem nada para mudá-las e permanecem indiferentes ao que se passa ao redor. Em todos os seus filmes predominam a traição, o egoísmo e a covardia brilhantemente focadas pelo diretor, testemunha dessa miséria humana.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/freedom-1.jpg" alt="" width="450" height="283" /><p class="wp-caption-text">Freedom (2000), um dos poucos filmes de Bartas onde o diálogo é essencial, porém não da forma esperada</p></div>
<p>A natureza por sua vez é a protagonista, potente, exuberante, forte, hostil e onipresente. O diretor prefere filmar no campo, com ou sem neve ou cidades com chaminés e fumaças de incêndios e fábricas onde a miséria e o abando são evidentes em toda parte, assim como periferias, casas populares, bunkers subterrâneos, pátios e ruínas para descrever a realidade de lugares onde o tempo parece ter parado. <strong>Bartas</strong> retarda a narrativa para mergulhar o espectador na atmosfera dos restos de um esplendor que nunca existiu. Raramente há música para enfatizar uma ação em seus filmes, não há necessidade. Em <strong>Freedom</strong> a trilha sonora é o barulho ensurdecedor do oceano. Há música somente quando há uma festa, onde alguém toca (característica presente em muitos de seus filmes) ou em situações bem particulares. Muitos filmes são ambientados em casas praticamente em ruínas, com móveis velhos e paredes manchadas pela umidade, papéis de parede sujos e rasgados, ou uma cama que parece não ter os lençóis trocados há semanas, fazendo com que o espectador consiga sentir o odor da degradação.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/indigene.jpg" alt="" width="450" height="240" /><p class="wp-caption-text">Indigène d&#39;Eurasie (2010), um de seus filmes mais acessíveis</p></div>
<p>Mas o cinema de <strong>Sharunas Bartas</strong> não é apenas esteticismo puro ou o prazer da imagem pela imagem. Em seus filmes o enquadramento se torna o único e verdadeiro espaço no mundo do diretor. Razão pela qual o cuidado com a imagem através de seus elementos de percepção: a luz, o som, a disposição plástica dos elementos. O cinema de <strong>Bartas</strong> é um cinema de sensações, no qual os próprios personagens se encontram privados de vida concreta para serem deixados a mercê de suas percepções. E se cada enquadramento dá ao espectador a sensação de tender a lugar nenhum, é porque para <strong>Bartas</strong> este é o único cinema capaz de mostrar os personagens como o diretor os enxerga. Uma viagem nas profundezas do espírito humano que apenas os grandes diretores são capazes de descrever com frieza, lucidez e honestidade.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/bartas2.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>[Jogo] Dragon Age: Origins</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 00:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[BioWare]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon Age]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon Age: Origins]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>

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		<description><![CDATA[Criada em 2009 pela BioWare, a saga Dragon Age tornou-se um enorme sucesso entre fãs de cenários medievais e de fantasia, expandindo-se para uma das séries de RPG ocidental mais famosas dos últimos tempos; desde a estreia do primeiro jogo, a franquia expandiu-se em DLCs, expansões, sequências, livros, animes, jogos em redes sociais como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da1.jpg" alt="" width="450" height="600" /></p>
<p>Criada em 2009 pela <strong>BioWare</strong>, a saga <strong>Dragon Age</strong> tornou-se um enorme sucesso entre fãs de cenários medievais e de fantasia, expandindo-se para uma das séries de RPG ocidental mais famosas dos últimos tempos; desde a estreia do primeiro jogo, a franquia expandiu-se em DLCs, expansões, sequências, livros, animes, jogos em redes sociais como o Facebook, sistema de RPG de mesa, comics e uma websérie. O jogo avaliado hoje será o que iniciou tudo isso, <strong>Dragon Age: Origins</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da7full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da7.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p><strong>Dragon Age: Origins</strong> conta a história do seu personagem da forma que o jogador desejar. A frase é muito vaga, mas resume, de forma básica, o que o jogador é capaz de fazer; construir um personagem com seis tipos de histórias pré-definidas, dependendo de sua classe ou raça, e a desenvolve de acordo com sua própria vontade, seja transformando o personagem em um paladino da justiça ou um antiherói violento e homicida, e qualquer meio termo entre um destes extremos. Assim como diversos RPGs ocidentais, como <strong>Fallout</strong> e <strong>The Elder Scrolls</strong>, existem diversas opções para a aparência de seu protagonista, podendo fazer com que ele seja muito bonito&#8230;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da3full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da3.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>&#8230;ou muito feio.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da4full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da4.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Após uma série de tragédias envolvendo o seu herói, a história toma um rumo mais linear, onde ele se torna um dos <em>Grey Wardens</em>, guerreiros responsáveis pela guarda do Rei <strong>Cailan</strong> e cujo objetivo é proteger o mundo de bestas conhecidas como darkspawn. Depois de poucas horas iniciais do jogo é que podemos explorar mais livremente o mundo de <strong>Dragon Age: Origins</strong>, que diferente da série <strong>The Elder Scrolls</strong>, é um RPG mais tradicional e menos livre, onde é possível completar quests e tomar inúmeros rumos diferentes na história, mas a exploração é mais restrita. Além disso, diferente de<strong> Elder Scrolls</strong>, onde as companhias são temporárias e/ou não controláveis, é possível ter até quatro pessoas em seu grupo, com integrantes (chamados de <em>Companions</em>) que podem se juntar à causa (ou não) do protagonista no decorrer do jogo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da2full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da2.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar e clique aqui para ver a tela com o personagem secreto (SPOILERS!)</p></div>
<p>O jovem e ingênuo <em>Grey Warden</em> <strong>Alistair</strong> é o primeiro integrante fixo que encontramos no jogo, mas depois dele também é possível recrutar a bruxa <strong>Morrigan</strong> (que entra na equipe imediatamente após as quests iniciais) e diversos outros opcionais, como a menestrel <strong>Leliana</strong>, a maga <strong>Wynne</strong>, o elfo <strong>Zevran</strong>, o fiel <em>mabari</em> (espécie fictícia de cachorro em <strong>Dragon Age</strong>) <strong>Rabbit</strong> (nome personalizável, e também a primeira companhia caso o personagem seja um Human Noble), o guerreiro <em>qunari</em> (outra raça fictícia) <strong>Sten</strong>, o anão <strong>Oghren</strong> e a golem <strong>Shale</strong> (disponível em uma quest exclusiva do DLC, mas jogável durante todo o jogo normal após ser recrutada). Todas as companhias, com exceção de <strong>Alistair</strong>, podem ser demitidas a qualquer momento, mas é altamente recomendável que todos sejam mantidos na equipe, pois todos possuem características únicas e úteis no decorrer do jogo. Há também um personagem secreto recrutável, mas não direi seu nome para evitar spoilers. A expansão/pseudo-sequência <strong>Awakening</strong> apresenta novos personagens, porém isso fica para um possível futuro post.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da6full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da6.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Além disso, há um sistema de aprovação/reprovação dos personagens, onde dependendo das atitudes do protagonista, ou do que o jogador escolhe para ser dito para uma companhia, pode passar a gostar mais, se magoar, odiar ou até se apaixonar pelo protagonista (como é o caso de <strong>Alistair, Leliana, Morrigan e </strong><strong>Zevran</strong>; <strong>Leliana</strong> e <strong>Morrigan</strong> também podem namorar uma personagem feminina e <strong>Zevran</strong> um masculino, mas <strong>Alistair</strong> também pode ter romances com um personagem masculino caso um pequeno patch seja instalado). Caso tenham amizade o suficiente com seu personagem, as companhias também podem ensinar suas classes exclusivas para o jogador. E lembre-se: o que pode agradar um personagem também pode desagradar outro, principalmente em um time formado por tantas pessoas distintas, portanto escolha bem sua equipe antes de tomar certas decisões!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da9full.jpg"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da9.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Como pode ser visto com as imagens neste post, os gráficos são belos e detalhados, principalmente no computador, onde podemos ativar diversas melhorias visuais. A jogabilidade é complexa e há muito a ser descoberto em seus menus, mas o jogo não funcionaria de outra forma. As legendas no início da tela parecem (e são) bem confusas, mas o jogador pode se acostumar aos poucos &#8211; ou instalar uma modificação que altera a posição das legendas (como eu fiz). Há um modo de câmera que deixa o jogo parecido com os jogos da série<strong> Baldur&#8217;s Gate</strong>, antecessora de <strong>Dragon Age</strong>, considerado por muitos um &#8220;sucessor espiritual&#8221; da antiga franquia.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da5full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da5.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>E para os mais pervertidos, há a possibilidade de fazer sexo no jogo, seja com seu parceiro romântico, num bordel ou um <em>ménage a trois</em> em um determinado ponto da história. Criar a possibilidade do protagonista ter um romance com alguém ou fazer sexo é uma característica marcante dos jogos da <strong>BioWare</strong>, e isso causou muita polêmica entre os mais conservadores. Eu particularmente acho que isso ajuda a humanizar seu personagem, deixando a parede entre o jogador e sua criação bem mais fina, tornando isso uma experiência inovadora e interessante; não vejo motivo para a polêmica, afinal, <strong>Dragon Age: Origins</strong> possui censura para maiores de 17/18 anos, e se tais cenas não causam tanto problema em filmes ou mesmo na televisão, não vejo problema algum se o mesmo acontece em jogos. É melhor do que violência descerebrada que muitas vezes passa batido.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da12full.jpg"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da12.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar, mas não pense que a imagem não terá censura</p></div>
<p>Infelizmente a versão para computadores não possui suporte a nenhum tipo de joystick, mas depois de algum tempo jogando, vemos que tal ausência não faz tanta falta, já que a acessibilidade dos menus e dos comandos de ataque é rápida e prática. Além disso, as versões de <strong>PlayStation 3</strong> e <strong>Xbox 360</strong> possuem alguns bugs inexistentes nas versões para computadores, e jogar num PC ou num Mac é a única forma de instalar modificações (muitas vezes necessárias e divertidas), portanto são as plataformas que eu mais recomendo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da8.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/da8t.jpg" alt="" width="520" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Não seria exagero dizer que <strong>Dragon Age</strong> é quase um<strong> Mass Effect</strong> medieval e segue muitos padrões introduzidos nas franquias da <strong>BioWare</strong>. A história rica, detalhada e repleta de reviravoltas pode surpreender o jogador a cada instante, tornando-o cada vez mais ansioso para tomar suas próprias decisões ou até mesmo voltar em pontos anteriores no jogo diversas vezes apenas para ver os diferentes resultados de suas atitudes. Um dos melhores jogos do nosso tempo e um ótimo exemplo de RPG ocidental que deu certo; uma pena que a sequência, <strong>Dragon Age II</strong>, não tenha seguido o mesmo caminho, optando por um estilo mais voltado à ação descerebrada. A <strong>BioWare</strong> provavelmente aprendeu sua lição após tantas críticas dos fãs, e agora resta esperar que <strong>Dragon Age III</strong> retome tudo o que tornou <strong>Origins</strong> um grande sucesso e transforme a futura continuação em uma experiência tão única quanto o primeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:<img class="aligncenter size-full wp-image-1222" title="rating4-5stars" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating4-5stars.png" alt="" width="58" height="13" /></strong></p>
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