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		<title>[Clipe] Crystal Castles &#8211; Suffocation</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 22:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipes]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[A dupla Crystal Castles, formada por Alice Glass e Ethan Kath, anunciou recentemente que lançará um novo álbum neste ano, que provavelmente será lançado durante o verão (da Inglaterra, ou seja, em meados de julho). Enquanto isso não ocorre, a banda lançou Suffocation, provavelmente o último clipe de Crystal Castles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/cc2-1.png" alt="" width="436" height="293" /></p>
<p>A dupla <strong>Crystal Castles</strong>, formada por<strong> Alice Glass</strong> e<strong> Ethan Kath</strong>, anunciou recentemente que lançará um novo álbum neste ano, que provavelmente será lançado durante o verão (da Inglaterra, ou seja, em meados de julho). Enquanto isso não ocorre, a banda lançou <strong>Suffocation</strong>, provavelmente o último clipe de<strong> Crystal Castles II</strong>, lançado em 2010.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/cc1-1.png" alt="" width="450" height="254" />O clipe, realizado em uma parceria com a <strong>Vs. Magazine</strong>, mescla o charme amadorístico do<strong> Crystal Castles</strong> com um ar muito bem vindo de produção e estilo profissionais, apresentando a vocalista <strong>Alice</strong> vagando em uma mansão abandonada, utilizando diversas roupas extravagantes, alternando entre vestidos tradicionais e trajes mais modernos. Assista:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/WspnkzsTew4" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
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		<title>[Filme] Hugo</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 23:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Cabret]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Scorsese]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[oscar 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Scorsese]]></category>

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		<description><![CDATA[AVISO: CONTÉM SPOILERS! Dirigido por Martin Scorsese, Hugo é uma adaptação do livro The Invention of Hugo Cabret (A Invenção de Hugo Cabret), de Brian Selznick, lançado em 2007. O filme pode ser considerado um grande retorno à forma do diretor, pois Shutter Island (A Ilha do Medo no Brasil), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>AVISO: CONTÉM SPOILERS!</strong></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo1.png" alt="" width="400" height="600" /></p>
<p>Dirigido por<strong> Martin Scorsese</strong>, <strong>Hugo</strong> é uma adaptação do livro <strong>The Invention of Hugo Cabret</strong> (<strong>A Invenção de Hugo Cabret</strong>), de <strong>Brian Selznick</strong>, lançado em 2007. O filme pode ser considerado um grande retorno à forma do diretor, pois <strong>Shutter Island</strong> (<strong>A Ilha do Medo</strong> no Brasil), filme anterior de <strong>Scorsese</strong>, pareceu um tanto decepcionante mesmo para os maiores fãs de seu trabalho.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo2.png" alt="" width="430" height="286" /></p>
<p>O garoto que dá o nome ao filme, <strong>Hugo</strong> (Asa Butterfield), é um jovem órfão parisense que vive numa estação de trem, mais precisamente na torre do relógio da famosa estação <em>Gare du Nord</em>. <strong>Hugo</strong> vive com um robô, que seu pai (<strong>Jude Law</strong>) encontrou em um museu havia tentado consertar por muito tempo, antes de falecer. O objetivo do garoto é concluir o que seu pai começou, e para isso ele precisa roubar várias peças para garantir o funcionamento do robô. Em uma das ocasiões, ele é flagrado pelo guarda da estação, o inspetor <strong>Gustave</strong> (<strong>Sacha Baron Cohen</strong>), que adquire uma certa implicância pelo jovem. Para piorar sua situação,<strong> Papa Georges</strong> (<strong>Ben Kingsley</strong>), dono de uma loja de brinquedos, também flagra seus roubos, e acreditando se tratar de outro furto, fica com o caderno de anotações de <strong>Hugo</strong>, que pertencia a seu pai e contém anotações sobre o misterioso robô.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo3.png" alt="" width="430" height="287" /></p>
<p>Porém, nem tudo está perdido para <strong>Hugo</strong>: <strong>Isabelle</strong> (<strong>Chloe Moretz</strong>), afilhada de <strong>Georges</strong>, simpatiza com sua situação e decide ajudá-lo a recuperar o caderno, mas <strong>Hugo</strong> precisa revelar o porquê de tanto mistério para ela. É então que ele a leva até o robô, que precisa de reparos técnicos, mas ainda é capaz de funcionar. <strong>Hugo</strong> e <strong>Isabelle</strong> se tornam bons amigos, e é graças a amizade que muitos mistérios serão revelados. Além disso, <strong>Monsieur Labesse</strong> (<strong>Christopher Lee</strong>), dono da livraria local, simpatiza com o rapaz e até mesmo doa alguns livros pra ele.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo6.png" alt="" width="430" height="286" /></p>
<p>Até aí, a sinopse pareceu a descrição de um filme um tanto Sessão da Tarde, correto? As cenas são bem dirigidas, os personagens são simpáticos e a edição e a fotografia merecem todos os prêmios que conquistaram. Mas o roteiro possui aquela grande sensação de &#8220;já vimos tudo isso antes&#8221;. É possível que o espectador nem mesmo entenda o porquê do filme ter sido tão aclamado pela crítica e recebido tantas indicações para o <strong>Oscar</strong>. Teria a Academia desistido de tentar parecer séria? Pois bem, não sabemos quanto a eles, mas o fato é que esses primeiros trinta minutos do filme realmente enganam bastante.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>SPOILERS A SEGUIR</strong></p>
<hr />
<p>Na verdade, <strong>Hugo</strong> é uma grande homenagem ao cinema clássico, aos primórdios da sétima arte, e principalmente, a um dos maiores pioneiros dessa era, consagrado até hoje por suas películas inovadoras e que abriram as portas para uma geração inteira de cineastas:<strong> Georges Méliès</strong>. <strong>Papa Georges</strong>, o severo dono da loja de brinquedos, na verdade é o consagrado diretor, afastado do ramo há décadas, representado como um homem melancólico que sequer gosta de se lembrar do passado &#8211; mas não teve coragem de se desfazer de seu robô, portanto deixou-o em um museu. Sua esposa, <strong>Mama Jeanne</strong> (<strong>Helen McCrory</strong>), também é uma pessoa real; a atriz<strong> Jeanne d&#8217;Alcy</strong>, que atuou em diversos filmes de seu marido e esteve com ele até o fim de sua vida.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo4.png" alt="" width="430" height="289" /></p>
<p>Graças a <strong>Hugo</strong> e <strong>Isabelle</strong>, o passado vem à tona em forma de um desenho feito pelo robô; uma ilustração de uma das cenas mais marcantes do filme mais famoso e influente de <strong>Méliès</strong>, <strong>Le Voyage dans la lune</strong>, de 1902. É a partir desse ponto que vemos quem é o verdadeiro protagonista do filme: <strong>Georges Méliès</strong>. Mas isso não quer dizer, de forma alguma, que o personagem homônimo do filme perde a sua importância, pois é ele o responsável por trazer importantes acontecimentos à tona, e como podemos ver desde o início do filme, seu objetivo principal é o de consertar &#8211; o que também significa que ele pode consertar certas feridas abertas.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo5.png" alt="" width="430" height="292" /></p>
<p>Além de demonstrar dentro do próprio filme diversas obras do diretor, o filme também faz referências claras às obras dos irmãos <strong>Lumière</strong>, pioneiros do cinema, em especial um dos primeiros filmes dos cineastas,<strong> L&#8217;Arrivée d&#8217;un train en gare de La Ciotat</strong>, de 1895, que contém referências visuais em <strong>Hugo</strong> e também é transmitido dentro do filme. Diversos pontos que parecem pouco importantes nos diálogos dos personagens, ou mesmo em referências visuais, servem de <em>foreshadowing</em> para o que acontecerá em diante.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo7.png" alt="" width="430" height="286" /></p>
<p>Em matéria de aspectos técnicos, <strong>Hugo</strong> também não decepciona. O aspecto moderno do filme, utilizando tecnologia digital, mesclado com seu cenário ambientado na década de 1930, resulta em um interessante semblante neoclássico. Os atores também estão dignos de elogios; os jovens <strong>Asa</strong> e <strong>Chloe</strong> (que já figurou por aqui no <strong><span style="color: #0099cc;">Moonflux</span></strong> na análise do filme<strong><a href="http://moonflux.com/2010/08/05/filme-kick-ass/"> Kick-Ass</a></strong>; nunca mais veremos a <strong>Hit-Girl</strong> da mesma forma!) atuam na medida certa, sem exageros, tornando seus personagens carismáticos e impossíveis de torcer por. O veterano <strong>Ben Kingsley</strong> está idêntico ao cineasta que interpreta no filme, e realmente não consigo entender como sua emocionante atuação não foi indicada a nenhum prêmio. Até mesmo os personagens menores, como <strong>Mama Jeanne</strong> e o &#8220;vilão&#8221; <strong>Gustave</strong> são capazes de adquirir simpatia do público; o elenco não poderia ter sido melhor escalado. Outras curiosidades estão entre os <em>cameos</em> do filme, que incluem atores como<strong> Michael Pitt, Johnny Depp,</strong> e os próprios <strong>Scorsese</strong> e <strong>Selznick</strong> em aparições rápidas.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hugo8.png" alt="" width="430" height="233" /></p>
<p><strong>Scorsese</strong> e sua equipe estão entre os maiores merecedores da estatueta do <strong>Oscar</strong>, pois <strong></strong><strong>Hugo</strong> é um exemplo de homenagem bem executada, que usa elementos comuns e até mesmo clichês de forma discreta e nada apelativa &#8211; e uma prova de que filme para a família não precisa ser um filme babaca (embora eu acredite que o filme seja mais voltado para os amantes do cinema e conhecedores de sua história). Também é um exemplo de como uma adaptação deve ser feita, onde até mesmo o autor da obra original sai orgulhoso; o própro <strong>Selznick</strong> afirmou que <strong>Hugo</strong> era o filme mais lindo que havia assistido. <strong>Méliès</strong> se orgulharia de ver sua obra ser homenageada de forma tão singela e tocante. Afinal de contas, é impossível não ir atrás de toda a obra do cineasta após terminar de assistir o filme. <strong>Hugo</strong> só não ganhará uma nota maior nesta análise devido aos seus insossos trinta minutos iniciais, mas valeu muito a pena esperar pelo restante.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="rating" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating.png" alt="" width="50" height="13" /></p>
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		<title>[Fotografia] Pioneirismo: As primeiras fotografias</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 23:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje em dia, tirar fotos é um processo teoricamente rápido e simples: você aponta a câmera para a imagem que deseja capturar, clica e pronto, eis sua foto. Mas para chegarmos até essa praticidade, foram necessários séculos de aprimoramento e desenvolvimento de técnicas fotográficas. Todo esse processo seria muito difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia, tirar fotos é um processo teoricamente rápido e simples: você aponta a câmera para a imagem que deseja capturar, clica e pronto, eis sua foto. Mas para chegarmos até essa praticidade, foram necessários séculos de aprimoramento e desenvolvimento de técnicas fotográficas. Todo esse processo seria muito difícil de descrever em um único post, então decidi compilar uma série de fotografias interessantes, conhecidas pelo pioneirismo na técnica, e que até hoje podem ser aprecidadas.</p>
<h3 style="text-align: center;">A PRIMEIRA FOTOGRAFIA</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto2.jpg" alt="" width="440" height="305" /><div class="img-caption-text">View from the Window at Le Gras (1826)</div></div></div>
<p style="text-align: left;">Essa imagem que mal conseguimos ver de tão granulada foi a primeira foto tirada no mundo inteiro, tirada e desenvolvida pelo francês <strong>Joseph Nicéphore Niépce</strong>, pioneiro da fotografia. Se chama <strong>Vista da janela em Le Gras</strong> e foi tirada por volta de 1826. O processo de desenvolvimento dessa foto, que foi chamado por <strong>Niépce</strong> de &#8220;heliografia&#8221;, foi extremamente demorado; o tempo de exposição durou cerca de oito horas.<br />
É importante lembrar que o processo ainda não havia ganhado o nome de fotografia nessa época. O termo foi utilizado pela primeira vez pelo físico e astrônomo britânico <strong>John Frederick William Herschel</strong>, que também designou os termos &#8220;positivo&#8221; e &#8220;negativo&#8221; na fotografia. Curiosidade: seu pai,<strong> Frederick William Herschel</strong>, também foi astrônomo, e é mais conhecido por descoberto o planeta Urano!</p>
<h3 style="text-align: center;">O PRIMEIRO DAGUERREÓTIPO</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto3.jpg" alt="" width="440" height="316" /><div class="img-caption-text">L&#39;Atelier de l&#39;artiste (1837)</div></div></div>
<p>Criado pelo químico francês <strong>Louis-Jacques-Mandé Daguerre</strong> em 1837, o daguerreótipo é um processo fotográfico feito sem uma imagem negativa. Não foi o primeiro tipo de fotografia a ser inventado, mas o primeiro a ser comercialmente viável. Ao que tudo indica, essa foi a primeira imagem capturada utilizando esse processo. O tempo de exposição de um daguerreótipo demorava cerca de 15 minutos; para a conclusão do processo, o modelo tinha sua cabeça segurada por um apoio até que ela ficasse pronta, e não podia se mexer de forma alguma.</p>
<h3 style="text-align: center;"><strong>A PRIMEIRA FOTO COM PESSOAS</strong></h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto11.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto11f.jpg" alt="" width="440" height="316" /></a><div class="img-caption-text">Boulevard du Temple (1838); clique para ampliar</div></div></div>
<p>Tirada por<strong> Louis Daguerre</strong> entre 1838 e 1839, essa foi a primeira fotografia a retratar pessoas, ainda que estejam de forma bem pouco visível, podendo ser vistas somente no canto da foto, como um borrão. A imagem, que tinha como intenção capturar uma rua bastante movimentada, acabou saindo quase vazia na foto, já que o tempo de exposição total da foto foi de dez minutos. Um rosto humano nítido só seria fotografado algum tempo mais tarde:</p>
<h3 style="text-align: center;">O PRIMEIRO HUMANO</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/fotofull.jpg"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto.jpg" alt="" width="430" height="565" /></a><div class="img-caption-text">Robert Cornelius, self-portrait (1839); Clique para ampliar</div></div></div>
<p>O químico <strong>Robert Cornelius</strong> tirou uma foto de si mesmo utilizando um daguerreótipo, em frente à loja de sua família, somente como um teste, pois visava aperfeiçoar o processo. O resultado foi a primeira fotografia nítida de um ser humano! Posteriormente, <strong>Cornelius</strong> trabalhou em dois estúdios pioneiros de fotografia, em 1841 e 1843.</p>
<h3 style="text-align: center;">A PRIMEIRA FOTOGRAFIA DE FAMÍLIA</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto4.jpg" alt="" width="440" height="520" /><div class="img-caption-text">Portrait of Dorothy Catherine Draper (1839)</div></div></div>
<p><strong>Dorothy Catherine Draper</strong>, irmã do professor americano<strong> John Draper</strong>, <strong>NÃO</strong> foi a primeira mulher a ser fotografada, mas foi a primeira a sair de olhos totalmente abertos e nítidos em uma foto. Anteriormente, o professor havia feito testes com sua assistente, mas todos inconclusivos &#8211; e nenhuma das cópias existe hoje em dia. A foto, que foi descoberta pela genealogista <strong>Maureen Taylor</strong>, também é a primeira fotografia &#8220;de família&#8221;, com um familiar do fotógrafo servindo como modelo.</p>
<h3 style="text-align: center;">A PRIMEIRA FOTO ERÓTICA</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 350px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto7full.jpg"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto7.jpg" alt="" width="350" height="119" /></a><div class="img-caption-text">Two Nudes Standing (1839); Clique para ampliar</div></div></div>
<p style="text-align: left;">Talvez essa não seja a primeira, pois <strong>Louis Daguerre</strong> realizou vários testes entre 1837 e 1839, ano em que essa foto foi tirada. Porém, é a primeira foto erótica que se tem registro, quando o processo do daguerreótipo já havia sido aprimorado e o tempo de exposição havia diminuído.</p>
<h3 style="text-align: center;">A PRIMEIRA FOTOMONTAGEM</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto5.jpg" alt="" width="440" height="270" /><div class="img-caption-text">Fading Away (1858)</div></div></div>
<p>Apesar da morbidez de <strong>Fading Away</strong>, que retrata uma jovem à beira da morte, esse melancólico e controverso retrato também é notório por ter sido a primeira fotomontagem da história. Tirada por <strong>Henry Peach Robinson</strong>, a foto é composta por cinco negativos que formaram uma única imagem.</p>
<h3 style="text-align: center;"> A PRIMEIRA FOTOGRAFIA COLORIDA</h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto8full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto8.jpg" alt="" width="440" height="360" /></a><div class="img-caption-text">Ribbon (1861); clique para ampliar</div></div></div>
<p style="text-align: left;">Utilizando um método de três cores sugerido pelo físico <strong>James Clerk Maxwell</strong> em 1855, o fotógrafo <strong>Thomas Sutton</strong> fotografou um laço e realizou a primeira foto utilizando cores da história. O processo foi aperfeiçoado e a primeira foto utilizando impressão no papel foi tirada alguns anos mais tarde, em 1877, pelo pioneiro fotógrafo francês <strong>Louis Ducos du Hauron</strong>:</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto9full.jpg"><img class=" " src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto9.jpg" alt="" width="440" height="300" /></a><div class="img-caption-text">Vista de Agen, na França (1877); clique para ampliar</div></div></div>
<h3 style="text-align: center;"><strong>A PRIMEIRA FOTO DIGITAL</strong></h3>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 440px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/foto10.jpg" alt="" width="440" height="440" /><div class="img-caption-text">Infant (1957)</div></div></div>
<p>Essa imagem digital, que originalmente continha a resolução de 176&#215;176 pixels, foi escaneada em 1957 pelo cientista da computação<strong> Russell A. Kirsch</strong>, que liderou um time responsável pelo primeiro computador programável internamente. A foto é um retrato de seu filho, na época com três meses. Graças a<strong> Kirsch</strong>, imagens de satélites, códigos de barras, tomografia computadorizada e editoração eletrõnica são possíveis.</p>
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		<title>[Filme] Rope</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 23:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Festim Diabólico]]></category>
		<category><![CDATA[James Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Rope]]></category>

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		<description><![CDATA[É o início de uma noite qualquer em Nova York quando uma câmera resolve abrir as cortinas de um apartamento qualquer para espionar o que está acontecendo lá dentro. Inicia-se então um plano sequência: tempo, espaço e ação. A ação, como frequentemente acontece nesses casos, é um homicídio: Brandon (John [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope1.png" alt="" width="350" height="518" /></p>
<p>É o início de uma noite qualquer em Nova York quando uma câmera resolve abrir as cortinas de um apartamento qualquer para espionar o que está acontecendo lá dentro. Inicia-se então um plano sequência: tempo, espaço e ação. A ação, como frequentemente acontece nesses casos, é um homicídio: <strong></strong><strong>Brandon</strong> (<strong>John Dall</strong>) e <strong></strong><strong>Philip</strong> (<strong>Farley Grander</strong>) estrangulam com uma corda o amigo e ex colega <strong></strong><strong>David</strong> (<strong>Dick Hogan</strong>) pouco antes da chegada dos convidados de uma festa que ambos haviam organizado no apartamento. Decidem então esconder o corpo em um velho baú na sala de estar, sobre o qual serão servidos os aperitivos para os convidados de honra da festa. E será o mais ilustre dos convidados, o professor <strong>Rupert Cadell</strong> (<strong>James Stewart</strong>), que suspeitando da ausência injustificada de <strong></strong><strong>David</strong>, tentará descobrir o que se esconde por trás do nervosismo crescente dos anfitriões.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope2.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p>Muitos consideram <strong>Rope</strong> (<strong>Festim Diabólico</strong> em português) como um experiência, um simples exercício estilístico do diretor que pode ser considerado não só o mestre do suspense, mas o mestre do voyerismo no cinema:<strong> Alfred Hitchcock</strong>. De fato, o conceito por trás da obra é o de fazer um filme inteiro sem cortes, utilizando um único plano sequência. De qualquer forma, naquele tempo tal conceito era impossível de ser realizado. Os maiores rolos de películas fabricados eram de mil pés e não duravam mais que dez minutos de gravação aproximadamente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope3.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p>Para corrigir o inconveniente, <strong>Hitchcock</strong> utilizou-se de algumas artimanhas de direção para tentar eliminar a sensação de corte para o espectador: criou a ilusão de um plano sequência único. Desta forma, a câmera a cada dez minutos se aproxima de um objeto escuro (muitas vezes de um casaco) e depois se distancia novamente, como se fosse um simples movimento de um único plano, quando na verdade o rolo de dez minutos  havia acabado e foi substituído por outro. Para resolver os inevitáveis problemas de mobilidade cênica da câmera, foram instaladas até mesmo pequenas rodas em cada peça do mobiliário dentro do apartamento, além de uma série de microfones fixos ao invés do uso de microfones móveis.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope4.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p>Outra característica que torna o filme intenso e muito interessante é a troca de papéis entre os personagens e o público. As únicas testemunhas do crime são os espectadores, que já no início do filme conhecem o rosto do assassino. Uma testemunha impotente, incapaz de revelar aos convidados da festa o segredo dos protagonistas e colocar um fim no mistério. E assim se desenvolve um espécie de suspense ao contrário, a personificação do público com os dois assassinos. Só eles sabem o que realmente aconteceu com <strong>David</strong> e só o público pode dividir e entender a tensão crescente de <strong>Brandon</strong> e <strong>Philip</strong>. Só o público consegue entender as insinuações, os comentários e quais atitudes dos anfitriões podem colocar em risco seu plano. Só o público e os assassinos podem capturar o lado grotesco de se utilizar a mesa onde são servidos os aperitivos como caixão, enquanto os convidados conversam e fazem piadas a sua volta sem imaginar o que realmente aconteceu naquele ambiente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope5.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p><strong>Brandon</strong> e <strong>Philip</strong> matam sem um razão aparente. Muitas teorias surgiram para explicar seus incoerentes motivos. Porém, a mais convincente e talvez menos oculta seja a relação do filme com o romance<strong> Crime e Castigo</strong>, de <strong>Dostoievsky</strong> (<a href="http://moonflux.com/2012/02/04/livro-crime-e-castigo/">já analisado no blog</a>) e a crítica ao Super Homem nietzschiano, ou pelo menos alguns de seus aspectos. Em Rope, não só os assassinos acabam no banco dos réus, mas os próprios motivos do crime. <strong>Brandon</strong>, que entre os dois é o mais cruel e cínico está convencido que o assassinato é uma arte reservada a um grupo seleto, um direito que lhes cabe devido a sua superioridade intelectual e social. Hitchcock se limita a sugerir, mas não é difícil entender que <strong>Brandon</strong> tenha premeditado tudo: o homicídio, a festa, e que até mesmo tenha convidado o professor <strong>Cadell</strong>, seu mentor e máximo exemplo de &#8220;ser superior&#8221;, para satisfazer seu ego e colocar em prática suas teorias ao acabar com a existência de um indivíduo (<strong>David</strong>), que a seu modo de ver não é digno de viver.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope8.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rope</strong> foi apreciado tanto pela crítica quanto pelo público devido a sua harmônica combinação de silêncio e diálogos firmes. Estimulante para espectadores prontos para uma nova aventura cinematográfica, envolvente do inicio ao fim, fazendo com que o observador, juntamente com a câmera, não consiga tirar os olhos da ação já na primeira sequência. É o primeiro filme em cores do diretor e também seu primeiro como produtor. Desta vez <strong>Hitchcock</strong> nos prova que talvez não seja possível cometer um crime perfeito, mas um um filme perfeito, sim.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/rope6.png" alt="" width="440" height="325" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1222" title="rating4-5stars" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating4-5stars.png" alt="" width="58" height="13" /></p>
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		<title>[Curtas] Mourir Auprès de Toi e The Queen is Dead</title>
		<link>http://moonflux.com/2012/02/13/curtas-mourir-aupres-de-toi-e-the-queen-is-dead/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 19:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Derek Jarman]]></category>
		<category><![CDATA[shorts]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Jonze]]></category>
		<category><![CDATA[The Smiths]]></category>

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		<description><![CDATA[Os curtas de hoje foram dirigidos por cineastas consagrados e aclamados, de eras não muito distantes e temáticas distintas, mas indubitavelmente talentosos. MOURIR AUPRÈS DE TOI Mourir Auprès de Toi (To Die by Your Side) é o último curta do cineasta Spike Jonze (diretor de Being John Malkovich) em parceria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os curtas de hoje foram dirigidos por cineastas consagrados e aclamados, de eras não muito distantes e temáticas distintas, mas indubitavelmente talentosos.</p>
<h2 style="text-align: center;">MOURIR AUPRÈS DE TOI</h2>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/mourir.jpg" alt="" width="430" height="303" /></p>
<p><strong>Mourir Auprès de Toi</strong> (<strong>To Die by Your Side</strong>) é o último curta do cineasta <strong>Spike Jonze</strong> (diretor de Being John Malkovich) em parceria com Simon Cahn, apresentado no Festival de Cannes e Locarno em 2011. Relizado em <em>stop motion</em> com mais de 3000 moldes de feltro cortados à mão pela designer de moda francesa<strong> Olympia Le-Tan</strong>, <strong>Mourir Auprès de Toi</strong> conta uma tragicômica história de amor que surge entre <strong>Mina Harker</strong>, de <strong>Dracula de Bram Stoker</strong>, e o esqueleto de <strong>Macbeth</strong>, que saem das capas dos livros quando a famosa livraria parisiense <strong>Shakespeare and Co.</strong> fecha suas portas.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="512" height="384"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xlsprn" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed wmode="transparent" src="http://www.dailymotion.com/swf/xlsprn" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="512" height="384"></embed></object></p>
<h2 style="text-align: center;">THE QUEEN IS DEAD</h2>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/smiths.jpg" alt="" width="430" height="298" /></p>
<p><strong>Derek Jarman</strong> tem o privilégio de estar entre os diretores que elevaram os videoclipes ao status de arte. O cineasta traduziu em 8mm a poesia musical do grupo inglês<strong> The Smiths</strong> utilizando-se de três de suas canções. O filme começa com a combinação da letra da canção <strong>The Queen is Dead</strong> em harmonia com uma frenética edição de imagens carregadas de simbologia que retratam a inquieta e revolucionária cultura <em>underground</em> londrina dos anos 80. Na sequência, com<strong> There is a Light that Never Goes Out</strong>, <strong>Derek</strong> conseguiu contornar um sério problema para a época: a censura homofóbica. O diretor soube transformar uma séria limitação em uma clara mensagem disfarçada de simplicidade utilizando-se de um aparente minimalismo que requer um pequeno esforço para que uma complexa realidade seja compreendida. O filme encerra com <strong>Panic</strong>, que depois ganhou uma segunda versão contendo imagens do curta mixadas com imagens de uma passagem de som de um concerto em Ottawa, em de agosto de 1986. O filme completo e a nova versão de <strong>Panic</strong> podem ser encontrados na coletânea <strong>The Smiths &#8211; The Complete Picture</strong>, lançada em VHS em 1992 e reeditada e relançada em DVD em 2004.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="420" height="336"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/x3cdw" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed wmode="transparent" src="http://www.dailymotion.com/swf/x3cdw" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="336"></embed></object></p>
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		<title>[Aplicativo] Timeline Movie Maker</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 19:43:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse interessante aplicativo de Facebook utiliza a sua timeline para formar um pequeno vídeo, coletando as fotos do usuário e alguns eventos marcados em seu perfil. O &#8220;curta&#8221; é personalizável; após assistí-lo uma vez, é possível alterar a música e as fotos utilizadas no mesmo. Além disso, o Timeline Movie [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1354" title="moviemaker" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/02/moviemaker.png" alt="" width="400" height="225" /></p>
<p>Esse interessante aplicativo de <strong>Facebook</strong> utiliza a sua <em>timeline</em> para formar um pequeno vídeo, coletando as fotos do usuário e alguns eventos marcados em seu perfil. O &#8220;curta&#8221; é personalizável; após assistí-lo uma vez, é possível alterar a música e as fotos utilizadas no mesmo. Além disso, o <strong>Timeline Movie Maker</strong> não compartilha automaticamente o resultado em seu perfil, você pode compartilhá-lo quando e como quiser.<br />
Uma curiosidade interessante para quem quer inovar um pouco diante de tantas atualizações e compartilhamentos iguais na rede social. Porém, aviso antecipadamente que dados como seu número de amigos, fotos e outras opções que podem estar ocultadas serão expostas no vídeo!</p>
<p><a href="http://www.timelinemoviemaker.com/" target="_blank">Clique aqui </a>para acessar o <strong>Timeline Movie Maker</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Filme] Blowup</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 13:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[1966]]></category>
		<category><![CDATA[Antonioni]]></category>
		<category><![CDATA[Blowup]]></category>
		<category><![CDATA[David Hemmings]]></category>
		<category><![CDATA[Italian cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Michelangelo Antonioni]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Redgrave]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1966, o cinema estava passando por mudanças cada vez maiores no mundo inteiro. O Hays Code, responsável pela censura da grande maioria dos filmes americanos desde 1934, estava perdendo suas forças, principalmente após o lançamento de Who&#8217;s Afraid of Virginia Woolf? (Quem Tem Medo de Virginia Woolf? em português), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup1.png" alt="" width="350" height="584" /></p>
<p>Em 1966, o cinema estava passando por mudanças cada vez maiores no mundo inteiro. O <em>Hays Code</em>, responsável pela censura da grande maioria dos filmes americanos desde 1934, estava perdendo suas forças, principalmente após o lançamento de <strong>Who&#8217;s Afraid of Virginia Woolf?</strong> (<strong>Quem Tem Medo de Virginia Woolf?</strong> em português), adaptação da peça homônima dirigida por Mike Nichols. Apesar de não conter nenhuma cena sexual, a carga dramática e os palavreados ditos pelos personagens seriam o suficiente para que o filme jamais chegasse aos cinemas, mas quando o fez, obteve um sucesso inimaginável até mesmo para os produtores do filme. Esse e <strong></strong><strong>Blowup</strong> (<strong>Blowup &#8211; Depois Daquele Beijo</strong> em português), o primeiro filme em inglês do diretor italiano <strong>Michelangelo Antonioni</strong>, são considerados os grandes responsáveis pela extinção do código em favor de um sistema de avaliação mais liberal e especificamente apropriado para cada filme.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup3.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p><strong>Blowup</strong> teve como inspirações principais a história<strong> Las babas del diablo</strong>, escrita em 1959 pelo argentino <strong>Julio Cortázar</strong>, e também pela vida do fotógrafo londrino <strong>David Bailey</strong>. O roteiro tem uma premissa bastante simples: um dia na vida do fotógrafo <strong>Thomas</strong> (<strong>David Hemmings</strong>), que apesar de talentoso, é um homem arrogante, egocêntrico e mesquinho, que não faz questão alguma de ser simpático nem mesmo com as modelos que fotografa. Após fotografar pessoas no parque sem autorização, a mulher fotografada (<strong>Vanessa Redgrave</strong>) implora para que as fotos sejam devolvidas, o que <strong>Thomas</strong>, que está prestes a publicar suas fotos em uma coletânea em breve, imediatamente nega e vai embora. O que ele não imaginava é que essas fotos escondiam um segredo que repercutiria durante todo o resto do seu dia. Ou não&#8230; será?</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup4.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p>Visualmente falando, <strong>Blowup</strong> é um grande retrato dos anos 60; desde a abertura até o fim, tudo é estritamente sessentista e retratado como tal. Os jovens revolucionários, as festas regadas a sexo, drogas e álcool, os mímicos, os carros, os <em>hippies</em>&#8230; assistir ao filme atualmente é uma experiência única, uma sensação de viagem no tempo inexplicável. Pode até parecer que <strong>Antonioni</strong> o fez propositalmente, para que essa marcante época fosse registrada em sua película e que todas as futuras gerações pudessem acompanhar esse registro em épocas posteriores.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup11.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p>Mas é na temática em que <strong>Blowup</strong> demonstra sua maior importância. Como dito anteriormente no texto, o filme foi um dos maiores responsáveis pela abolição do Hays Code nos EUA. As cenas de nudez, sexo, uso de drogas e os palavreados proferidos no filme eram uma verdadeira transgressão para a época, e obviamente o filme não foi aprovado pelo código. Foi então que a <strong>MGM</strong> lançou o filme através de uma subsidiária, criada especialmente para distribuir <strong>Blowup</strong>, e o resultado foi uma bilheteria de 20 milhões de dólares &#8211; o equivalente a 120 milhões de dólares nos dias de hoje &#8211; muitas vezes mais do que seu orçamento, de 1,8 milhões.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup6.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p><strong>Blowup</strong> foi o grande responsável pela ascenção na carreira dos atores <strong>David Hemmings</strong> e <strong>Vanessa Redgrave</strong> e contém referências curiosas em várias de suas cenas. Uma das cenas mais marcantes do filme é o show da banda <strong>The Yardbirds</strong>, em um nightclub com uma plateia bastante apática. Essa cena, que pode ser descrita como uma metáfora para todo o filme, também está repleta de curiosidades: entre a plateia podemos ver Michael Palin, do grupo britânico de comédia<strong> Monty Python</strong>. Na porta do clube há um anúncio com os dizeres <em>&#8220;Here lies <strong>Bob Dylan</strong> Passed Away Royal Albert Hall 27 May 1966 R.I.P</em>&#8220;, uma referência ao marcante e famosíssimo show do cantor, onde ele abandonou seus arranjos tradicionais de voz e violão em troca de guitarras elétricas e uma banda completa. Logo abaixo, há uma caricatura do primeiro ministro britânico na época, <strong>Harold Wilson</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup9.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p>Essas não são as únicas curiosidades de <strong>Blowup</strong>; logo no início do filme, <strong>Thomas</strong> está realizando um ensaio fotográfico com a modelo russa <strong>Verushka</strong>, na época um ícone da moda. Também há a presença de<strong> Jane Birkin</strong>, com somente vinte anos, como uma das garotas que abordam <strong>Thomas</strong> durante boa parte do filme, implorando para serem fotografadas. <strong>Jane</strong> se tornou uma grande cantora e estrela do cinema francês não muito tempo mais tarde.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup7.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p>Mas se podemos falar sobre um defeito de <strong>Blowup</strong>, ele está justamente no roteiro. Se o filme causou um grande impacto por sua temática e pela controvérsia que causou, em matéria de roteiro ele deixa a desejar. A história parece ser deixada de lado aos poucos no decorrer do filme, e o grande mistério por trás da trama pode decepcionar alguns espectadores. Porém, devemos levar em consideração de que o filme, retratado como é, não poderia chegar em lugar algum; ele começa e termina da mesma forma e as metáforas estão presentes para que possamos interpretá-las da maneira que desejarmos.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup10.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p>Por outro lado, filmes de roteiros &#8220;inconclusivos&#8221; são uma marca registrada de <strong>Antonioni</strong>, e isso jamais interferiu em obras-primas do diretor, como<strong> L&#8217;Avventura</strong> (<strong>A Aventura</strong>), de 1960, muito menos retiram seu mérito por ter dirigido <strong>Blowup</strong> &#8211; mesmo assim, no final da película, podemos ficar com uma sensação de &#8220;queria mais&#8221;. Portanto, já aviso antecipadamente que a história não é o forte do filme &#8211; embora o fato de que possamos sentir algum tipo de simpatia por um protagonista tão apático é uma prova de que ele cumpre seu papel.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup8.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p><strong>Blowup</strong> é um filme para ser assistido sem esperar absolutamente nada, muito menos uma conclusão e tampouco tentar compreendê-lo. É um filme para ser apreciado como uma obra de arte, onde não é necessário entender para apreciar. E principalmente, devemos considerar o valor histórico do filme, a representação da época em que foi realizado e o quão importante foi para a liberdade artística no cinema nos anos 60, algo que muitos filmes (como o abominável <strong>Showgirls</strong>) tentaram em outras décadas e falharam miseravelmente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup2.png" alt="" width="420" height="242" />Para quem não está familiarizado com os filmes de <strong>Antonioni</strong>, eu também recomendo que esse não seja seu primeiro filme do diretor. Por isso, recomendo que comece por seus filmes mais acessíveis, como <strong>Professione: reporter</strong> (<strong>Profissão: Repórter</strong>), de 1975, estrelando<strong> Jack Nicholson</strong> e<strong> Maria Schneider</strong>, para ir se acostumando com o trabalho do diretor, e em seguida a trilogia <strong>L&#8217;Avventura</strong>, de 1960, <strong>La Notte</strong> (<strong>A Noite</strong>), de 1961, e<strong> L&#8217;Eclisse</strong> (<strong>O Eclipse</strong>), de 1962, para adaptar-se com a obra de Antonioni e assistir <strong>Blowup</strong> conhecendo sua marca registrada e seu estilo de direção, que embora não seja apropriado para todos, causou uma revolução inegável e foi um grande marco artístico na história do cinema. E ainda é.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/blowup5.png" alt="" width="420" height="242" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><strong>AVALIAÇÃO:</strong><br />
<strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1223" title="rating5stars" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating5stars.png" alt="" width="65" height="13" /></strong></p>
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		<title>[Diretor] François Truffaut</title>
		<link>http://moonflux.com/2012/02/07/diretor-francois-truffaut/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 01:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Doinel]]></category>
		<category><![CDATA[cinema francês]]></category>
		<category><![CDATA[François Truffaut]]></category>
		<category><![CDATA[Truffaut]]></category>

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		<description><![CDATA[Estaria completando 80 anos em 2012 um dos sinônimos do cinema francês contemporâneo, François Truffaut. Nascido em Paris, em 6 de fevereiro de 1932, filho de uma secretária, sem saber a identidade de seu pai biológico, foi reconhecido pelo marido de sua mãe, o arquiteto Roland Truffaut. Apesar disso, François [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut2.jpg" alt="" width="430" height="327" /><div class="img-caption-text">François Truffaut durante as gravações de seu filme Fahrenheit 451</div></div></div>
<p>Estaria completando 80 anos em 2012 um dos sinônimos do cinema francês contemporâneo, <strong>François Truffaut</strong>. Nascido em Paris, em 6 de fevereiro de 1932, filho de uma secretária, sem saber a identidade de seu pai biológico, foi reconhecido pelo marido de sua mãe, o arquiteto<strong> Roland Truffaut</strong>. Apesar disso, François não viveu com seus pais, mas sim com os avós. Com a avó materna, aprendeu a escrever e descobriu o mundo da literatura, pelo qual se apaixonou.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut6full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut6.jpg" alt="" width="430" height="290" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
<p><strong>Truffaut</strong> mostrava desde cedo a intolerância com o sistema escolar, descobrindo logo cedo a paixão pelo cinema (deixava de frequentar as aulas para freqüentar as sessões dos cinemas parisienses) o que lhe rendeu um péssimo desempenho escolar, tendo sido expulso algumas vezes e passado por diversas instituições até abandonar os estudos definitivamente aos 14 anos e começar a trabalhar. Mas o fascínio pelo cinema o devorava e <strong>François</strong> pediu demissão. Com dinheiro do acordo abre um cine-clube, o <em>Cercle Cinémane</em>. Mas para mantê-lo, visto que corria o risco de fechar as portas, <strong>Truffaut</strong> cometeu um pequeno furto, pelo qual foi condenado e mandado para um reformatório.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut5full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut5.jpg" alt="" width="430" height="321" /></a><div class="img-caption-text">Truffaut e Godard; clique para ampliar</div></div></div>
<p>Quando seu destino parecia já escrito, <strong>Truffaut</strong> conheceu o crítico <strong>André Bazin</strong>, que o encorajou a escrever seus primeiros artigos sobre críticas cinematográficas na importante revista <em>Cahiers du Cinéma</em>, onde teve contato com outros diretores como <strong>Jean-Luc Godard</strong> e <strong>Eric Rohmer</strong>. Desse encontro eclodiu a<em> Nouvelle Vague</em>, movimento cinematográfico que exerceu grande papel na revolução do cinema francês. Nesse período, <strong>François</strong> se tornou maior de idade e passou a levar uma vida mais regrada passando a morar sozinho em um pequeno apartamento. Durante uma das tardes que se dedicava a ir ao cinema <strong>Truffaut</strong> conheceu uma mulher mais velha e se apaixonou. Logo após conhecê-la se mudou para um apartamento de frente ao seu, passando a freqüentar sua casa, conhecendo seus pais e fazendo o possível para estar sempre presente. Mas tudo o que conseguiu foi ser taxado como uma pessoa inconveniente. Esse amor juvenil não rendeu frutos, mas inspirou a história de um de seus filmes, <strong>L&#8217;amour à Vingt Ans</strong> (<strong>Amor aos Vinte Anos</strong>). Devido a recente desilusão amorosa, partiu para o serviço militar. Mas seu temperamento rebelde e sua insubordinação acabaram mandando-o para a prisão, de onde fugiu, sendo então considerado um desertor. <strong>Bazin</strong> mais uma vez o socorreu.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut1.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut1x.jpg" alt="" width="430" height="289" /></a><div class="img-caption-text">Famosa cena de Os Incompreendidos; clique para ampliar</div></div></div>
<p>Após esse período turbulento, <strong>Truffaut</strong> conseguiu enfim superar os problemas e finalmente mergulhar no mundo do cinema trabalhando durante três anos com <strong>Roberto Rosellini</strong>, que o aproximou ainda mais do cinema europeu. Em 1959, foi lançado seu primeiro longa metragem, <strong>Les Quatre Cent Coups</strong> (<strong>Os Incompreendidos</strong>) filme autobiográfico e grande vencedor em Cannes, um drástico contraste com o cinema francês de até então e um dos maiores representantes da<em> Nouvelle Vague</em>. O filme foi a base para a construção de seu personagem mais conhecido, <strong>Antoine Doinel</strong>, interpretado por <strong>Jean-Pierre Léaud</strong>, na época com 14 anos. O personagem de <strong>Doinel</strong> permitiu a <strong>Truffaut</strong> a realização de um importante experimento cinematográfico: acompanhar a vida de um personagem em suas diversas fases. Desta forma, <strong>Antoine</strong> aparece como protagonista de vários filmes como alterego do próprio diretor: <strong>L&#8217;amour à Vingt Ans</strong>, no episódio <strong>Antoine et Colette</strong>;<strong> Baisers Volérs</strong> (<strong>Beijos Proibidos</strong>); <strong>Domicile conjugal</strong> (<strong>Domicílio Conjugal</strong>) e <strong>L&#8217;amour en Fuite</strong> (<strong>Amor em Fuga</strong>).</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut7full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut7.jpg" alt="" width="430" height="479" /></a><div class="img-caption-text">Truffaut e Léaud durante as gravações de Os Incompreendidos; clique para ampliar</div></div></div>
<p>Mas o universo de <strong>Truffaut</strong> vai muito além de <strong>Antoine Doinel</strong>. Entre suas mais importantes obras estão<strong> Tirez sur le Pianiste</strong> (<strong>Atirem no Pianista</strong>), uma homenagem ao cinema noir americano com técnicas da <strong>Nouvelle Vague</strong>; e <strong>Jules et Jim</strong>, que inovou o próprio movimento ao contar a história de um triângulo amoroso baseado no romance homônimo de<strong> Henri-Pierre Rochè</strong>. O filme foi um grande sucesso na época e levou o diretor a ser conhecido por um público mais amplo; em <strong>Fahrenheit 451</strong> (seu primeiro filme a cores e em inglês), baseado no livro de <strong>Ray Bradbury</strong>, fica evidente sua paixão pela literatura e a liberdade de pensamento. <strong>Truffaut</strong> também fez uma homenagem a <strong>Alfred Hitchcock</strong> (o qual entrevistou diversas vezes, tais entrevistas foram compiladas em forma de livro e publicadas posteriormente), em<strong> La mariée était en Noir</strong> (<strong>A Noiva Estava de Preto</strong>). O diretor também atuou em alguns de seus filmes, como <strong>L&#8217;enfant Sauvage</strong> (<strong>O Garoto Selvagem</strong>),<strong> La chambre verte</strong> (<strong>O Quarto Verde</strong>) e em uma de suas melhores obras, <strong>Le Nuit Américaine</strong> (<strong>A Noite americana</strong>), sua homenagem ao cinema. <strong>Truffaut</strong> tornou-se ainda mais reconhecido fora da Europa ao representar o cientista francês<strong> Claude Lacombe</strong> no clássico longa<strong> Close Encounters of the Third Kind</strong> (<strong>Contatos Imediatos de Terceiro Grau</strong>), de<strong> Steven Spielberg</strong>, um grande fã de <strong>François</strong> que não hesitou em escolhê-lo como um dos protagonistas de seu filme.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut10.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut10x.jpg" alt="" width="430" height="241" /></a><div class="img-caption-text">Jean-Pierre Léaud, em Antoine et Colette, comparando-se com seu retrato de quando tinha 14 anos</div></div></div>
<p>Além de filmes que retratam seu estado de espírito e um pouco de seu estilo de vida, <strong>Truffaut</strong> também se relacionou com algumas de suas atrizes como <strong>Jeanne Moreau</strong>, <strong>Catherine Deneuve</strong> e <strong>Fanny Ardant</strong>. Depois de terminar seu último filme, <strong>Vivement dimanche!</strong> (<strong>De Repente, Num Domingo</strong>), onde novamente homenageou o amigo <strong>Hitchcock</strong>, a essa altura já falecido, o diretor foi diagnosticado com um tumor no cérebro que o levou rapidamente a morte, em 21 de outubro de 1984, com apenas 52 anos. Porém, seu talento sempre continuo e sua coerência estilística do primeiro ao último filme fizeram de<strong> François Truffaut</strong> o maior (e mais teórico) diretor da<em> Nouvelle Vague</em>, da França e do mundo.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut8full.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/truffaut8.jpg" alt="" width="430" height="384" /></a><div class="img-caption-text">Claude Lelouch, Jean-Luc Godard, Francois Truffaut, Louis Malle e Roman Polanski; clique para ampliar</div></div></div>
<p>Alguns trailers de seus filmes:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Les quatre cents coups</strong>:<br />
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/i89oN8v7RdY" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jules et Jim:</strong><br />
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/ksyUySDjEYU" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fahrenheit 451:</strong><br />
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/7cQ-yGCyjyM" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tirez sur le pianiste:</strong><br />
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/3Qm2ip1q5Q0" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
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		<title>[HQ] Superman vs. Muhammad Ali</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 00:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comics & HQ's]]></category>
		<category><![CDATA[Ali]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Superman]]></category>
		<category><![CDATA[Superman vs Muhammad Ali]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos anos 60 e 70, diversas histórias da DC Comics estrelavam o personagem ícone da editora, Superman, ao lado de pessoas reais como Bob Hope, John F. Kennedy, Jerry Lewis e Pat Boone, além de já ter enfrentado Hitler e Stalin durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1977, o quadrinista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/superali.jpg" alt="" width="400" height="533" /></p>
<p>Nos anos 60 e 70, diversas histórias da DC Comics estrelavam o personagem ícone da editora,<strong> Superman</strong>, ao lado de pessoas reais como<strong> Bob Hope, John F. Kennedy, Jerry Lewis</strong> e <strong>Pat Boone</strong>, além de já ter enfrentado Hitler e Stalin durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1977, o quadrinista <strong>Dennis O&#8217;Neil</strong> elaborou uma história que colocava o Homem de Aço contra um dos boxeadores mais famosos da história: <strong>Muhammad Ali</strong>, na época campeão de peso pesado. Seu colega <strong>Neal Adams</strong> foi o responsável pela adaptação do roteiro para os quadrinhos, também atuando como desenhista. A HQ sofreu vários atrasos e acabou sendo publicada somente um ano depois, quando <strong>Ali</strong> já não era mais um campeão (apesar de ter recuperado o título algum tempo após o lançamento da HQ); mas isso não alterou em nada a importância histórica desse especial.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 420px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/06.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/supes06.jpg" alt="" width="420" height="561" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
<p>A história começa de uma forma bastante típica da época em que foi lançada, com o personagem <strong>Rat&#8217;Lar</strong>, criado especialmente para essa história, o líder de uma raça alienígena chamada <strong>Scrubb</strong> ameaçando a Terra de destruição, a menos que o maior lutador do planeta enfrente o <strong>Scrubb</strong> mais poderoso. <strong>Superman</strong> e <strong>Muhammad Ali</strong> se oferecem como voluntários, mas <strong>Ali</strong> aponta que <strong>Superman</strong> não só não pertence à Terra, como também seria injusto pelo fato do mesmo possuir superpoderes; dessa forma, o boxeador aponta a si mesmo como a escolha óbvia para encarar os invasores.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 420px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/08.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/supes07.jpg" alt="" width="420" height="562" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
<p>É então que<strong> Rat&#8217;Lar</strong> propõe que ambos lutem para decidir quem é o melhor lutador em um ringue de boxe. Para que a luta seja justa, ambos lutariam em seu planeta natal, orbitado por um sol vermelho, que anula os poderes de <strong>Superman</strong>. <strong>Ali</strong> treina <strong>Superman</strong> no boxe como um preparo para a luta, que será transmitida para o universo inteiro. O resultado pode ser visto na própria HQ, pois de forma alguma estragarei a surpresa aqui!</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 420px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/14.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/supes14.jpg" alt="" width="420" height="565" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
<p><strong>Superman vs. Muhammad Ali</strong> foi um marco na história dos quadrinhos. Foi a primeira comic <em>one-shot</em> de 72 páginas a estrelar um personagem de HQ ao lado de uma celebridade, além de ter ajudado a aumentar a popularidade de ambos, tanto do personagem quanto do boxeador. O que parecia ser um absurdo até mesmo para os editores da DC acabou se transformando em um clássico. O desenho está muito à frente de sua época, o traço é superior ao de  muitas comics lançadas atualmente. O roteiro é um tanto previsível, mas ler conto tipicamente setentista certamente agradará tanto saudosistas quanto novos leitores. Além do mais, uma história simples, mas bem conduzida, pode acabar em um ótimo resultado, o que é o caso desse especial.</p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 430px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/000fcbc.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/superali1.jpg" alt="" width="430" height="285" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
<p>A capa de<strong> Superman vs. Muhammad Al</strong>i é uma das mais famosas já ilustradas para uma HQ. A grande maioria das pessoas ilustradas como espectadores da luta são personificações de celebridades, políticos, esportistas, além de, obviamente, outros super heróis da empresa. Inicialmente, a capa foi desenhada pelo consagrado <strong>Joe Kubert</strong>, mas a torcida era formada apenas por pessoas normais. Foi quando <strong>Neal Adams</strong> refez a capa, baseando-se no modelo de <strong>Kubert</strong>, com todos os famosos que figuram na capa final. Para descobrir quem são todos, verifique a imagem no final do post. <strong><br />
Superman vs. Muhammad Ali</strong> foi relançado no Brasil no final de 2011, pela Panini Comics, em edição especial, que contém texto introdutório do próprio <strong>Adams</strong>, além de um posfácio escrito por<strong> Janette Kahn</strong> e vários esboços.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="rating" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating.png" alt="" width="50" height="13" /><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>LISTA DE CELEBRIDADES:<br />
</strong></p>
<div class="img-caption aligncenter" style="width: 420px"><div class="img-caption-inside"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/000ifc.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/superali2.jpg" alt="" width="420" height="559" /></a><div class="img-caption-text">Clique para ampliar</div></div></div>
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		<title>[Filme] Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 04:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Apichatpong Weerasethakul]]></category>
		<category><![CDATA[cinema tailandês]]></category>
		<category><![CDATA[uncle boonmee]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns diretores dividem radicalmente opiniões, são amados ou odiados. Apichatpong Weerasethakul, ou Joe, como é normalmente chamado no ocidente, é um diretor tailandês que fundou sua própria estética, o que lhe rendeu um discreto sucesso de crítica e público mesmo aqui no ocidente. Impermeável às críticas, sabe que tem muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee.png" alt="" width="420" height="566" /></p>
<p>Alguns diretores dividem radicalmente opiniões, são amados ou odiados.<strong> Apichatpong Weerasethakul</strong>, ou Joe<strong>,</strong> como é normalmente chamado no ocidente, é um diretor tailandês que fundou sua própria estética, o que lhe rendeu um discreto sucesso de crítica e público mesmo aqui no ocidente. Impermeável às críticas, sabe que tem muito a mostrar, e o faz do modo que quer. <strong>Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives</strong> (<strong>Loong Boonmee raleuk chat</strong> no título original, <strong>Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas </strong>em português<strong></strong>) é o seu sexto longa metragem, que ganhou mais notoriedade após a vitória em Cannes 2010, levando o <em>Palme d&#8217;Or</em>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee1.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p><strong>Boonmee</strong> é um apicultor que vive em uma região remota e selvagem da Tailândia, onde a modernidade chega através de uma TV de baixa definição e pelas histórias que os parentes trazem da cidade. Sofrendo gravemente de insuficiência renal e sabendo que está com seus dias contados, o protagonista dedica seus últimos dias a reencontrar os fantasmas do passado imerso na selva onde nasceu.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee2.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p>Mas o título do filme pode enganar: a memória das reencarnações anteriores não é na realidade o eixo temático do filme e nem o ponto central de sua narrativa, que vai mais além e se aprofunda na inquietação de um homem diante do mistério da existência, atormentado por reflexões e dúvidas que possivelmente não tinha ou não pensava quando era saudável. A fé na teoria da transmigração das almas permite a Boonmee reviver experiências passadas e viver situações místicas, de comunicar-se com os espíritos da floresta que o fazem refletir sobre sua própria experiência humana.<br />
Imerso no verde de sua floresta, <strong>Boonmee</strong> se perde no interior da paisagem até alcançar uma perfeita simbiose com o meio.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee3.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p>Mais que o elemento humano, o verdadeiro protagonista do filme é a natureza, enquadrada incansavelmente pela câmera fascinada de <strong>Weerasethakul</strong>. A floresta é um lugar de espíritos, seres mitológicos, tradições e janelas abertas através das quais o espaço externo se faz visível. Da janela do carro aberta em uma das primeiras sequências do filme (o contato com a natureza) à janela fechada de um quarto de hotel no final. O contrapeso se faz através dos espaços apertados de uma cidade onde o homem se despe de suas próprias tradições e se esquece da importância dos entes queridos e suas origens.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee4.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p><strong>Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives</strong> é uma interessante experiência visual, sensorial, lírica e reflexiva, talvés um pouco indigesto e incompreensível, pelo menos para o público habituado com o padrão do cinema ocidental. O filme tem um ritmo muito lento, pouquíssimos movimentos de câmera, e um estilo que o público ocidental não está muito acostumado. Os enquadramentos fixos do diretor são preenchidos por paisagens onde os personagens parecem ser engolidos pelo verde da obscura floresta. Mas o filme agradou<strong> Tim Burton</strong> e possivelmente agradaria a<strong> Pier Paolo Pasolini</strong> pela alusão a um cinema que denuncia a perda da cultura e das próprias raízes através de uma história contada de forma convincente e corajosa.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee5.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p>Um filme feito de silêncio, solidão, ambientes hostis (ainda que exploráveis) que trata do retorno às próprias origens levando o homem ao interior do útero da terra, onde é destinado a terminar seus dias a espera de uma sucessiva reencarnação.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/boonmee6.png" alt="" width="420" height="233" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:</strong><br />
<strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="rating" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/rating.png" alt="" width="50" height="13" /></strong></p>
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