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[Jogos] Especial Castlevania – Parte III

[Jogos] Especial Castlevania – Parte III
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Na primeira parte dessa matéria, todos os jogos da série Castlevania lançados entre 1987 e 1994 foram avaliados separadamente. Já na segunda parte do especial, foram abordados os jogos lançados entre 1997 e 2003. Para a conclusão, avaliei todos os que foram lançados entre 2005 e 2011. Títulos como Kid Dracula, Castlevania: Order of Shadows, Castlevania: Harmony of Despair, e Castlevania Puzzle: Encore of the Night, que não fazem parte da série oficialmente, e Castlevania Judgement, uma vergonha para a série inteira, não foram incluídos.


CASTLEVANIA: DAWN OF SORROW

Castlevania: Dawn of Sorrow é continuação direta do excelente Aria of Sorrow, para GameBoy Advance. No Japão, o título retomou o título Akumajo Dracula, ganhando o subtítulo Sogetsu no Jujika (algo como A Cruz da Lua Azul em português), e foi anunciado como um dos títulos de peso do Nintendo DS pouco após seu lançamento.

A história se passa um ano após Aria, onde o protagonista Soma Cruz, com a ajuda de seus aliados, venceu a força maligna que predominava no castelo ressurgido, ao mesmo tempo em que descobriu mais sobre si mesmo e suas verdadeiras origens. Quando tudo parecia estar em paz, durante um passeio que fazia com sua namorada Mina Hakuba, eis surge uma mulher, identificando-se como Celia Fortner, evocando diversos monstros na cidade. Arikado, do jogo anterior, aparece para ajudar Soma a destruir os monstros. É então que Soma absorve a alma de um dos monstros, o que é uma grande surpresa, pois Soma acreditava ter perdido seus poderes. Arikado pede para que Soma não procure por Celia para seu próprio bem, porém ele faz o completo oposto, descobrindo através de Hammer a localização do culto, onde descobre o plano de Celia: ressuscitar Dracula através de um dos candidatos a ressurreição do lorde negro, Dmitrii Blinov e Dario Bossi, ambos nascidos no mesmo dia em que Dracula foi destruído.

Em matéria de jogabilidade, Dawn of Sorrow mantém-se parecido com o jogo anterior, onde é possível absorver almas dos monstros e utilizá-las como armas ou habilidades. Em relação a Aria, o conceito foi levemente melhorado, já que dessa vez Soma pode equipar duas configurações de almas diferentes, alternando-as livremente com um botão. Porém, essa habilidade só é conquistada após coletar a alma Doppleganger. Dawn também faz bastante uso da tela de toque do Nintendo DS; o mapa é visto na tela de cima, assim como os status do personagem, e o jogador é obrigado a utilizar a stylus (caneta do DS) para quebrar obstáculos em alguns momentos. Também foi introduzido o sistema Magic Seal, única forma de destruir os bosses do jogo, onde é necessário utilizar a stylus para desenhar um padrão que se forma na tela para selar o oponente de uma vez por todas. Dawn of Sorrow é o único jogo de toda a série a utilizar esse sistema.

O level design rebuscado e complexo das fases era o mais próximo que a série já havia chegado perto de Symphony of the Night até o momento, ainda que o título do Playstation / Saturn nunca tenha sido superado nesse quesito. Para aumentar o fator replay do jogo, há também diversos finais distintos, como de costume na série. Uma curiosidade: só é possível habilitar o modo em que J é controlável, assim como Yoko e Arikado, caso o jogador consiga o final ruim, pois esse modo é uma sequência (non-canon) direta desse final.

Em questão de gráficos, Dawn of Sorrow demonstra muito bem a capacidade do Nintendo DS, com ótimos efeitos de transparência, neve, sombra, iluminação e até mesmo uma abertura em anime logo no início do jogo. Por outro lado, o jogo abandona o excelente character design de Ayami Kojima para dar lugar a um estilo de anime genérico, fazendo com que os personagens percam muita identidade, além de que esse estilo não combina em absurdamente nada com o jogo. Se há um ponto fraco em Dawn of Sorrow, é justamente esse retrocesso nas ilustrações. E embora a trilha sonora composta por Masahiko Kimura seja muito boa, ainda não está ao nível das obras primas compostas por Michiru Yamane; a diferença entre as composições de ambos para o jogo é perceptível!

Mas isso não muda o fato de que Dawn of Sorrow é um grande título para o Nintendo DS, daqueles que valem a pena comprar o portátil somente para jogá-lo. Pode ser considerado uma continuação à altura de Aria of Sorrow e um excelente Castlevania. Porém, não o recomendo para quem nunca jogou Aria, pois o jogo entrega spoilers de seu antecessor logo na abertura, que tentei evitar ao máximo nesse post!

AVALIAÇÃO:

Curiosidades:

  • Há um diálogo oculto entre J e Hammer, cortado na versão final, que sugere que Hammer poderia ter sido jogável no modo alternativo do jogo. É uma pena que o personagem tenha sido removido desse modo.
  • A versão japonesa contém alguns samples vocais para os personagens. Yoko, por exemplo, diz “okaeri!” (“bem vindo de volta!“) ao encontrar Soma, enquanto Hammer diz “irashai!” (“bem vindo!“) quando Soma compra algum de seus ítens. Todos os samples foram removidos da versão americana, que também traduziu erroneamente alguns nomes (Agni se tornou Aguni).

CASTLEVANIA: CURSE OF DARKNESS

Apenas dois meses após o lançamento de Dawn of Sorrow, eis que surge o quarto título em 3D da série e o segundo lançado para o Playstation 2. Castlevania: Curse of Darkness também marcou a estreia da série no Xbox, console da Microsoft. Diferente de seu antecessor para os consoles desta geração, Curse of Darkness retomou o título original da série, sendo intitulado como Akumaj? Dracula: Yami no Juin (o subtítulo pode ser traduzido como Maldição Escura) para seu lançamento japonês, onde foi lançado somente para o console da Sony, devido à baixa popularidade do console ocidental por lá (embora o jogo tenha sido lançado para o Xbox no restante da Ásia, mas em inglês). Assim como todos os Castlevanias em 3D anteriores, este foi lançado primeiro na América do Norte.

Três anos após Trevor Belmont ter destruído Dracula (em Castlevania III: Dracula’s Curse), sua maldição anda percorre por toda a Europa, espalhando doenças e violência por todo o continente. É então que o jogo nos apresenta o protagonista Hector, conhecido como “The Devil-forgemaster“, ex-servo de Dracula, que cansado de tanta morte e destruição, abandonou Castlevania em troca de uma vida normal entre humanos. Hector conseguiu viver em paz até o dia em que sua noiva Rosaly foi acusada de bruxaria e queimada na fogueira, e ao descobrir que seu assassinato foi mandado por seu antigo colega Isaac, Hector parte novamente para o castelo de seu antigo mestre, para vingar-se e destruir todo o mal causado por ambos.

Dentro do castelo, ele encontra personagens como Julia, uma bruxa que também procura por Isaac, e que possui grande semelhança com Rosaly; Zead, guardião que aparentemente quer matar Dracula a qualquer custo; e St. Germain, viajante do tempo que deseja destruir a Morte e impedir que Hector prossiga em sua jornada. Curse of Darkness tem vários pontos de sua história desenvolvidos e esclarecidos por um mangá, que chegou a ser traduzido para o inglês e lançado no ocidente, que serve como um prólogo para o jogo.

Diferente de Lament of Innocence, que trazia somente cinco (seis, contando com a última) áreas para o jogador explorar individualmente, Curse of Darkness segue um estilo mais próximo dos jogos 2D da série, apresentando um grande castelo de áreas interligadas para exploração. O jogo também apresenta os innocent devils, criaturas desenvolvidas pelo próprio Hector (ele é um devil-forgemaster, afinal de contas) para auxiliá-lo em sua jornada, seja derrotando inimigos ou resolvendo puzzles. Eles são similares aos familiares de Symphony of the Night, porém muito mais variados e necessários no decorrer do jogo.

Os gráficos estão acima da média, apresentando ângulos de câmera diferentes de seu antecessor 3D e uma jogabilidade bastante melhorada. Mas Curse of Darkness peca em seu level design absurdamente repetitivo, fato que também atrapalhava bastante em Lament; parece que atravessamos exatamente a mesma sala diversas vezes! E considerando que os mapas são bastante confusos, isso realmente não é difícil de acontecer. Quanto a trilha sonora, composta por Michuru Yamane, é um dos pontos mais fortes de CoD, como já era de se esperar.

Curse of Darkness é um interessante título de aventura para o Playstation 2 e para o Xbox, mas para se jogar em pequenas doses diárias. A história se torna cada vez mais interessante e intrigante durante o prosseguimento no jogo, e o sistema de innocent devils é bem divertido. Também recomendo a leitura do mangá, caso consigam encontrá-lo, para melhor compreensão da história. É uma pena que o jogo tenha falhado em seu level design, que poderia ser muito melhor, dessa forma consertando uma das maiores reclamações de Lament of Innocence.

AVALIAÇÃO:

Curiosidades:

  • Como de costume, há um modo extra ao terminar o jogo, que permite que o jogador controle outro personagem na aventura principal. Para descobrir quem é, selecione o texto a seguir: Trevor Belmont, de Castlevania III: Dracula’s Curse, que também figura na história de Hector, inicialmente como um boss e posteriormente como aliado em sua jornada contra Dracula.
  • Esse é um dos únicos jogos da série, senão o único, a não possuir morcegos como inimigos em lugar algum.
  • O visual do personagem St. Germain inspirou o personagem Aeon, de Castlevania Judgement, para Wii. Aeon também é um viajante do tempo que deseja impedir um dos vilões. Uma das roupas de Aeon no jogo possui a mesma coloração dos trajes de St. Germain.


Agradecimentos a Bruno Ferrari pela colaboração.


CASTLEVANIA: PORTRAIT OF RUIN

Segundo título da série para o Nintendo DS, Akumajo Dracula: Gallery of Labyrinth foi lançado em novembro de 2006, ganhando seu lançamento ocidental como Castlevania: Portrait of Ruin menos de um mês depois. Portrait of Ruin teve um lançamento muito aguardado após as notícias de que seria possível controlar dois personagens ao mesmo tempo, sonho antigo dos fãs de Castlevania, e de que o consgrado (e talentosíssimo) compositor Yuzo Koshiro colaboraria com a trilha sonora, composta principalmente por Michiru Yamane.

Ambientado em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, Portrait of Ruin é a continuação de um jogo querido pelos fãs, mas que parecia ter sido esquecido pela Konami com o tempo: Castlevania Bloodlines, para Mega Drive, analisado aqui na primeira parte da matéria. Logo no início, somos apresentados aos protagonistas Jonathan Morris (filho de John Morris, protagonista de Bloodlines) e Charlotte Aulin, sua amiga estudante de magia e descendente do clã Belnades. Após a morte de seu pai, Jonathan é o novo portador do lendário Vampire Killer, mas por não ser um descendente direto dos Belmont, não consegue obter todo o potencial da arma sem a ajuda de um membro da família Lecarde, que desapareceu misteriosamente.

Jonathan e Charlotte são convocados pelo padre Vincent para a destruição do misterioso Castlevania, que ressurgiu novamente na Inglaterra, considerando todo o período negro que a humanidade atravessava nesse período. No castelo, a dupla encontra o fantasma Wind, inicialmente confundido com uma figura hostil até apresentar uma forma humanóide. Wind, que foi assassinado há pouco tempo e havia conjurado uma barreira mágica para manter-se consciente no castelo até conseguir descansar em paz, ajuda os heróis a atravessarem os obstáculos do castelo e descobrirem o verdadeiro motivo de seu ressurgimento.

Jonathan e Charlotte encontram diversos quadros amaldiçoados, e como não conseguem destruí-los externamente, são obrigados a explorar cada um de seus cenários, dentro de cada um dos quadros, para destruí-los e extinguir aos poucos a força maligna do castelo. É então que o novo dono do castelo se apresenta; o vampiro Brauner, pintor de quadros que recriou o castelo utilizando almas dos mortos durante a Segunda Guerra para obter poder o suficiente para destruir a humanidade, raça que despreza por terem sido responsáveis pela morte de suas filhas durante a Primeira Guerra. Brauner conta com o auxílio das gêmeas vampiras Stella e Loretta, que guardam um grande segredo.

Como dito anteriormente, Portrait of Ruin apresentou uma das funções mais legais de toda a série; a de poder controlar dois personagens ao mesmo tempo, além de reapresentar a função de alternar entre eles quando o jogador quiser, assim como em Castlevania III: Dracula’s Curse e Castlevania: Dawn of Sorrow. Diferente de seus antecessores que utilizavam essa função, Portrait of Ruin possui diversos equipamentos, magias e armas diferentes que podem ser equipadas, e a utilização de ambos os personagens ao mesmo tempo é vital para o prosseguimento no jogo.

Os gráficos são uma melhoria geral do estilo utilizado em Dawn of Sorrow; os cenários são belíssimos e o level design é bastante inspirado, ainda que um pouco repetitivo. Mas infelizmente o character design em estilo anime ainda é utilizado, ainda que tenha sido um pouco melhorado. E como já era de se esperar de um Castlevania, a trilha sonora está excelente, mas dessa vez consegue se superar, sendo fruto de uma das melhores colaborações de game music já realizadas.

Mas caso o jogador queira obter o melhor final, que esclarece vários pontos da trama e o único final onde é possível enfrentar Dracula, é necessário passar por uma série de níveis que são os mesmos quatro quadros atravessados anteriormente, reaproveitados, recolorizados e de dificuldade ampliada para se adequar ao nível que os personagens provavelmente se encontram à essa altura do jogo. Não chega a ser uma tarefa cansativa, mas a preguiça dos desenvolvedores em apresentar áreas novas chega a ser transparente, o que causa um tanto de frustração.

Portrait of Ruin não chega a superar seu antecessor nos portáteis, Dawn of Sorrow, mas não deixa de ser um grande mérito para a série, de jogabilidade interessante e com muitas funções novas a serem descobertas e aproveitadas. Faz juz tanto ao nome Castlevania quanto ao fato de ser uma sequência do ótimo Bloodlines.

AVALIAÇÃO:
Entre e

Curiosidades:

  • Este é o primeiro Castlevania para o Nintendo DS onde os voice samples dos personagens são traduzidos para o inglês na versão americana.
  • Diversas canções antigas da série foram reaproveitadas: a música do estágio Dark Academy é um remix de Crucifix Held Close, tema do primeiro estágio de Haunted Castle, enquanto a música de 13th Street é uma nova versão de Iron Blue Intention, tema do terceiro estágio da prequela de Portrait of Ruin, Bloodlines. O tema da sala do trono de Dracula é Overture, de Castlevania III, enquanto (selecione para ler) o tema do espírito de Richter Belmont, confrontado para obter o potencial máximo do Vampire Killer, é um remix de Divine Bloodlines, tema do primeiro estágio de Rondo of Blood.
  • As canções do estágio Forgotten City são remixes de canções do antigo jogo King’s Field 2, também da Konami, lançado para o MSX.
  • Caso o jogador segure o botão para cima por algum tempo, Jonathan fará uma pose de air guitar, enquanto Charlotte jogará a capa para trás fazendo uma pose sexy em seguida, terminando com a frase “not bad, huh?” Fazer isso na sala em que Vincent se encontra dará início a um engraçado diálogo entre ambos.
  • Ao terminar o jogo obtendo o final bom, Portrait of Ruin apresenta outros modos de jogo, onde são possíveis controlar outros personagens, como (selecione para ler) Stella e Loretta, revelando o que aconteceu antes de Jonathan e Charlotte chegarem ao castelo e como elas foram vampirizadas, e o Richter Mode, onde é possível controlar o protagonista de Rondo of Blood ao lado de sua parceira Maria Renard, em um modo sem história. Também é possível controlar uma versão da armadura Axe Armor, presente desde Rondo of Blood, mas a identidade da pessoa por trás da armadura não é revelada; suspeita-se de que seja uma mulher, pois certos inimigos do jogo comportam-se da mesma forma que enfrentariam Charlotte.
  • O ítem Fedora tem como descrição de que combina com chicotes, uma alusão clara aos filmes da série Indiana Jones. Já a descrição do ítem espinafre diz que dá força para quem se alimentar com ele, uma alusão ao personagem Popeye.
  • É possível encontrar em uma área secreta do nível City of Haze dois ítens bastante… curiosos: uma torta e um avião de papel. Caso o jogador faça um upgrade no avião de papel, às vezes é possível observar duas figuras andando em cima dele; elas são Koitsu e Soitsu, do shoot’em up Parodius, também da Konami. Em Parodius, esses peculiares personagens voam em cima de aviões de papel e equipam camisinhas como escudos (…?).

CASTLEVANIA: THE DRACULA X CHRONICLES

Lançado em 2007, o segundo título da série Chronicles não é exatamente um título novo, e sim um remake; mais especificamente do clássico Rondo of Blood, para PC Engine, que ganhou a nota de 5/5 estrelas na primeira parte dessa matéria. Também marca a estreia da série no PSP, assim como a primeira vez em que Rondo of Blood é lançado no ocidente, como um extra dessa versão.

Em questões técnicas, este remake apresentou melhorias em todos os aspectos: os gráficos foram adaptados para o 3D, as músicas foram rearranjadas, cutscenes foram adicionadas, alguns níveis foram basante alterados (e até mesmo foi criado um nível inédito, substituindo o insosso Level 5 alternativo do jogo original) e o character design foi revitalizado nas mãos de Ayami Kojima. É interessante observar os cuidados no desenvolvimento de DXC, que se esforça para manter o mesmo nível do original.

Porém, talvez essas melhorias não fossem tão necessárias. Algumas das canções não estão no mesmo nível de qualidade da versão anterior, e os gráficos podem parecer meio confusos em algumas ocasiões, pois os gráficos 3D em alta resolução não se adaptam muito bem à pequena tela do PSP. A jogabilidade também foi desnecessariamente ampliada, como a presença de uma nova forma de Dracula ao final do jogo, quase impossível de ser derrotada. Sabem o ditado “se melhorar, estraga”? É exatamente o que pode ser dito sobre Dracula X Chronicles.

Nos extras do jogo (um tanto difíceis de serem obtidos, pois precisam ser descobertos durante as fases) é onde podemos encontrar seu maior valor: Rondo of Blood original inteiramente traduzido para o inglês (com algumas falhas de sincronia nas canções e na dublagem, devo ressaltar) e uma versão de Symphony of the Night atualizada, com todos os diálogos redublados e retraduzidos e a possibilidade de jogar com Maria, dessa vez de forma diferente da versão do Saturn, usando um estilo mais próximo de sua caracterização em Rondo of Blood. Muitos fãs nostálgicos preferem os diálogos tão-ruins-que-são-bons do original, mas particularmente falando fico com essa versão, embora a melhor frase do jogo original tenha sido ligeiramente modificada.

Dracula X Chronicles não pode ser considerado de forma alguma um jogo ruim. Mas ao mesmo tempo, parece ter sido mais uma desculpa para o relançamento de Rondo of Blood, já que a Sony é bastante rígida com títulos em 2D no Ocidente, e que acabou resultando num jogo inferior ao original. Mesmo assim, vale a pena experimentar esse ótimo jogo de plataforma para o PSP, um remake sólido que apresenta uma releitura no mínimo interessante de um dos melhores jogos de toda a série.

AVALIAÇÃO:Curiosidades:

  • O estágio 5 alternativo de Dracula X Chronicles foi substituído devido aos próprios desenvolvedores estarem descontentes com ele. No RoB original, tratava-se de um nível que nada mais era do que uma cópia de diversas áreas de outras fases do jogo, sem nenhuma sincronia entre si e sem chefe. Estava ali somente por estar, e ainda por cima era um dos níveis mais difíceis de serem acessados, pois era necessário terminar o jogo para depois encontrar uma saída pra ele.

CASTLEVANIA: ORDER OF ECCLESIA

Terceiro e último capítulo da saga para o Nintendo DS, Order of Ecclesia foi lançado no final de 2008, com uma diferença de dois dias entre o lançamento ocidental e o oriental, onde ganhou o nome Akumajo Dracula: Ubawareta Kokuin (a tradução do subtítulo é O Selo Roubado). Pela primeira vez desde Castlevania Legends (que não é canon de qualquer forma), a série apresenta uma protagonista feminina: Shanoa, que rapidamente tornou-se popular entre os fãs.

Ambientado no século 19, pouco após Symphony of the Night, a humanidade atravessa uma era sombria, onde o clã Belmont desapareceu misteriosamente, e graças a isso diversas organizações se formaram para impedir o eventual retorno de Dracula. A mais promissora era a Ordem de Ecclesia, que dá o título ao jogo, organizada pelo sábio Barlowe e contando com os jovens Albus e Shanoa como membros. Barlowe desenvolveu uma tríade de glifos mágicos, chamados Dominus, baseados nos poderes de Dracula, e escolhe Shanoa para absorvê-los, tornando-a à altura de Dracula. Durante o ritual, Albus os interrompe, rouba os Dominus e foge, dessa forma deixando Shanoa sem emoções e memórias. É então que Barlowe pede para que ela persiga Albus e recupere os Dominus o mais depressa possível.

Em sua busca, Shanoa chega em no vilarejo Wygol, completamente deserto; dessa forma, ela descobre que Albus sequestrou todos seus habitantes, levou-os para diferentes locais e os aprisionou. Após resgatá-los aos poucos, Shanoa descobre que Albus planeja um experimento secreto utilizando amostras do sangue dessas pessoas, mas não sabe para qual motivo ele deseja utilizar este experimento.

Order of Ecclesia apresentou diversos elementos interessantes na série, como a presença de uma protagonista feminina, e a possibilidade de absorver glifos mágicos que podem (e devem) ser utilizados como armas e habilidades, semelhantes às almas de Aria/Dawn of Sorrow, mas de resultados ainda mais interessantes. Também é interessante observar que Ecclesia bebe um pouco da fonte de Castlevania II, apresentando uma vila pacífica onde é possível dialogar com seus habitantes e descobrir novos fatos, dessa vez bem relatados. Ecclesia também mescla o sistema de exploração com o antigo sistema de fases; os níveis da primeira metade do jogo podem ser explorados livremente, mas todos são habilitados de forma linear, assim como todos os jogos da série pré-Symphony of the Night.

O jogo também apresenta uma dificuldade muito maior do que os outros jogos da série lançados para o DS. Um mero inimigo comum pode ser capaz de matar Shanoa em poucos golpes, enquanto armadilhas presentes logo no primeiro estágio podem matá-la instantaneamente. Também há a existência de níveis bônus, obtidos após serem habilitados em áreas secretas do jogo, que são de enorme dificuldade (mais do que o Nest of Ruin de Portrait of Innocence) onde magias que ajudariam muito no prosseguimento não podem ser utilizadas.

Os gráficos, assim como a história, estão muito mais sombrios do que os capítulos anteriores para o DS. A colorização escura dos cenários e a arte do novato na série Hirooka Masaki, que se aproxima muito do estilo de Ayami Kojima, colaboram com o clima sério e melancólico de Ecclesia. Em Portrait of Ruin ainda era possível rir com as trapalhadas de Vincent ou os diálogos entre Jonathan e Charlotte, mas em Ecclesia esse humor light se foi completamente.

A trilha sonora, novamente assinada por Michiru Yamane, apresenta alguma das composições mais lindas já compostas para um Castlevania, que já se tornaram canções clássicas da série sem muito esforço, como a belíssima An Empty Tone ou Lament to the Master, que podem ser ouvidas em seguida:

An Empty Tome
=http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/03/204-An-Empty-Tome.mp3|titles=204

Lament to the Master

Como parece ser regra de Castlevania desde Aria of Sorrow de que o terceiro e último capítulo da série lançado para um determinado portátil deve ser melhor do que os antecessores, Ecclesia demonstra isso muito bem, superando seus antecessores no Nintendo DS, que já eram ótimos jogos de longe. Mas se supera de forma sensacional e exemplar, com o Castlevania mais melancólico e depressivo já criado (pelo menos até a criação de Lords of Shadow), mas também um dos mais envolventes, surpreententes e bem desenvolvidos. Talvez seus únicos defeitos marcantes sejam o fato de eu não poder recomendá-lo para iniciantes na série devido a sua dificuldade, ou por ainda não ter ganhado uma sequência, pois seria ótimo poder controlar Shanoa novamente.

AVALIAÇÃO:Curiosidades:

  • Os títulos dos temas de batalha contra os bosses remetem aos nomes de Castlevanias anteriores e ao do próprio Ecclesia: Symphony of Battle (Symphony of the Night), Dissonant Courage (Harmony of Dissonance), Chamber of Ruin (Portrait of Ruin), Sorrow of Distortion (Aria/Dawn of Sorrow), Lament to the Master (Lament of Innocence) e Order of the Demon (Order of Ecclesia).
  • Como de costume, ao terminar o jogo com o final bom é possível habilitar um modo onde é possível controlar Albus no lugar de Shanoa.
  • Esse é o único Castlevania que faz parte do canon que não inclui o chicote Vampire Killer de nenhuma forma.
  • Diversas referências ao shoot’em up Gradius, também da Konami, são feitas durante o jogo. Um personagem na vila assobia as primeiras notas do tema do estágio inicial do primeiro Gradius, um chefe atira estátuas Moai (inimigos comuns em Gradius) como plataformas temporárias, e é possível obter a nave Vic Viper como um item colecionável.
  • O glifo Pneuma faz com que Shanoa utilize uma magia muito parecida com Reppuken, golpe de Geese Howard em Fatal Fury. Caso o jogador combine dois glifos Pneuma e utilize um ataque carregado com ambos, o ataque será extremamente parecido com Raging Storm, outro golpe do mesmo personagem.
  • Uma das frases ditas por Shanoa em determinado ponto do jogo, “I am the morning sun, come to vanquish this horrible night!“, é uma homenagem a Castlevania II: Simon’s Quest.
  • O inimigo Mad Butcher é baseado no vilão Leatherface, do clássico Texas Chainsaw Massacre.
  • O jogo faz uso da conexão entre o DS e o Wii, permitindo que seja interligado com Castlevania Judgement para habilitar ítens de ambos os jogos.
  • Em uma entrevista, o produtor Koji Igarashi disse que Albus era um pouco baseado nele mesmo, enquanto Shanoa era inspirada em sua esposa. A relação dos personagens no jogo pode nos fazer refletir como deve ser o casamento de IGA.

CASTLEVANIA: THE ADVENTURE REBIRTH

Lançado como parte da linha Rebirth para o WiiWare em 2009, que também acompanhou um jogo da série Contra, Castlevania: The Adventure Rebirth se trata de um remake do primeiro capítulo da série para o GameBoy, Castlevania: The Adventure Rebirth.

Tudo, absolutamente tudo no jogo, foi refeito: as fases foram inteiramente redesenhadas, assim como a aparência de Christopher Belmont, e o jogo ganhou uma introdução decente, retratando como Dracula ressurgiu dessa vez e o papel do herdeiro do clã Belmont em destruí-lo.

Seguindo o padrão apresentado na linha Rebirth, os gráficos são estilizados como em um jogo 16-bit, assim como a trilha sonora, cujo estilo é bastante parecido com o chip de som FM Synth, utilizado nos jogos de Arcade da própria Konami no início dos anos 90, mas com melhores arranjos. Todas as canções são rearranjos de jogos antigos da série, e somente uma delas estava presente em um dos títulos para GameBoy (mais especificamente a música do terceiro estágio, um rearrange de New Messiah, de Castlevania Adventure II: Belmont’s Revenge). O jogo também é totalmente revestido por nostalgia, recriando fielmente o estilo dos jogos de plataforma daquela época; até mesmo o som de pause é exatamente o mesmo utilizado nos jogos da Konami entre os anos 80 e 90!

Podemos ver que esse fator de “relembrar o passado” exagera um pouco quando não é possível salvar o jogo e tampouco utilizar passwords, que até Super Castlevania IV eram marca registrada da série. Felizmente, isso não quer dizer que caso o jogador morra seja necessário jogar tudo novamente; segurando o botão start por alguns segundos na tela inicial permite que ele selecione qualquer um dos níveis até o ponto em que chegou. O verdadeiro exagero está no fato de que não é possível optar entre uma das subarmas após coletar uma nova, por exemplo; esse elemento foi abolido em Rondo of Blood e não havia necessidade alguma de reintroduzí-lo. E se Castlevania é conhecido por seus caminhos alternativos desde 1989, com Dracula’s Curse, o máximo que temos aqui são algumas passagens secretas que permitem que o jogador evite os midbosses.

Para finalizar, Castlevania: The Adventure Rebirth parece ser um Classic Castlevania For Dummies logo de início, considerando que é voltado para gamers casuais e que possui jogabilidade mais simplória do que estamos acostumados. Mas é um bom título de plataforma, ótimo para passar o tempo, e uma melhoria completa do Adventure original. Resta torcer que uma sequência seja melhor explorada, sem apelar tanto em sua nostalgia e preocupando-se em elementos surpreendentes – sem nunca deixar de honrar o nome Castlevania.

AVALIAÇÃO:

Agradecimentos a Bruno Ferrari pela colaboração.


CASTLEVANIA: LORDS OF SHADOW

Lançado em 2010 e conhecido como o título da série mais polêmico desde sua criação em 1986, Lords of Shadow, primeiro título da série para os consoles HD da geração atual (Playstation 3 e Xbox 360) é considerado um reboot da franquia, apresentando uma nova história, sem ligação nenhuma com os antecessores e ambientando-se antes de qualquer outro título da série; especificamente, no ano 1047. A produção do jogo contou com a presença de Hideo Kojima, famoso pela série Metal Gear, e seu desenvolvimento foi resultado de uma colaboração entre a empresa espanhola MercurySteam e a própria empresa de Kojima, a Kojima Productions. Nomes consagrados como Koji Igarashi, Ayami Kojima e Michiru Yamane não participaram de seu desenvolvimento.

A história de Lords of Shadow se passa em um mundo quase apocalíptico, onde a aliança da Terra com o Paraíso se encontra ameaçada por uma força maligna chamada Lordes da Sombra, que dão o título ao jogo. Um feitiço está impedindo as almas dos mortos de partirem, os animais se tornaram violentos e criaturas misteriosas surgiram no planeta, atacando qualquer ser vivo que encontram pela frente. Nosso protagonista é o cavaleiro Gabriel Belmont, membro da Ordem da Luz, irmandade que carrega a missão de proteger e defender os inocentes destas criaturas sobrenaturais.

Marie, a esposa de Gabriel, foi morta por uma das criaturas, portanto Gabriel possui um motivo pessoal para o extermínio de todas elas. Por ter sido assassinada durante esse período, a alma de Marie não consegue partir, mantendo-se presa no limbo. Mesmo estando tecnicamente morta, ela se dispõe a ajudar seu marido em seu destino na salvação do mundo e na destruição das trevas. Guiado por Zobek, cavaleiro mais antigo da ordem, Gabriel descobre a existência das poderosas Máscara do Diabo e da Máscara de Deus; essa última, capaz de ressuscitar os mortos. Desejando ter sua esposa novamente, Gabriel parte para uma jornada sem volta, onde deseja exterminar todos os Lordes da Sombra, trazer a paz de volta ao mundo e a vida para sua amada.

Logo nos segundos iniciais de Lords of Shadow, podemos ver o porquê de tanta polêmica entre os fãs da série; ele não se parece muito com um dos títulos antigos. Elementos clássicos como vampiros, lobisomens e buracos fatais estão presentes, assim como várias referências aos jogos antigos, mas o jogo nos apresenta bosses gigantescos, como no cult classic Shadow of the Colossus para o Playstation 2, e criaturas mágicas como duendes e trolls. A jogabilidade se assemelha aos jogos de ação mais recentes para o console, onde é possível executar combos com o chicote, adquirir experiência para a melhoria das armas e obter novas habilidades, e apertar repetidamente um determinado botão para destruir os chefes, um elemento muito parecido com os Quick Time Events de Shenmue, de Dreamcast, embora esse último não seja exatamente um jogo de ação.

Apesar de beber um pouco da fonte de jogos atuais, Castlevania ainda manteve um estilo único e diferente, e vale ressaltar que todos os jogos nos quais Lords of Shadow foi acusado de copiar (o que eu não concordo) tiveram muitas de suas inspirações na série (como aquele de um certo espartano careca que eu evito citar o nome de tanto que compararam com Lords of Shadow), tornando o processo mútuo.

Falando de questões técnicas: os gráficos, por motivos até óbvios, os mais belos já vistos em toda a série. A dublagem está magnífica, e pela primeira vez conta com a presença de atores consagrados, como Robert Carlyle no papel de Gabriel Belmont e Sir Patrick Stewart como Zobek e também como o narrador do jogo, além de Natascha McElhone como Marie e Jason Isaacs como o último boss, cuja identidade não vou revelar por ser um spoiler. Para finalizar, sua envolvente trilha sonora, composta por Oscar Araujo, pode ser bastante divergente das clássicas canções dos jogos antigos, mas cumpre seu papel de forma magnífica, como em uma das melhores canções já compostas para um videogame; Belmont’s Theme, tema do protagonista Gabriel, que pode ser ouvido logo abaixo.

Mas é em sua história que Lords of Shadow mais surpreende, por ser tão bem escrita e detalhada, podendo facilmente ser considerado o ponto mais forte do jogo e onde a série atingiu seu nível máximo de roteiro. Uma história sombria, amarga e melancólica, personagens únicos, carismáticos, trágicos e um protagonista tão complexo e bem construído que consegue ser adorável e conseguir empatia mesmo nos caminhos duvidosos que toma para conseguir alcançar seus objetivos. Gabriel Belmont conseguiu fazer com que esse que vos escreve se identificasse com sua personalidade, e não de uma forma ruim. Zobek, Marie e até mesmo personagens secundários como Pan, Claudia, Laura e Baba Yaga (baseada na lenda da bruxa homônima do folclore do leste europeu) também se destacam e surpreendem.

Mas por outro lado, devo frisar: para quem está acostumado com a série e deseja um título ao menos similar com os Castlevanias em 3D da era 128-bit, esqueça. Esse não é o seu jogo. Os elementos, as referências, o chicote e o nome Belmont estão todos aqui, mas em matéria de história e jogabilidade, esse é um reboot completo. Se não fossem esses elementos, que poderiam ser facilmente alterados, ele dificilmente seria sequer comparado a um Castlevania – pelo menos até o seu surpreendente final. Eu, que adoro mudanças e inovações dentro das séries, não tenho problemas com isso, mas reconheço que apesar de ser um excelente jogo, LoS é bem distante de qualquer conceito já introduzido na série desde sua criação.

Castlevania: Lords of Shadow é uma faca de dois gumes. Por um lado, é um excelente jogo de ação, de história emocionante e envolvente, que nos deixa com um nó na garganta em seu término. As questões técnicas também não fazem feio em nenhum momento e as equipes responsáveis merecem os parabéns. A dublagem realizada por profissionais é uma das maiores responsáveis pelo carisma de seus personagens, e esse pode ser facilmente considerado um dos melhores jogos do gênero dessa geração. Por outro lado, o fã fervoroso e tradicional que aguarda por um Castlevania pode se decepcionar. Portanto, fãs que ainda não o jogaram, recomendo que o façam com a mente bem aberta, sem esperar uma sequência da história de Simon ou mesmo a presença de Alucard, pois embora eu concorde que os estilos antigos devem ganhar sequências e jamais devem ser abandonados, essa é a história – e talvez a era – de Gabriel Belmont.

AVALIAÇÃO:
Entre e

AVALIAÇÃO COMO CASTLEVANIA:

Curiosidades:

  • Os Lordes da Sombra possuem nomes de personagens antigos da série: Carmilla, Cornell e Death. A serva de Carmilla se chama Laura, sua fiel ajudante na série clássica, enfrentada como boss em jogos como Rondo of Blood. Como dito anteriormente na matéria, ambos os nomes foram retirados do livro Carmilla.
  • Existe um personagem chamado Rinaldo Gandolfi, que nunca aparece no jogo, somente é mencionado como um alquimista, integrante da Ordem da Luz que foi embora para destruir o vampiro que matou sua filha. Ele criou a Combat Cross e espalhou upgrades de sua arma por todo o mundo, deixando suas armas para os cavaleiros que seguissem seus passos. Lament of Innocence, que se passa em 1094 e que foi avaliado na segunda parte da matéria, possui um alquimista chamado Rinaldo Gandolfi com exatamente a mesma história, exceto pelo fato de não ser um ex-cavaleiro da Ordem. Talvez ele seja o único personagem que existe em ambas as timelines de Castlevania.
  • Em uma das áreas de Lords of Shadow é possível encontrar uma referência oculta ao jogo Metal Gear Solid, trabalho mais conhecido do produtor Hideo Kojima. Também é possível ouvir Vampire Killer, clássico tema do primeiro estágio de Castlevania do NES em uma caixinha de música.
  • Castlevania: Lords of Shadow é o único jogo de toda a série que foi lançado sob exatamente o mesmo nome no Japão, incluindo o nome ocidental Castlevania e o subtítulo.
  • Até o momento, dois DLCs foram lançados para Lords of Shadow: Ressurrection e Reverie, que expandem sua história e encobrem o período que se passa entre seu final e seu epílogo.

Chegamos ao fim da matéria e foi um enorme prazer escrever sobre essa grande série de jogos, que amadureceu bem e ainda conquista jogadores no mundo inteiro. Desde seu início no NES até os jogos da geração atual no Playstation 3 e no Xbox 360, é impossível nunca ter se divertido com um Castlevania, minha série favorita dos videogames, que escolhi para homenagear comemorando seus 25 anos de lançamento no ocidente. Parabéns à Konami pela criação de uma série tão genial!

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2 Comments

  1. CADE O LAMENT OF INNOCENCE?
    Resposta: Na parte 2, não leu a matéria toda?

  2. Show de bola a matéria, tinha muito castlevania ai que eu nem conhecia rsrsr… até por que comecei a jogar mesmo a partir do Symphony of the Night que zerei tantas vezes que nem lembro. (obs: to jogando hoje mais uma vez).

    Depois de SotN só gostei do ARIA OF SORROW e sua continuação, mais veio um dos pontos altos da série: CASTLEVANIA: LAMENT OF INNOCENCE nossa, esse foi o único que me fez jogar tanto quanto o SotN, para mim foi perfeito. não me deixou nada a desejar para mim, já CURSE OF DARKNESS achei uma jogabilidade muito dura algo robótico no personagem sei lá, não tive como continuar jogando! E o Lords of Shadow foi perfeito, que venha agora o Lords of Shadow 2.

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