Em uma época marcada pela homogeneidade e pela superprodução em quase todos os setores culturais, alguns poucos projetos desse painel se desligam. Alguns justamente pela honestidade e originalidade de seu processo criativo ou por algum talento inegável que se sobreponha a qualquer mudança de teor no produto final. Ellie Goulding consegue aliar ambos aspectos com sua peculiar voz que torna suas letras, densas ou pop genéricas em certos momentos, algo verdadeiramente especial. Difícil descrever seu timbre, tom ou compartimentalização que os valha, mas a sensação que ela imprime às canções é sempre de algo ameno, quase pueril aqui, e um pouco mais obscuro ali, mas sempre com a afetação emocional pela melodia, pela inocência de uma criança ao lidar com um mundo que a circunda, alguém que lida pela primeira vez com algum término ou a esperança de tentar de novo.
Dreamy-freaky-dark synthpop. Melhor descrição não há para Shrines, o onírico debut do Purity Ring. “Cut open my sternum and pull my little ribs around you”, em Fineshrine, segunda faixa do álbum, já dá para ver casais mais afeitos a declarações histriônicas escrevendo essas palavras desse duo de Montreal para sua cara-metade. Com vocais doces de Megan James – não da mais fácil compreensão possível, o que acaba contribuindo para o efeito fugaz e etéreo do álbum -, envolvidos pela sonoridade densa e trabalhada de Corin Roddick e seus vocais intensamente processados, a capa enuncia a chillwavey atmosfera sedutora do grupo nessa estréia, realmente sugando o ouvinte com suas ânsias, medos e outras figuras obscuras.
Imagine uma nação de cidadãos patriotas livres da miséria e do medo, livres para falar o que pensam e venerarem quem eles quiserem. Em uma sala simples, as gerações se reúnem para uma abundante ceia de Ação de Graças (Thanksgiving):’ O sonho americano’. “E ninguém, a não ser Rockwell, poderia retratar melhor o que foi imaginado ser ‘The American Dream’.” afirmou Steven Spielberg. Mas a história muda as pessoas e, por consequência, a arte. No início dos anos 60, Rockwell começou a manifestar sua consciência social. Suas imagens, que até então lidavam com a visão utópica do país do ‘Sonho’, começaram a abordar preocupações realistas.
O post de hoje é a primeira matéria da nova colaboradora Nívia Ferreira no blog. Bem vinda!
Vagamente baseado na vida de Dangoule Rasalaite, garota lituana que ficou conhecida na Suécia no ano de 2000 por sua experiência, o drama sueco Lilja 4-ever (Para sempre Lilya no Brasil), com direção de Lukas Moodysson, trata da história de Lilja, uma garota de 16 anos que vivia na antiga União Soviética, foi abandonada pela mãe e acabou optando pela prostituição para conseguir sobreviver. Terceira direção de Moodysson, o longa recebeu vários prêmios e foi responsável por inserir o diretor no cenário internacional, apesar de que o mesmo já era conhecido por seus primeiros filmes, Fucking Åmål, de 1998 (Amigas de Colégio) e Tillsammans, de 2000 (Bem-Vindos).
Lipstick já estava nos planos dos produtores Dino De Laurentiis e Freddie Fields. Começou a tomar forma no início dos anos 70 e inicialmente foi oferecido ao diretor Michael Winner em 1974 .Winner, acostumado aos thrillers de vingança, recusou o projeto que acabou então sendo realizado por Lamont Johnson. Johnson é mais conhecido pela direção em televisão de series como The Twilight Zone (Além da Imaginação).