Moonflux é um blog de cinema e arte criado por Pietro Milan e Bruno Colli. Nosso intuito é informar e facilitar o acesso a cultura para todos.

 

[Banda] This Mortal Coil

2012 - dez Postado por Daniela 0

A gravadora britânica 4AD foi uma criação dos empresários Ivo Watts-Russell e Peter Kent, financiados pela Beggars Banquet Records, e rapidamente tornou-se um dos nomes mais consagrados na cena de música independente. Graças aos seus contratos com bandas e projetos musicais consagrados, como Cocteau Twins, Dead Can Dance, Clan of Xymox, entre tantos outros, seu nome é praticamente um sinônimo de liberdade artística aos músicos, que na enorme maioria das vezes, fazem um trabalho muito interessante e autoral. Kent foi dono da gravadora somente por um ano, e acabou vendendo sua parte para Watts-Russell, para em seguida inaugurar o selo Situation Two. Com o nome 4AD crescendo cada vez mais no mercado, Watts-Russell teve a ideia de reunir todos os nomes mais importantes que haviam contrato com a gravadora em um único projeto: This Mortal Coil.

 

[Artista] Nick Cave

2012 - nov Postado por Daniela 1

Uma taverna escura, de plateia apática, apenas um homem de voz poderosa, presença marcante, acompanhado de sons que mais parecem ter surgido das últimas profundezas do inferno, mas soam como beleza paradisíaca em forma de canção para o ouvinte. Esse característico ambiente, que aparenta ter surgido em um film noir, trata-se de uma realidade frequente na carreira do multitalentoso Nick Cave. Nascido Nicholas Edward Cave, o terceiro de quatro irmãos, em Warracknabeal, na Austrália, seu nome artístico tornou-se sinônimo para gerações inteiras. Líder da banda Nick Cave and the Bad Seeds desde 1983, Cave também integrou projetos como The Birthday Party e Grinderman. Mas seus méritos não incluem só a música, e sim trabalhos como roteirista de cinema, autor de obras literárias, poeta, e ocasionalmente, atuação em certos filmes.

 

[Álbum] Ellie Goudling – Halcyon

2012 - nov Postado por Valmir 1

Em uma época marcada pela homogeneidade e pela superprodução em quase todos os setores culturais, alguns poucos projetos desse painel se desligam. Alguns justamente pela honestidade e originalidade de seu processo criativo ou por algum talento inegável que se sobreponha a qualquer mudança de teor no produto final. Ellie Goulding consegue aliar ambos aspectos com sua peculiar voz que torna suas letras, densas ou pop genéricas em certos momentos, algo verdadeiramente especial. Difícil descrever seu timbre, tom ou compartimentalização que os valha, mas a sensação que ela imprime às canções é sempre de algo ameno, quase pueril aqui, e um pouco mais obscuro ali, mas sempre com a afetação emocional pela melodia, pela inocência de uma criança ao lidar com um mundo que a circunda, alguém que lida pela primeira vez com algum término ou a esperança de tentar de novo.

 

[Álbum] Purity Ring – Shrines

2012 - out Postado por Valmir 0

Dreamy-freaky-dark synthpop. Melhor descrição não há para Shrines, o onírico debut do Purity Ring. “Cut open my sternum and pull my little ribs around you”, em Fineshrine, segunda faixa do álbum, já dá para ver casais mais afeitos a declarações histriônicas escrevendo essas palavras desse duo de Montreal para sua cara-metade. Com vocais doces de Megan James – não da mais fácil compreensão possível, o que acaba contribuindo para o efeito fugaz e etéreo do álbum -, envolvidos pela sonoridade densa e trabalhada de Corin Roddick e seus vocais intensamente processados, a capa enuncia a chillwavey atmosfera sedutora do grupo nessa estréia, realmente sugando o ouvinte com suas ânsias, medos e outras figuras obscuras.

 

[Banda] Mahogany

2012 - set Postado por Bruno Colli 0

O coletivo Mahogany formou-se em 1995, idealizado pelo músico Andrew Prinz, que fundou o projeto em Michigan, onde estudou teoria e composição musical, fotografia, história da arte, arte de estúdio, e design gráfico. Além de Prinz, outros multinstrumentistas também colaboram com o projeto, tendo como principais Jaclyn Slimm e a vocalista Khaya Lou. Para formar uma sonoridade única e eletro-acústica, característica da banda, o Mahogany utiliza uma combinação de diversos instrumentos musicais em seus álbuns, como violino, cordas, bateria eletrônica, guitarra, sintetizadores, pianos, baixos, percussão, samplings, entre outros.