Moonflux é um blog de cinema e arte criado por Pietro Milan e Bruno Colli. Nosso intuito é informar e facilitar o acesso a cultura para todos.

 

[Livro] A Insustentável Leveza do Ser

2012 - nov Postado por Pietro Milan 0

Protegido por um título enigmático, que se fixa na memória como uma letra musica, o romance de Milan Kundera obedece fielmente ao preceito de Hermann Broch: “Descobrir o que somente um romance é capaz de descobrir”.
Por trás da trama deste obra, há um conceito igualmente elementar e insustentável. Um conceito que, por mais simples que possa parecer, é impossível não encontrá-lo dentro se si: a vida não se repete.

 

[Livro] Anna Karenina

2012 - ago Postado por Pietro Milan 0

Depois da adaptação de Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito), o diretor inglês Joe Wright agora se envolve na adaptação de outro gigante literário: Anna Karenina de Lev Tolstoy, enésima transposição para o cinema do livro que Vladimir Nabokov definiu como a obra prima absoluta da literatura do século dezenove e que Dostoievsky descreveu como um exemplo de perfeição total. O filme, cujo lançamento está previsto para novembro, com Keira Knightley (Lizzy em Pride and Prejudice) no papel de Anna, é a demonstração de uma popularidade que dura desde 1877, ano no qual o romance foi publicado.

Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira.

 

[Livro] Les Misérables

2012 - jun Postado por Pietro Milan 1

Publicado em 1862, Les Misérables é divido em cinco partes, ou “tomos”, escritos no período de treze longos anos. Venerado fortemente e ao mesmo tempo atacado pelos críticos franceses contemporâneos, a obra é indiscutivelmente um dos livros mais importantes do século XIX, e talvez a representação mais profunda e dramática de uma humanidade dividida pela injustiça social. A obra foi tachada como perigosa, principalmente pela imprensa que apoiava o governo de Napoleão III, muito favorável e celebrativa em relação a idéias revolucionários, mas ao mesmo tempo considerado a apoteose, uma espécie de antídoto moral contra uma sociedade que admite a miséria, uma humanidade que aceita a guerra e uma religião que justifica o próprio inferno sobre a terra.

Se o excesso do castigo não seria a aniquilação do delito e não teria como resultado inverter as situações, substituindo a culpa do delinquente pela culpa da opressão, fazendo do criminoso vítima e do devedor credor, e pondo definitivamente o direito do lado do daquele mesmo que o violara.

 

[Livro e Filme] Drive

2012 - mai Postado por Pietro Milan 0

Personagem principal sem nome próprio, carros rigorosamente descritos pela marca, modelo e cor. Escritura categoricamente fenomelógica, aprofundamento introspectivo sem freios cronológicos. Narrativa em estreita focalização interna e narrador em destacada terceira pessoa. Linearidade marcada pelas sequências com ampla utilização de chamadas e respostas, ordem da narrativa extremamente antilinear com capítulos individuais que vão e voltam no tempo. Drive, do escritor norte americano James Sallis, é um romance cheio de contradições, um hardboiled suspenso a partir de uma atmosfera rarefeita em que a ação é congelada por um estranho olhar alienado.

 

[Livro] Gravity’s Rainbow

2012 - abr Postado por Pietro Milan 0

Falar de Gravity’s Rainbow (Arco-íris da Gravidade em português) é praticamente impossível. Sua estrutura vazia, relutante e mutável não se prende no tempo e no espaço, situado-se em um lugar onde a realidade não existe, à margem do mundo como uma efêmera figura abstrata. A descrição do romance reflete a própria personalidade de seu autor, Thomas Pynchon, que antecipou o cyberpunk com seu surpreendente emprego de metáforas científicas, descrições paradoxais das drogas, retrato de um submundo exótico e alienado e nas modulações entre o cult e o pop underground. Bruce Sterling e William Gibson já declararam seu respeito em realação a sua obra e reconheceram sua influência perturbadora na cultura moderna.

 
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