Moonflux é um blog de cinema e arte criado por Pietro Milan e Bruno Colli. Nosso intuito é informar e facilitar o acesso a cultura para todos.

 

[Curtas] Van Gogh, Gauguin e Guernica

2014 - mar Postado por Pietro Milan 1

Alain Resnais não foi somente um dos maiores expoentes da Rive Gauche (grupo de cineastas franceses paralelos à Nouvelle Vague) e o diretor de filmes consagrados como Ano Passado em Marienbad (L’année dernière à Marienbad) e Hiroshima Mon Amour: foi também um dos maiores documentaristas de todos os tempos. Em especial, no final dos anos 1940 e no decorrer dos anos 1950, o diretor francês dedicou-se à produção de curta metragens que seriam uma clara antecipação de sua futura filmografia; um cinema que questiona o significado da realidade e tenta interpretar de forma crítica os principais eventos do século passado. Dentre os curtas realizados por Resnais, destacamos três que, produzidos com a colaboração de Robert Hessens, foram dedicados a grandes pintores: Van Gogh, Paul Gauguin e Guernica, de Pablo Picasso.

 

[Curta] Contras’ City

2012 - ago Postado por Pietro Milan 0

Nascido em Dakar no ano de 1945, filho de um clérigo muçulmano, expulso da escola de teatro por motivos disciplinares e completamente autodidata no cinema, o diretor senegalês Djibril Diop Mambéty foi um dos nomes mais importantes da vanguarda do cinema subsaariano, o que lhe rendeu o título de “Godard africano”. Porém, ainda mais abrasador que o culto e reconhecido representante da Nouvelle Vague, Mambéty possuía as características de um poeta anárquico e provocador como Jean Vigo. Sua proximidade com marginais de todos as espécies que emergem de L’Atalante, a atração pela loucura libertária das crianças (Zéro de Conduite) e o prazer de reinventar com espírito dadaísta o perfil de uma cidade: Nice no caso do francês, Dakar, no do africano.

 

[Curta] La Jetée

2012 - jun Postado por Pietro Milan 0

Vinte e oito minutos apocalípticos. Uma história de viagens no tempo na qual a tragédia pessoal colide com o destino da humanidade. Tudo narrado em uma voz em off que guia o espectador através de uma sucessão de fotogramas fixos gravados em película de 35 mm preto e branco. Definido pelo autor Chris Marker como uma fotonovela, La Jetée é na verdade um estranho híbrido metatextual que mistura cinema, narrativa, documentário e fotografia, um experimento único que nada tem a ver com as fotonovelas populares nos anos cinquenta. O filme do diretor francês é ambientado em um indefinido futuro próximo no qual a terra devastada por uma Terceira Guerra Mundial foi contaminada por um holocausto nuclear onde os poucos sobreviventes conseguem sobreviver apenas em galerias subterrâneas como ratos no subsolo de uma Paris reduzida a ruínas. Neste cenário, alguns cientistas procuram uma solução para a catástrofe já ocorrida através do único caminho deixando em aberto, o tempo.

 

[Curtas] Chacun son cinéma

2012 - mai Postado por Pietro Milan 0

Chacun son cinéma ou Ce petit coup au coeur quand la lumière s’éteint et que le film commence é um coleção de episódios concebida e produzida por Gilles Jacob para comemorar os sessenta anos do Festival de Cannes, em 2007. O filme, dedicado a memória de Federico Fellini, é composto por 33 curta metragens com 3 minutos de duração cada um dirigidos por diretores que, na maioria, tiveram filmes apresentados em alguma edição do  festival. A versão exibida em Cannes não contou com o episódio dos irmãos Coen, que posteriormente foi incluída na versão lançada em DVD, que também inclui o curta de David Lynch, não exibido na mostra por não ter sido concluído a tempo. Os diretores (dentre eles alguns que participam da edição de Cannes 2012, como David Cronenberg, Ken Loach, Abbas Kiarostami e Walter Salles) não tinham conhecimento do trabalho de seus colegas, e a obra final resultou em episódios diversificados, mas com um tema em comum: a própria sala de cinema ou pelo menos o conceito de produto fílmico já terminado. Selecionamos alguns dos mais interessantes disponíveis online a seguir:

 

[Curtas] Disney e a propaganda antinazista

2012 - mar Postado por Pietro Milan 0

A animação foi um dos meios mais utilizados durante a segunda guerra mundial, seja para fins de propaganda militar que para o reforço do espírito patriota.
Em 1941, enquanto produzia e finalizava Bambi, Walt Disney foi contatado pelo governo dos EUA: com a iminente entrada exército americano na guerra, a Casa Branca queria usufruir de seu talento e fama para entreter e educar os militares, bem como para fins de propaganda. A presença da Disney na vida militar foi tão intensa que muitos regimentos e esquadrões chegaram a pedir que fossem feitos distintivos com os personagens dos desenhos animados.