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[Indicações] Documentários de Werner Herzog

2013 - mai Postado por Bruno e Pietro 0

A poética extrema de Werner Herzog encontra no documentário uma dimensão ideal, feita de obsessões e temas recorrentes, nos quais o diretor alemão constrói sua peculiar visão pessoal do homem e da natureza. Artista não convencional, tem sido bem-sucedido desde sua estréia o cinema em 1962 com o curta Herakles (Hércules), e com maior evidência a partir de 1968 com seu primeiro longa Lebenszeichen (Sinais de Vida), levando adiante a ideia de um cinema livre de qualquer rótulo ou simplificação, capaz de desfrutar das potencialidades do documentário para refletir sobre os diferente níveis da verdade.

 

[Filme] Proshchanie

2013 - mai Postado por Bruno e Pietro 0

Baseado no conto literário Proshchanie s Matyoroy (Adeus à Matyora), de Valentin Rasputin, Proshchanie (A Despedida) narra a estória dos habitantes de Matyora, vilarejo com suas próprias tradições, localizado na ilha homônima. Enraizada no culto à natureza, no pastoreio e agricultura que vive seguindo o ciclo dos grãos que produz. Antiga como a grande árvore que surge nos confins dos campos e isolado do resto do mundo justamente por estar localizado em um lago siberiano que tem o nome daquela pequena comunidade. Mas tudo isso está prestes a desaparecer, pois o vilarejo está ameaçado por um contrato que pretende submergir a ilha e transformar a bacia natural em uma barragem artificial para uma hidrelétrica. Darya, uma das mulheres mais velhas vê se velho e antigo mundo, o mundo de seus ancestrais, desaparecer diante de seus olhos, incapaz de dizer adeus a Matyora.

 

[Diretora] Helke Sander

2013 - abr Postado por Bruno e Pietro 0

Combatente política engajada através do cotidiano feminino. É como se define Helke Sander. E de fato, a diretora e escritora feminista alemã nascida em Berlin no ano de 1937, passou grande parte de sua vida lutando pelo direito das mulheres. Uma mulher acostuma a reinventar a si mesma e a criar suas próprias condições de vida. Casada com o escritor finlandês Markku Lahtela, trabalhou no teatro e televisão finlandesa, voltando para Berlim Ocidental em 1965, divorciada e com um filho pequeno, decidida a fazer a diferença no que diz respeito à posição da mulher na sociedade. Voltar para Berlin a essa altura significava recomeçar do zero: após concluir o estudo na Academia Alemã de Filme e Televisão de Berlin (Deutsche Film – und Fernsehakademie Berlin) passou a trabalhar como tradutora e jornalista precária. Da necessidade cotidiano nasce a ação e Sander, empanhando-se fortemente pelos direitos das mulheres ainda antes, e após internamente, do movimento sessentista alemão e está entre as primeiras mulheres a fundar os famosos Kinderläden (creches privadas organizadas pelos próprios pais, conhecidas por suas posições politizadas e anti-autoritárias) de Berlin, um modelo que em seguida se expandirá por toda a Alemanha.

 

[Indicações] Cinema e Outras Artes – Parte 1: Pintores

2013 - abr Postado por Bruno e Pietro 1

Esta é a primeira parte de um especial que englobará o envolvimento do Cinema em relação às outras artes, como música, literatura, poesia, teatro, entre outros.

Jean-Luc Godard afirmava que os irmãos Lumière poderiam ser considerado não só os primeiros cineastas, mas também os últimos pintores expressionistas. O cinema sempre fez uso de todas as imagens da história das artes visuais, incluindo a arquitetura, assimilando todas as experiências artísticas para reelabora-las de acordo com sua própria linguagem. Quando o crítico francês André Bazin formulou uma distinção entre imagem pictórica, que polariza o espaço para dentro, sendo, portanto, uma imagem centrípeta, e a imagem cinematográfica que se prolonga para fora, sendo uma imagem centrífuga, a discussão parece ter estabelecido a diferença essencial entre o cinema e a pintura anda que ambas pertençam a mesma área da história visual.

 

[Filme] La Rose de Fer

2013 - abr Postado por Pietro 0

Jean Rollin foi um diretor e roteirista francês que contribuiu com o cinema dirigindo filmes no limite entre o terror e o erótico, conhecido principalmente por suas vampiras virgens possuídas pelo prazer. Contudo, embora tais elementos o tornaram conhecido e identificável no mundo cinematográfico, seu cinema não se reduz apenas à fórmula “vampiros e erotismo”. A verdadeira mudança ocorreu em 1973, quando Rollin decidiu dirigir um filme com maior profundidade psicológica e filosófica. Com uma jogada inteligente, mas também muito arrecada, investiu tudo no projeto que havia em mente, inicialmente concebido como um curta metragem, mesmo contra o parecer dos especialistas, que enxergavam o projeto como uma catástrofe anunciada. Para se garantir, o cineasta enato aceitou um encargo para o biênio sucessivo com a  produtora francesa Impex Films. Rollin, portanto, sacrificou dois anos de trabalho somente para dirigir este filme. Estamos falando de um de seus maiores feitos, La Rose de Fer (A Rosa de Ferro). A rosa em questão aparece já na primeira sequência do filme cuja trama obscura, no limite do hermético, pode ser resumida em algumas linhas: um jovem casal, que se encontra uma festa de casamento, combina um encontro no final de semana, durante o qual se perdem em um cemitério; surpreendidos pela escuridão da noite, vagam pelos túmulos na tentativa de encontrar a saída, mas se tornam reféns do medo, do desespero e, por fim, da loucura.