[Música] The Velvet Underground

My God is rock ‘n’ roll.

Frase proferida não pelo messias do rock, mas sim pelo anticristo: Lou Reed, que, ao “fundar” uma religião de nome sutil, influenciou bandas de todas as vertentes do gênero. Essa religião? O Velvet Underground.

No mesmo ano que em San Francisco eclodia o Summer of Love da cultura psicodélica,
foi lançado o álbum de estreia de um jovem grupo de Nova York, o The Velvet Underground, chamado The Velvet Underground & Nico, produzido pelo gênio da pop art Andy Warhol. Com uma visão exatamente oposta da imaginária e utópica da cultura hippie, novos padrões para o rock seriam estabelecidos, contando com a voz da então recém chegada de Paris, Nico (cujo nome verdadeiro é Christa Päffgen), em algumas faixas. O álbum se distinguia da música daquele momento justamente pela audácia e vanguarda, soando extremamente ácido e composto por músicas com centenas de nuances. Apesar da indiferença inicial, o The Velvet Underground & Nico foi justamente um dos pilares do rock.

Sunday Morning (The Velvet Underground and Nico, 1967):

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Após o fracasso nas vendas do álbum de estreia, a relação com Warhol se desgastou,
sendo então substituído por um novo produtor, Tom Wilson. Superando as expectativas, o segundo disco foi ainda melhor que o primeiro. Quando se pensava que o The Velvet Underground & Nico seria a obra prima do grupo surge, então, White Light, White Heat. As principais críticas feitas a ele foram em relação a má qualidade da gravação, que tornava difícil distinguir os sons. Porém, o que não se percebeu é que seria exatamente essa a característica que aumentaria seu fascínio, tornando-o uma festa alucinante de confusão, desta vez sem a voz de Nico, mas sim com os líderes do grupo, Lou Reed e John Cale.

White Light / White Heat (White Light / White Heat, 1968):

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Já no terceiro álbum, chamado simplesmente The Velvet Underground se notou uma
drástica mudança. John Cale abandonou o grupo, o que foi uma perda significativa. O disco não chegou a ser ruim, mas fica longe da loucura e vanguarda dos anteriores, deixando espaço para um rock mais clássico.

What Goes On (The Velvet Underground, 1969):

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Mais tarde, veio a segunda grande perda: Lou Reed também decidiu deixar o grupo, e
então é lançado o quarto álbum, Loaded, numa tentativa desesperada de sucesso comercial e não-aprovada por Reed, que criticou severamente a falta de cuidado na gravação de algumas faixas. Apesar da reprovação e da ausência do artista, todas as faixas foram escritas por ele, o conteúdo musical é interessante, e graças a isso Loaded é considerado por fãs e pela crítica o último álbum verdadeiro da banda. E aqui é necessário abrir um parêntese: o guitarrista e ex-líder do Velvet começou uma carreira solo, onde baseou-se musicalmente no rock clássico americano, evoluindo e adaptando-se à sonoridade do New Wave dos anos 80.

Rock & Roll (Loaded, 1970):

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 Finalmente, em 1973, a banda lançou Squeeze, o quinto e último álbum, composto inteiramente pelo guitarrista Doug Yule, que tocou todos os instrumentos presentes no álbum, exceto bateria (colaboração de Ian Paice, do Deep Purple) e saxofone (creditada a “Malcolm”). Sem os dois ícones, Reed e Cale, o grupo não poderia fazer algo particularmente notável, e sua existência não tinha mais sentido. Nos anos 80 e 90 houveram algumas tentativas de reunião, acompanhadas de algumas faixas inéditas e coletâneas. Mas os dois primeiros discos, considerados dois marcos reais do mundo da música, e são por si mais do que suficientes para colocar o Velvet Underground no Olimpo do rock.

 

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