
Lançado no final de 2011, The Elder Scrolls V: Skyrim é o aguardado novo capítulo de uma das franquias mais famosas e antigas da desenvolvedora Bethesda Softworks. O jogo se passa duzentos anos após seu antecessor, Oblivion, mas não é necessário ter jogado algum dos outros jogos da série para entendê-lo.
O jogo começa com seu personagem preso, acompanhado de um rebelde, um ladrão e um suposto “traidor do reino”. Diferente dos outros, o personagem está sendo preso por um mero engano, pois não cometeu nenhum crime. Mesmo assim, ele entra para a lista de execuções. Porém, quando está prestes a ser decapitado, um dragão invade o local e ateia fogo em toda a região. É quando surge a chance de escapar; cabe ao jogador a opção de se juntar ao soldado do império que sentiu compaixão por você ou com o rebelde que o acompanhou. Esses são os cinco minutos iniciais de Skyrim, e todo o desenrolar da história depende do próprio jogador, que pode seguir as quests obrigatórias do jogo, ou escolher entre as diversas quests paralelas, que ajudam a conhecer melhor esse encantador universo, repleto de criaturas fantásticas e mistérios a serem descobertos.
Como podemos ver nos cinco minutos iniciais de Skyrim, o jogo dá um grande ênfase à customização do personagem. Podemos escolher entre diversas raças diferentes, características físicas, idade, sexo, e é claro, seu nome. Sua personalidade é definida no decorrer do jogo e baseada nas atitudes do jogador, que pode escolher entre ser um criminoso, um agente da lei, um andarilho, um guerreiro livre com diversos seguidores, e até mesmo solteiro ou comprometido. Até mesmo a orientação sexual do personagem pode ser definida, já que é permitido o casamento entre ambos os sexos.
Em questões técnicas, Skyrim não deixa a desejar em momento algum. Os gráficos do jogo são um verdadeiro espetáculo, cada um de seus cenários foi minuciosamente construído, o ênfase nos detalhes pode ser visto a todo momento. Os personagens, apesar de não exatamente esbeltos em sua maioria, também possuem um nível de detalhe muito alto, contendo marcas faciais dos mais diversos tipos; nenhum personagem é igual a outro. A trilha sonora é uma das mais bonitas já compostas para um jogo, se encaixando perfeitamente em cada momento.
A jogabilidade também não deixa a desejar: os menus são rápidos, eficientes e, pra variar, detalhados. Inicialmente tive alguns problemas com a câmera, mas não demorei mais de três minutos de jogo para me adaptar. A engine do jogo, Creation Engine, é muito parecida com a Gamebryo, utilizada em Oblivion e em alguns jogos da série Fallout (Fallout 3 e Fallout: New Vegas, especificamente). Caso o jogador esteja familiarizado com algum desses jogos, se acostumará facilmente com Skyrim. Para quem joga (ou pretende jogar) no computador, apesar dos comandos no teclado responderem bem, eu recomendo que utilizem um joystick, de preferência o modelo utilizado no Xbox 360, para uma experiência melhor no geral.
Como nada é perfeito, já era esperado que Skyrim sofresse alguns bugs em alguns momentos, ainda mais para um jogo tão grande. A grande maioria deles não chega a atrapalhar o jogo e podem ser facilmente resolvidos com um simples reload do save. Porém, alguns (bem raros) podem fazer com que o jogo trave, por isso é recomendado que o jogador salve sempre que puder. E para aqueles que desejam introduzir ainda mais conteúdo ao jogo, existem sites especializados, como o SkyrimNexus, que fornecem modificações para o jogo, que incluem poder jogar com crianças, deixar o personagem totalmente nu, novos acessórios e roupas, e até mesmo novos personagens e quests, feitas e/ou editadas por fãs. O uso de muitas modificações não é recomendado, pois podem causar alguns bugs.
Skyrim é uma experiência muito rara hoje em dia; um jogo que empolgue do início ao fim, devido ao seu clima sombrio, fantástico e bem produzido. A Bethesda Softworks está de parabéns por ter desenvolvido um casamento perfeito entre um excelente roteiro, gráficos sensacionais e jogabilidade magnífica. Não é à toa que Skyrim ganhou tantos prêmios de “melhor jogo de 2011″ e é um dos jogos mais aclamados, não só da série, mas de forma universal. Para quem ainda não jogou: o que está esperando? Adquira já!
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