No momento em que estou escrevendo esse post, faltam algumas horas para 2011 acabar. As retrospectivas deste ano acabaram inspirando a mim e ao Pietro, portanto fizemos uma lista (e não um top) de filmes de 2011 que não vemos a hora de assistir no ano que vem. Alguns desses filmes foram exibidos na Mostra Internacional de Cinema desse ano, mas muitos (como nós) não tiveram a oportunidade de assistí-los. Incluímos somente filmes que já foram lançados, mas ainda não estrearam por aqui e não há nenhum link para download na internet. Espero que, assim como nós, também fiquem ansiosos para assistir estes que espero considerar alguns dos melhores filmes desse ano em breve – ainda que com certo atraso.
LE HAVRE

Em Le Havre, o diretor finlandês Aki Kaurismäki mais uma vez faz uso de seu tema preferido: os excluídos. Dessa vez quem chega as telas é o engraxate idoso Marcel Marx, que de repente se depara com sua amada esposa morrendo em um hospital, e o filho de imigrantes ilegais de origem africana que deve escapar da polícia e encontrar sua mãe em Londres. Se tudo vai acabar bem não é a questão proposta no filme, que segue a linha do diretor, onde a história narrada em si é mais importante que o próprio desfecho. Le Havre é uma homenagem ao neorrealismo italiano e uma releitura desfigurada, mas elegante, de Casablanca, graças aos dois excelentes atores André Wilms e Jean-Pierre Darroussin como protagonistas. Le Havre promete ser um filme para ser visto e degustado, demonstrando a maravilhosa e peculiar mise en scène de Kaurismäki. Ingênua, mas contundente. No Brasil, sua estreia está prevista para o dia 24 de fevereiro.
(Prévia por: Pietro)
HUGO

Após o decepcionante Ilha do Medo no ano passado, o diretor Martin Scorcese investiu em uma obra completamente distinta de seu trabalho anterior: adaptação do livro The Invention of Hugo Cabret, de Brian Selznick. O filme, que se passa nos anos 30, conta a história do personagem que dá o nome ao filme, um garoto órfão de 12 anos que vive escondido na central de trens de Paris. Hugo cuida dos relógios da central, observando os ponteiros e responsabilizando-se pelo funcionamento das máquinas. O garoto depende do anonimato para sua sobrevivência, pois guarda um grande segredo, que conduz o roteiro do filme. O filme obteve grande êxito em festivais de cinema, e foi aclamado pela crítica como um dos melhores filmes do ano. No Brasil, a estreia de Hugo nos cinemas, com o título de A Invenção de Hugo Cabret, está confirmada para o dia 17 de fevereiro.
(Prévia por: Bruno)
FAUST

Baseado na lenda alemã homônima, e também em suas adaptações literárias escritas por Goethe e Thomas Mann, Faust conta a história de um homem que, insatisfeito com sua vida, faz um pacto com o demônio para obter sucesso, poder, conhecimento e prazeres mundanos. O aclamado diretor Alexander Sokurov (responsável por obras-primas como Mother and Son e Russian Ark) optou por realizar uma adaptação com mais licença artística, tomando liberdades no roteiro que se diferenciam da lenda e das adaptações mais conhecidas. Faust já havia sido adaptado para o cinema algumas vezes, como o clássico de F.W. Murnau dirigido em 1926, e a excelente adaptação feita em stop-motion de Jan Švankmajer, de 1994. No Brasil, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de 2011, mas sua estreia oficial está prevista para o dia 30 de março.
(Prévia por: Bruno)
THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO

Quando o jornalista sueco Stieg Larsson faleceu subitamente em 2004, ele havia deixado manuscritos de uma série literária inteira, que foi nomeada como Millennium. Inspirada em um fato real presenciado pelo autor, a premiada série mescla elementos de ação policial, crime, suspense e mistério. Após o lançamento da trilogia completa, o primeiro livro da série, Män som hatar kvinnor, foi adaptado para o cinema em 2008 e foi bem recebido pela crítica e pelo público, mas as adaptações dos livros posteriores falharam em obter o mesmo êxito. Em 2010, um remake americano do primeiro filme foi anunciado, com o queridinho da crítica David Fincher responsável pela direção, e com Trent Reznor e Atticus Ross responsáveis pela trilha sonora – parceria que também compôs a excelente trilha de The Social Network, do mesmo diretor, no ano passado. Apesar do remake ter sido bem recebido, Niels Arden Oplev, o diretor de Män som hatar kvinnor, não gostou, afirmando que The Girl With the Dragon Tattoo não passa de uma cópia americana de seu filme. O que podemos fazer é assistir ambos e compararmos, para assim concluirmos qual é a melhor versão. No Brasil, a estreia está confirmada para o dia 27 de janeiro, sob o título original e tradução do título sueco, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres.
(Prévia por: Bruno)
THE ARTIST

Conhecido por dirigir paródias de filmes de espionagem (mais precisamente, da série 007), o francês Michel Hazanavicius seguiu um estilo totalmente distinto de suas obras anteriores em The Artist. O filme se passa em Hollywood, entre os anos 1927 e 1932, e retrata a história fictícia do ator George Valentin, com sua fama decaindo, e a atriz Peppy Miller, obtendo cada vez mais sucesso. Assim como a era que homenageia, The Artist foi filmado totalmente em preto e branco e praticamente não possui diálogos; o resultado final se parece muito com os clássicos do cinema mudo, fazendo com que o espectador se sinta assistindo um dos filmes dessa época. Pouco após sua estreia, o filme foi indicado para seis Globos de Ouro, o maior número de indicações deste ano, além de figurar entre várias listas com os melhores filmes do ano. No Brasil, The Artist será lançado em fevereiro, ainda sem dia definido.
(Prévia por: Bruno)
CARNAGE

Baseado na peça Le Dieu du carnage da dramaturga francesa Yasmina Reza, Carnage conta com a participação de três atores já premiados com um Oscar, Kate Winslet, Jodie Foster e Christoph Waltz, e conta com a sábia direção de um mestre como Roman Polanski. O filme mostra uma face impiedosa e realista da classe média alta, desconstruindo, um a um seus estereótipos. Carnage nos mostra os encontros e desencontros de um casal novaiorquino, fechados em um apartamento no Brooklyn para resolver pacificamente uma briga que envolve seus filhos adolescentes. A tentativa de resolver a questão passando um dia juntos acaba se mostrando um fracasso que acabará por deteriorar por completo a reunião. O diretor aproveita-se da situação e promove uma impiedosa “carnificina” entre seus quatro personagens, retratados em sua condição com extrema frieza lúdica, mas realista. Em compasso com o texto original de Reza, áspero e impiedoso, a contrução narrativa do filme promete ser uma boa prova da capacidade de interpretação de seus atores e de Polanski como diretor. No Brasil, Carnage não foi selecionado para o Festival do Rio nem para a Mostra de São Paulo e só será lançado oficialmente em junho, mas ainda não teve o dia de estreia anunciado.
(Prévia por: Pietro)
E um feliz 2012 para todos os leitores! Continuem acompanhando o Moonflux, pois após seu retorno definitivo muitas novidades estarão por vir!
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The Artist é o que eu tô mais esperando! E gente adorei o pôster de Carnage (quero ver a Kate Winslet vomitando haushauah