[Filme] Shadows and Fog

Dirigido por Woody Allen em 1991 e baseado em sua peça Death, Shadows and Fog (lançado como Neblina e Sombras no Brasil) é um dos vários filmes monocromáticos do diretor, mas esse se destaca por ser uma homenagem ao expressionismo alemão da década de 1930, especificamente às obras de diretores como Fritz Lang, F.W. Murnau e G.W. Bapst, e também ao consgrado escritor Franz Kafka.

Estrelando o próprio Allen e sua parceira na época, Mia Farrow, o filme também conta com um elenco de grandes atores, como Jodie Foster, Lily Tomlin, John Malkovich, Donald Pleasance e Kathy Bates, além de muitos nomes que mais tarde se destacariam por outras obras, como John Cusack, e uma pequena participação da cantora Madonna. Porém, a maioria dos atores fazem participações que não duram nem cinco minutos, o que podemos chamar de um ótimo elenco sendo mal aproveitado. A maioria dos personagens sequer possui um nome.
Em Shadows and Fog, Allen interpreta Kleinman, um personagem bastante típico de suas obras: sarcástico, neurótico, covarde, intelectual e atrapalhado. Ele e uma equipe de vigilantes estão procurando por um misterioso serial killer que já fez diversas vítimas por estrangulamento. Enquanto isso, em um circo próximo, um palhaço (Malkovich) e sua esposa, uma engolidora de espadas (Farrow), estão com problemas de relacionamento, que culminam na traição do palhaço com a equilibrista (Madonna), flagrada por sua esposa, que foge e acaba sendo acolhida por um grupo de prostitutas (Bates, Foster e Tomlin). A trama se desenvolve a partir desses acontecimentos, que ocorrem em apenas uma noite.

Em questões técnicas, Shadows and Fog é um dos filmes mais interessantes do diretor: uma ótima homenagem aos clássicos expressionistas, de fotografia impecável; por instantes, podemos mesmo nos confundir e pensarmos estar assistindo um filme dirigido por Fritz Lang em 1932.

Porém, infelizmente, esse é o maior destaque de Shadows and Fog. O roteiro é fraco, e apesar de algumas piadas, está longe de ser um dos melhores já escritos pelo diretor. A tentativa de comédia na história não poderia combinar menos com o clima sombrio presente, parecendo bastante forçado. Muitas vezes o filme se perde em situações estereotipadas, e quando acreditamos que o clímax está se aproximando, algo extremamente anticlimático acontece e acaba com nossas expectativas.

Como homenagem, Shadows and Fog funciona muito bem, e a direção de arte está impecável. Mas não são as questões técnicas que fazem um filme, e as diversas falhas em matéria de roteiro, história e direção (como escolher um elenco tão interessante e reduzí-los a participações de três minutos?) acabam diminuindo a qualidade do mesmo. Vale a pena assistir pela qualidade artística, mas o diretor possui vários filmes mais interessantes no geral.
AVALIAÇÃO:
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Após o fracasso nas vendas do álbum de estreia, a relação com Warhol se desgastou,
Já no terceiro álbum, chamado simplesmente The Velvet Underground se notou uma
Mais tarde, veio a segunda grande perda: Lou Reed também decidiu deixar o grupo, e
Finalmente, em 1973, a banda lançou Squeeze, o quinto e último álbum, composto inteiramente pelo guitarrista Doug Yule, que tocou todos os instrumentos presentes no álbum, exceto bateria (colaboração de Ian Paice, do Deep Purple) e saxofone (creditada a “Malcolm”). Sem os dois ícones, Reed e Cale, o grupo não poderia fazer algo particularmente notável, e sua existência não tinha mais sentido. Nos anos 80 e 90 houveram algumas tentativas de reunião, acompanhadas de algumas faixas inéditas e coletâneas. Mas os dois primeiros discos, considerados dois marcos reais do mundo da música, e são por si mais do que suficientes para colocar o Velvet Underground no Olimpo do rock.







O tema não é novo e poderia certamente ter caído às margens de uma narrativa já tratada outras vezes, como no filme belga Ma Vie en Rose, de Alain Berliner, no qual o problema se colocava nos mesmo termos, mas com os papéis invertidos. O que nos conquista no filme da diretora francesa de origem italiana é o realismo de sua obra, o clima de frescor e delicadeza dos sentimentos. Em seu segundo longa metragem, Céline Sciamma se impõe por sua extraordinária simplicidade e uma naturalidade absoluta que envolve e comove o espectador. As lentes conseguem penetrar na personalidade dos personagens sem deixar nada ao acaso.
Os diálogos são poucos e substituídos por uma belíssima fotografia e intensos enquadramentos em primeiro plano que substituem por reflexões o que não foi dito. A verdadeira descoberta da sensualidade da protagonista não se faz necessária pois o filme se foca sobre algo mais importante, a auto consciência de si mesma e a livre expressão do indivíduo, que vão muito além dos limites do corpo.
O roteiro foi escrito por Céline em somente três semanas, quase o mesmo tempo das filmagens. Também foi vencedor do Teddy Awards 2011, do Festival de Berlim, do NewFest – New York’s LGBT Film Festival (onde Zoé Héran ganhou o merecido prêmio de melhor atriz), entre várias outras premiações. Tomboy é uma rara e agradável surpresa ao estilo francês que vale a pena ser assistida.

